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3 de agosto de 2013
A nova moda é sorrir!
Não basta ser linda, maravilhosa, boazinha, e espertinha, tem que sorrir!
E de uns dias pra cá a nova moda é sorrir, assim, sorrir a todo tempo.
Sorri quando falo com ela.
Sorri quando me vê.
Sorri para a irmã.
Sorri para o papai que conversa co ela.
Sorri quando canto pra ela.
Sorri quando mama.
Sorri quando a pego no colo e a aconchego em meus braços.
Sorri quando seguro sua mãozinha.
Sorri quando falo coisinhas ao pé do seu ouvidinho.
Sorri quando a coloco ao meu lado no quintal pra estender roupas e ficamos (?) conversando.
Sorri quando beijo enlouquecidamente seu pescocinho.
Sorri quando faço vozes bem idiotas pra chamar sua atenção.
Sorri, mas perde a paciência comigo quando fico passando a chupeta em sua boca e enrolando pra dar a chupeta pra ela.
Enfim, ela tem motivos de sobra pra sorrir, e eu, motivos de sobra pra me apaixonar diariamente pela minha caçulinha!
É muito amor, muito carinho, muita fofura, que eu nem sei como cabem dentro de um coração só!
:)
30 de julho de 2013
A ficha caiu!!
É, no segundo dia de aula a ficha caiu, a dela e a minha.
Como comentei no Facebook, se ontem seu primeiro dia de aula foi uma ida ao paraíso pra nós duas, a madrugada foi bem tensa e quase uma ida ao umbral.
O decorrer do nosso dia pós aula ontem foi muito tranquilo, porém, depois das 18h Mimi ficou extremamente chorosa, só queria colo, o tempo todo, chorava pra colocar meia, chorava se eu colocava a mão em seu cabelo, chorava se eu a pegasse no colo sentada, chorava se eu ficava em pé com ela no colo... cheguei até a pensar que estivesse ficando doente ( pois o narizinho estava trancado, e dia desses deixei ela na banheira quando ouvi ela chamando e ao chegar no banheiro me deparei com ela em pé, ao lado da banheira, segurando todos os brinquedinhos aquáticos que pôde agarrar, e dizendo que o chuveiro estava gelado!), mas não está doente não, está ótima!
Se estava chorosa depois das 18h, quando o Pablo chegou as 23h ela estava mais chorosa ainda. Pablo brincou com ela, fez mamadeira, conversou e fomos todos dormir, aliás, ela estava contrariada, não queria ir pra cama!
Exatamente as 3:00 da madrugada ela começou a chorar e me chamar.
Levantei e fui ver o que estava acontecendo, ela dormia e chorava dormindo, me chamava dormindo. A acalmei e voltei pra minha cama, e isso se sucedeu as 3:15, 3:30, quando foi 3:50 deitei na cama com ela, e assim seguimos até as 5:00.
5:00 ela começou a via sacra de novo, e o Pablo pediu que a levasse pra nossa cama, afinal, cama de pai e mãe é quentinha, dá sensação de segurança, os dois estão próximos, cama de pai e mãe é tudo de bom!
Ela dormiu, Pablo dormiu e eu fiquei me esgueirando na beiradinha da cama, quando consegui pegar no sono deu o horário de levantar pra arruma-la, preparar café da manhã e tudo mais.
Lógico que eu parecia um zumbi bêbado no melhor estilo The walking dead, pq sério, eu posso ficar sem dinheiro, sem leite, sem comer, sem carro, mas eu não posso ficar sem dormir, mas voltando ...
Pensa numa criança irritada às 7 damadrugada manhã, essa era Yasmin!
Não queria tomar banho, foi pro banho na marra, chorooooooou até não poder mais, um choro ardido, estridente.
Chorou pra colocar a roupa, e pra pentear o cabelo foi um verdadeiro inferno, parecia que eu estava escapelando a garota, não queria que o pente relasse nas madeixas, prendê-lo então estava fora de cogitação ...
Fomos para o colégio.
Ela se animou um pouquinho ao ver as crianças no portão da escola, e assim que entramos e fomos pra sala dela e eu a entreguei no colo da professora ela foi sem chorar, mas daí eu lerda que sou, caí na besteira de demorar um minutinho pra ver se ela iria brincar com as crianças. PRA QUE?
Ela me chamou, entrei na sala e ela quis colo. Peguei.
Ela não queria me soltar mais, legal né? #sqn
Gentilmente a professora a pegou do meu colo e disse pra eu vir pra casa, a distraiu e a levou pro parque pra ver os brinquedos.
O trecho abaixo fez com que eu me sentisse a mosca do coco do cavalo do bandido, uma porcaria de mãe, senti culpa (coisa que eu nunca tive), deu vontade de bater a cabeça na parede (literalmente!).
Enquanto a professora a levava para o parque e eu ia em direção contrária, num chorinho sentido ela me estendeu os braços e disse "mamãe!".
A professora foi firme e gesticulou pra que eu viesse pra casa que ela ficaria bem.
Virar as costas pra minha filha me doeu, doeu de verdade, me deu um aperto no coração, um nó na garganta. Minha vontade era pega-la no colo e trazer pra casa, mas não o fiz, fui pro carro em silêncio e em silêncio voltei.
Já em casa parecia barata depois da dedetização, estava tonta, perdida, com o coração lá na escola.
Olhei pro relógio, 8:05 ainda. Resolvi que esperaria até as 9 e ligaria pra escola pra saber como ela estava.
Chegava o Natal mas não chegava o bendito horário.
Fui lavar a louça do café, colocar roupa pra lavar, varrer a casa, arrumar as roupas dela ... e nada do pensamento fluir pra alguma coisa que não fosse a escola, fiquei remoendo o assunto.
Juro, pensei até em desistir de leva-la pra escola.
Dane-se o restante, estou em casa com a Carol mesmo, pq manda-la pra escola num dia frio desse, ela deveria era estar em casa, debaixo do seu cobertor fofinho, tomando seu leitinho e assistindo Moranguinho.
Mas de que adiantaria não leva-la mais pra escola se ano que vem ela teria que passar por isso novamente?
Deixar a escola pra la seria o mesmo que pegar um atalho, o caminho mais fácil, e eu não sou de pegar caminhos mais fáceis quando se trata em educa-la. Sim, eu tenho que ser firme!
Protelei e liguei lá as 09:20 e a professora disse que ela dormiu.
Mais especificamente disse que ela foi pro parque, brincou bem pouco e dormiu no colo da professora, na hora do lanche acordou, comeu e ficou chorosa e ao voltar pra sala dormiu de novo, o problema era sono.
Se eu quisesse ir busca-la não haveria problemas, pq de início a ideia é acostumar a criança no ambiente, é passar segurança à ela, e não transformar a escolinha num campo de concentração infantil.
Fui.
Cheguei lá e ela estava dormindo no colchãozinho. Dormia pesado, e quando a chamei praticamente voou no meu colo, veio embora feliz, chorosa, porém feliz.
O dramalhão mexicano continuou, estava bem manhosa, dormimos juntas por uma hora e meia no período da manhã e a tarde a levei ao parque, brincou pouco, mas brincou, queria mesmo é colo.
Amanhã ela irá pra aula, ou pelo menos espero ter força de vontade pra isso, mas que meu coração fica partido em vê-la triste assim, isso fica!
:(
Como comentei no Facebook, se ontem seu primeiro dia de aula foi uma ida ao paraíso pra nós duas, a madrugada foi bem tensa e quase uma ida ao umbral.
O decorrer do nosso dia pós aula ontem foi muito tranquilo, porém, depois das 18h Mimi ficou extremamente chorosa, só queria colo, o tempo todo, chorava pra colocar meia, chorava se eu colocava a mão em seu cabelo, chorava se eu a pegasse no colo sentada, chorava se eu ficava em pé com ela no colo... cheguei até a pensar que estivesse ficando doente ( pois o narizinho estava trancado, e dia desses deixei ela na banheira quando ouvi ela chamando e ao chegar no banheiro me deparei com ela em pé, ao lado da banheira, segurando todos os brinquedinhos aquáticos que pôde agarrar, e dizendo que o chuveiro estava gelado!), mas não está doente não, está ótima!
Se estava chorosa depois das 18h, quando o Pablo chegou as 23h ela estava mais chorosa ainda. Pablo brincou com ela, fez mamadeira, conversou e fomos todos dormir, aliás, ela estava contrariada, não queria ir pra cama!
Exatamente as 3:00 da madrugada ela começou a chorar e me chamar.
Levantei e fui ver o que estava acontecendo, ela dormia e chorava dormindo, me chamava dormindo. A acalmei e voltei pra minha cama, e isso se sucedeu as 3:15, 3:30, quando foi 3:50 deitei na cama com ela, e assim seguimos até as 5:00.
5:00 ela começou a via sacra de novo, e o Pablo pediu que a levasse pra nossa cama, afinal, cama de pai e mãe é quentinha, dá sensação de segurança, os dois estão próximos, cama de pai e mãe é tudo de bom!
Ela dormiu, Pablo dormiu e eu fiquei me esgueirando na beiradinha da cama, quando consegui pegar no sono deu o horário de levantar pra arruma-la, preparar café da manhã e tudo mais.
Lógico que eu parecia um zumbi bêbado no melhor estilo The walking dead, pq sério, eu posso ficar sem dinheiro, sem leite, sem comer, sem carro, mas eu não posso ficar sem dormir, mas voltando ...
Pensa numa criança irritada às 7 da
Não queria tomar banho, foi pro banho na marra, chorooooooou até não poder mais, um choro ardido, estridente.
Chorou pra colocar a roupa, e pra pentear o cabelo foi um verdadeiro inferno, parecia que eu estava escapelando a garota, não queria que o pente relasse nas madeixas, prendê-lo então estava fora de cogitação ...
Fomos para o colégio.
Ela se animou um pouquinho ao ver as crianças no portão da escola, e assim que entramos e fomos pra sala dela e eu a entreguei no colo da professora ela foi sem chorar, mas daí eu lerda que sou, caí na besteira de demorar um minutinho pra ver se ela iria brincar com as crianças. PRA QUE?
Ela me chamou, entrei na sala e ela quis colo. Peguei.
Ela não queria me soltar mais, legal né? #sqn
Gentilmente a professora a pegou do meu colo e disse pra eu vir pra casa, a distraiu e a levou pro parque pra ver os brinquedos.
O trecho abaixo fez com que eu me sentisse a mosca do coco do cavalo do bandido, uma porcaria de mãe, senti culpa (coisa que eu nunca tive), deu vontade de bater a cabeça na parede (literalmente!).
Enquanto a professora a levava para o parque e eu ia em direção contrária, num chorinho sentido ela me estendeu os braços e disse "mamãe!".
A professora foi firme e gesticulou pra que eu viesse pra casa que ela ficaria bem.
Virar as costas pra minha filha me doeu, doeu de verdade, me deu um aperto no coração, um nó na garganta. Minha vontade era pega-la no colo e trazer pra casa, mas não o fiz, fui pro carro em silêncio e em silêncio voltei.
Já em casa parecia barata depois da dedetização, estava tonta, perdida, com o coração lá na escola.
Olhei pro relógio, 8:05 ainda. Resolvi que esperaria até as 9 e ligaria pra escola pra saber como ela estava.
Chegava o Natal mas não chegava o bendito horário.
Fui lavar a louça do café, colocar roupa pra lavar, varrer a casa, arrumar as roupas dela ... e nada do pensamento fluir pra alguma coisa que não fosse a escola, fiquei remoendo o assunto.
Juro, pensei até em desistir de leva-la pra escola.
Dane-se o restante, estou em casa com a Carol mesmo, pq manda-la pra escola num dia frio desse, ela deveria era estar em casa, debaixo do seu cobertor fofinho, tomando seu leitinho e assistindo Moranguinho.
Mas de que adiantaria não leva-la mais pra escola se ano que vem ela teria que passar por isso novamente?
Deixar a escola pra la seria o mesmo que pegar um atalho, o caminho mais fácil, e eu não sou de pegar caminhos mais fáceis quando se trata em educa-la. Sim, eu tenho que ser firme!
Protelei e liguei lá as 09:20 e a professora disse que ela dormiu.
Mais especificamente disse que ela foi pro parque, brincou bem pouco e dormiu no colo da professora, na hora do lanche acordou, comeu e ficou chorosa e ao voltar pra sala dormiu de novo, o problema era sono.
Se eu quisesse ir busca-la não haveria problemas, pq de início a ideia é acostumar a criança no ambiente, é passar segurança à ela, e não transformar a escolinha num campo de concentração infantil.
Fui.
Cheguei lá e ela estava dormindo no colchãozinho. Dormia pesado, e quando a chamei praticamente voou no meu colo, veio embora feliz, chorosa, porém feliz.
O dramalhão mexicano continuou, estava bem manhosa, dormimos juntas por uma hora e meia no período da manhã e a tarde a levei ao parque, brincou pouco, mas brincou, queria mesmo é colo.
Amanhã ela irá pra aula, ou pelo menos espero ter força de vontade pra isso, mas que meu coração fica partido em vê-la triste assim, isso fica!
:(
20 de junho de 2013
Carol e seu primeiro mês!
E eis que o primeiro mês passou, e passou mais rápido do que eu poderia imaginar, passou tão rápido quanto a gravidez, e nesse período a Carol se desenvolveu tão bem como deveria.
Atualmente os dados são o seguinte:
- Agora minha pequetita tem meio metro, 50cm
- Pesa 3.300kg
- Não teve icterícia
- Chora só pra mamar e colocar o body
- Dorme muito bem, obrigada
- Reconhece minha voz, e quando não está no meu colo e ouve minha voz fica me procurando
- Tenta focar objetos
- Firma a cabecinha
- Tenta segurar as coisas com a mãozinha
- Relaxa bastante na hora do banho
- Dá risadinhas enquanto dorme
- Chupa chupeta pra dormir
- Callllllllllllma, calllllma e muito callllma, não tenho do que reclamar
- Faz uns barulhinhos engraçados, parece uma impressora emperrada, hahahah
E citando a Yasmin, a única coisa que posso dizer é que minha filha é fantástica, é amorosa, chama a Carol de Carul, me ajuda com o banho, coloca chupeta na boca dela, se a bebê chora e eu estou longe ela vem correndo me chamar ... um encanto mesmo. Aliás, além de cahamar a Carol de Carul ela chama a bebê de "Tibi bebê", achei fofo, pq Tibi é a boneca favorita dela!
Rola um ciuminho básico? Claro que rola, já tivemos episódios de coisas dentro da banheira, muitas vezes ela quer meu colo quando estou com a bebê nos braços, mas nada que não possa ser superado.
Confesso que achei que seria mais difícil, mas não é o bicho de sete cabeças que todo mundo falava, e acho que isso é devido à muita conversa, muito amor e muito carinho que eu dediquei a Yasmin esse tempo todo, sempre explicando pra ela que teríamos um bebê e que ela me ajudaria com ele.
E para o primeiro mês é isso que temos, espero que mês que vem haja mais desenvolvimento, mais amor, mais novidades!
♥
15 de junho de 2013
Arrependimentos
Nunca fui o tipo de pessoa que fica se arrependendo das coisas, aliás, dificilmente eu me arrependo de alguma decisão que tomei. Se alguma coisa não deu certo, ela me serve de lição pra que eu não faça de novo, apenas isso, mas não fico chorando pitangas não.
Daí vem a maternidade e faz a gente morder a língua com uma infinidade de coisas, ou pelo menos comigo tem sido assim.
26 dias após o nascimento da Carol percebo como um filho é diferente do outro, e mais que isso, como meu jeito de ver as coisas mudou de um filho pro outro.
Olho pra Yasmin, que hoje é quase uma mocinha com seus 2 anos e me pergunto onde está o bebezinho que eu trouxe pra casa em um bebê conforto rosa. Sumiu, meu bebezinho sumiu.
Ela é uma criança, tão luminosa como um raio de sol, cheia de vida, vontades, desejos, personalidade, fofura, carinho, meu bebê sumiu. Não há traços de um bebê ali, o tempo passa rápido demais.
Confesso que meu único arrependimento é não ter feito mais com ela e por ela.
Tantas vezes eu priorizei lavar louça, passar roupa, limpar a casa, ir ao mercado, lavar banheiro, fazer as unhas, e tantas outras coisas que eram secundárias enquanto minha filha crescia.
Manter as coisas em ordem é fundamental, mas hoje eu vejo que eu não precisava lavar louça ou passar roupas enquanto ela estava acordada (afinal de contas, ela sempre dormiu bem), eu podia ter passado mais tempo com ela, brincando, me encantando e aproveitando cada milésimo de segundo ao lado dessa criaturinha que cresceu e cresce na velocidade da luz.
Mas a vida ensina, e só quem vive isso sabe o que é.
Hoje, quando olho pra Carol tão pequena, prestes a completar seu primeiro mês me dá um aperto no coração, pq eu sei que em um piscar de olhos ela estará do tamanho da Mimi, grandona, cheia de vida, aprontando todas, e que o melhor que eu posso fazer é aproveitar o máximo de tempo ao lado delas.
Se tem louça na pia, deixa lá, quando elas dormirem eu vou e lavo, afinal, não vamos ficar dentro da pia mesmo.
A roupa precisa ser passada? Precisa sim (tenho pânico de roupa amarrotada), mas quando elas dormirem eu passo, quando elas estiverem fazendo outra coisa e não precisando da minha atenção eu faço.
Não vou priorizar o que não é prioridade na minha vida, minha prioridade é minha família, são as minhas meninas, meu marido, meus pais, e eu tenho que aproveitar pra pega-las no colo, abraçar, beijar, fazer carinho, e todas essas coisas, enquanto elas são pequenas, enquanto elas aceitam infinitos beijos, enquanto elas cabem no meu colo e precisam do meu abraço e do meu carinho pra curarem as feridinhas que a vida traz. Depois de grande vão receber colo, carinho, amor, mas eu não sei quando elas vão querer isso, e hoje, beijinhos, abraços e toda sorte de carinhos dependem apenas de mim e do tempo que eu posso dispor à elas.
Criança precisa de colo, de amor, de beijinho, de cafuné, nessa idade mais que nunca, mais que em qualquer idade.
E é isso, se tem uma coisa nessa vida que me arrependo é do tempo que posso gastar com elas e acabo não gastando, pq um dia sei que meu ninho ficará vazio e eu vou lamentar mais do que agora a ausência delas.
E você, do que se arrepende?
♥
Daí vem a maternidade e faz a gente morder a língua com uma infinidade de coisas, ou pelo menos comigo tem sido assim.
26 dias após o nascimento da Carol percebo como um filho é diferente do outro, e mais que isso, como meu jeito de ver as coisas mudou de um filho pro outro.
Olho pra Yasmin, que hoje é quase uma mocinha com seus 2 anos e me pergunto onde está o bebezinho que eu trouxe pra casa em um bebê conforto rosa. Sumiu, meu bebezinho sumiu.
Ela é uma criança, tão luminosa como um raio de sol, cheia de vida, vontades, desejos, personalidade, fofura, carinho, meu bebê sumiu. Não há traços de um bebê ali, o tempo passa rápido demais.
Confesso que meu único arrependimento é não ter feito mais com ela e por ela.
Tantas vezes eu priorizei lavar louça, passar roupa, limpar a casa, ir ao mercado, lavar banheiro, fazer as unhas, e tantas outras coisas que eram secundárias enquanto minha filha crescia.
Manter as coisas em ordem é fundamental, mas hoje eu vejo que eu não precisava lavar louça ou passar roupas enquanto ela estava acordada (afinal de contas, ela sempre dormiu bem), eu podia ter passado mais tempo com ela, brincando, me encantando e aproveitando cada milésimo de segundo ao lado dessa criaturinha que cresceu e cresce na velocidade da luz.
Mas a vida ensina, e só quem vive isso sabe o que é.
Hoje, quando olho pra Carol tão pequena, prestes a completar seu primeiro mês me dá um aperto no coração, pq eu sei que em um piscar de olhos ela estará do tamanho da Mimi, grandona, cheia de vida, aprontando todas, e que o melhor que eu posso fazer é aproveitar o máximo de tempo ao lado delas.
Se tem louça na pia, deixa lá, quando elas dormirem eu vou e lavo, afinal, não vamos ficar dentro da pia mesmo.
A roupa precisa ser passada? Precisa sim (tenho pânico de roupa amarrotada), mas quando elas dormirem eu passo, quando elas estiverem fazendo outra coisa e não precisando da minha atenção eu faço.
Não vou priorizar o que não é prioridade na minha vida, minha prioridade é minha família, são as minhas meninas, meu marido, meus pais, e eu tenho que aproveitar pra pega-las no colo, abraçar, beijar, fazer carinho, e todas essas coisas, enquanto elas são pequenas, enquanto elas aceitam infinitos beijos, enquanto elas cabem no meu colo e precisam do meu abraço e do meu carinho pra curarem as feridinhas que a vida traz. Depois de grande vão receber colo, carinho, amor, mas eu não sei quando elas vão querer isso, e hoje, beijinhos, abraços e toda sorte de carinhos dependem apenas de mim e do tempo que eu posso dispor à elas.
Criança precisa de colo, de amor, de beijinho, de cafuné, nessa idade mais que nunca, mais que em qualquer idade.
E é isso, se tem uma coisa nessa vida que me arrependo é do tempo que posso gastar com elas e acabo não gastando, pq um dia sei que meu ninho ficará vazio e eu vou lamentar mais do que agora a ausência delas.
E você, do que se arrepende?
♥
11 de maio de 2013
O Kama Sutra materno!
Aqui em casa essa história de cama compartilhada nunca existiu, Mimi em seus 2 anos, 2 meses e 17 dias sempre, e quando eu digo sempre é sempre mesmo, dormiu sozinha no berço, nunca dormiu na cama com a gente.
Em dias muito frios eu a olho dormindo no berço e morro de vontade de pega-la no colo e levar pra cama com a gente, mas resisto a ideia pq não acredito que será um bom hábito pra ela e pra nós.
Masssssss como tudo na vida tem a primeira vez, dormimos juntas essa noite.
Pêra ae, dormimos vírgula, ela dormiu, eu não consegui pregar os olhos.
Aproveitei que o Pablo foi viajar e pensei "ah, pq não?", afinal, ia dormir sozinha mesmo numa cama grande, pq não colocar a baixinha ali?
Me deu dó, pq ela perguntava do papai dela toda hora, aí eu quis morder, apertar, abraçar e levei pra cama comigo.
Peguei sua mantinha (falando assim parece até uma mantinha infantil, é uma manta minha, de casal de microfibra que ela acha que é dela), seu travesseiro, apaguei as luzes e lá fomos nós, e eu crentinha da Silva que ela não ia dormir, haha, até parece que não.
Me deitei e a coloquei deitada ao meu lado e disse que somente hoje dormiríamos juntas pq o papai tinha ido viajar e ela podia dormir no travesseiro dele pra diminuir a saudade, a cobri, e segurei sua mãozinha gordinha.
O quarto estava em meia luz, mas eu podia ver os olhinhos dela brilhando e curtindo o momento, ela sussurrava palavrinhas pra mim e eu fazia carinho nela, ela fingia que dormia e dava risadinhas (é, agora deu pra fingir que dorme) e em meio a sussurinhos pegou no sono em menos de 5 minutos!
Pensei com meus botões "agora é só ficar esperta pra menina não cair e dormir sossegada!", o dormir sossegada pode até ser desconsiderado, pq ela sempre dormiu a noite toda, o lance era ficar ligada pra ela não cair no chão, né?
Meia hora depois da última vez que olhei no relógio acordei com alguém me empurrando, era ela, com os braços abertos no melhor estilo x, ocupando metade da cama e me empurrando mais ainda pro lado.
A menina não tem nem um metro e estava me empurrando, e pior, ocupando praticamente a cama toda, a coloquei de volta no lugar de onde não era pra ela ter saído, adormeci e uma hora depois lá estava ela me empurrando de novo.
No fim das contas o máximo que consegui dormir seguidamente foi 1 hora, pq ela se mexe muito, ela praticamente deu a volta na cama toda me empurrando pro lado, e se eu a deixasse sozinha na cama ela ia ocupar a cama toda!!
As 7 da manhã não aguentei não, a levei de volta pro berço e não consigo pregar os olhos.
E assim terminou nossa primeira e última noite juntas na cama, céus, pra nunca mais, aqueles olhinhos pretos não me compram não, é impossível dormir com ela, espaçosa demais!
Aliás, a bebê também terá que se acostumar a dormir no berço, hoje, depois dessa experiência vejo que a melhor coisa que eu fiz na vida pelo meu sono, foi tê-la acostumado desde sempre a dormir sozinha!
Parabéns pra quem faz cama compartilhada, pq aqui, depois de hoje, não vai rolar mesmo!
Beijos sonolentos
♥
Em dias muito frios eu a olho dormindo no berço e morro de vontade de pega-la no colo e levar pra cama com a gente, mas resisto a ideia pq não acredito que será um bom hábito pra ela e pra nós.
Masssssss como tudo na vida tem a primeira vez, dormimos juntas essa noite.
Me deu dó, pq ela perguntava do papai dela toda hora, aí eu quis morder, apertar, abraçar e levei pra cama comigo.
Peguei sua mantinha (falando assim parece até uma mantinha infantil, é uma manta minha, de casal de microfibra que ela acha que é dela), seu travesseiro, apaguei as luzes e lá fomos nós, e eu crentinha da Silva que ela não ia dormir, haha, até parece que não.
Me deitei e a coloquei deitada ao meu lado e disse que somente hoje dormiríamos juntas pq o papai tinha ido viajar e ela podia dormir no travesseiro dele pra diminuir a saudade, a cobri, e segurei sua mãozinha gordinha.
O quarto estava em meia luz, mas eu podia ver os olhinhos dela brilhando e curtindo o momento, ela sussurrava palavrinhas pra mim e eu fazia carinho nela, ela fingia que dormia e dava risadinhas (é, agora deu pra fingir que dorme) e em meio a sussurinhos pegou no sono em menos de 5 minutos!
Pensei com meus botões "agora é só ficar esperta pra menina não cair e dormir sossegada!", o dormir sossegada pode até ser desconsiderado, pq ela sempre dormiu a noite toda, o lance era ficar ligada pra ela não cair no chão, né?
Meia hora depois da última vez que olhei no relógio acordei com alguém me empurrando, era ela, com os braços abertos no melhor estilo x, ocupando metade da cama e me empurrando mais ainda pro lado.
A menina não tem nem um metro e estava me empurrando, e pior, ocupando praticamente a cama toda, a coloquei de volta no lugar de onde não era pra ela ter saído, adormeci e uma hora depois lá estava ela me empurrando de novo.
No fim das contas o máximo que consegui dormir seguidamente foi 1 hora, pq ela se mexe muito, ela praticamente deu a volta na cama toda me empurrando pro lado, e se eu a deixasse sozinha na cama ela ia ocupar a cama toda!!
As 7 da manhã não aguentei não, a levei de volta pro berço e não consigo pregar os olhos.
E assim terminou nossa primeira e última noite juntas na cama, céus, pra nunca mais, aqueles olhinhos pretos não me compram não, é impossível dormir com ela, espaçosa demais!
Aliás, a bebê também terá que se acostumar a dormir no berço, hoje, depois dessa experiência vejo que a melhor coisa que eu fiz na vida pelo meu sono, foi tê-la acostumado desde sempre a dormir sozinha!
Parabéns pra quem faz cama compartilhada, pq aqui, depois de hoje, não vai rolar mesmo!
Beijos sonolentos
♥
10 de maio de 2013
Ciúmes entre irmãos
Toda mãe carrega dentro de si um pouco de culpa, e ao pegar meu positivo senti culpa pela Yasmin, veja bem, eu fiquei feliz por estar grávida, mas me senti culpada em relação à Yasmin, não sei definir direito, mas senti como se a estivesse traindo (?), deixe-me explicar melhor antes que a coisa se complique pro meu lado.
Yasmin é neta única e sobrinha única dos dois lados, tu-do, absolutamente tudo gira em torno dela, ela é a única criança da família, ela tem toda atenção do mundo pra ela, ela tem colo a hora que quer, enfim, ela tem o que quer a hora que quer, e essa mamata vai acabar quando a bebê chegar, o amor que sentimos por ela nunca irá diminuir, mas a atenção sabemos que se reduz sim, inconscientemente, mas reduz, pq um recem nascido precisa de mais atenção que uma criança de dois anos, isso é fato.
E pensando assim eu me senti culpada, como se estivesse traindo toda confiança que ela tem em mim, um sentimento confuso e estranho de início, pq embora já amasse a bebê, me sentia triste pela Yasmin, até que como num estalo eu mudei minha linha de raciocínio.
Eu estava triste por ela ou por mim? Preocupada com ela ou comigo? Afinal, ela só iria ganhar, sempre acreditei que irmãos são o maior ganho que temos na vida, se ela iria ganhar, pq eu estava assim?
Ela ganhará uma irmã para brincar, para lhe fazer companhia em tudo, para ser amiga, pra dividirem segredinhos, pra fazer arte juntas, pra tocar o terror em casa, pra aprender a dividir as coisas, então pq eu estava assim?
Logo concluí que meu medo não é a Yasmin receber menos atenção, é eu não dar conta de dar atenção pra duas, e hoje sei que tudo a seu tempo, tudo vai se ajeitando e entrando nos eixos na hora certa, basta ter paciência e jogo de cintura.
Venho de uma família onde meus pais nunca fizeram diferenças entre eu e a Laís, mas vi meu pai e meu tio sofrerem diferenças gritantes até hoje por parte da mãe deles, e sempre tive na minha cabeça que não queria ser esse tipo de mãe, que tira de um pra dar pro outro, uma mãe que não é justa, eu quero amar minhas filhas sem medida, mas sendo justa sempre.
Me lembrei que a diferença de idade entre eu e a Laís é de 2 anos e 9 meses, e da Yasmin pra bebê será de 2 anos e 3 meses, no caso eu era 6 meses mais velha que a Mimi, e sei que 6 meses fazem diferença, mas sempre quis saber como minha mãe trabalhou isso comigo pra eu fazer igual com a Yasmin, pq sempre fui bem resolvida quanto a minha irmã.
Lógico que um ciuminho aqui e outro ali sempre rolou, mas nada que não pudesse ser contornado, então, acreditando que minha mãe fez um bom trabalho, eu queria seguir as dicas dela.
A primeira coisa era fazer a Yasmin saber que sim, mudanças estão por vir, mas que ela faz parte de tudo isso, nunca sendo deixada de lado.
Por esse motivo eu sempre disse que um bebê está chegando, que trarei esse bebê pra casa e ele será o nosso bebê.
Sempre fiz ela acompanhar o crescimento da minha barriga, só que, na cabecinha dela acho que a ideia de um bebe morando dentro da minha barriga é muito abstrata, afinal, ela tem apenas 2 anos, então não dá pra cobrar coerência nos pensamentos dela.
Se eu disser que a introdução de toda essa mudança pra ela foi um mar de rosas, estarei mentindo deslavadamente, não, ela não aceita bem até hoje a ideia de um bebê, tanto é que quando pergunto pra ela se ela quer uma irmãzinha ou um bebê a resposta é objetiva "nanão!" simples assim.
Ela adora bebês, fica doida quando vê um, mas não quer um pra ela - ainda.
Confesso que morria de inveja quando as gravidinhas com filhotes da mesma idade da Yasmin diziam que os filhos beijavam e faziam carinho na barriga, Yasmin sempre me beijou, sempre beijou o pai, mas nunca quis se aproximar da barriga que cresce, a bebê ganhou um beijo direcionado à ela, na minha barriga, há mais ou menos duas semanas, não mais que isso.
O interessante de tudo isso é que a Yasmin é uma criança muito independente, quer fazer tudo sozinha, é destemida, mas de quando descobri a gravidez pra cá, ela se tornou bem mais agarradinha comigo, não pode me perder de vista, faz mais birras, me desafia e por aí vai. Não sei se foi coincidência com o Terrible Two, mas a coisa por aqui ficou feia, de ter dias que eu sentei na cozinha e chorei sozinha minhas pitangas por não saber como lidar e o que fazer com a Yasmin, já que castigo, bronca, tapinha (sim, eu já perdi o controle e dei uns tapas nela) não surtiam resultado nenhum.
Fiquei desesperada, parecia que quanto maior a barriga ficava, mais a birra dela crescia, mas eu sempre enfatizava que há um bebê por vir, o nosso bebê, e que ela tem que se comportar direitinho pra me ajudar com o bebê.
Aí comprei as coisas do enxoval, comprei carrinho, ganhei presentes, mas nunca deixando ela de lado, se saio pra comprar uma meia pra bebê, trago um par pra ela também, pra que ela não se sinta deixada de lado.
Magicamente ao ver as roupinhas do bebê ela se transformou. Olha maravilhada praquelas peças tão pequenininhas e diz "ooooown, é do bebê!" e eu confirmo que é do nosso bebê e que ela poderá me ajudar com ele, a colocar roupinhas e escolher roupinhas e ela segue feliz.
E quando eu digo magicamente, é magicamente mesmo, ela sabe o que é do bebê e o que é dela, e não deixa ninguém mexer nas coisas do bebê, protege as roupinhas, viu o carrinho novo e mesmo sem termos dito que aquele carrinho não é dela ela assimilou que é do bebê e que ninguém deve mexer ali, acho muito bonitinho isso.
Segundo minha mãe, quando a bebê nascer vai rolar um ciumes, ela vai regredir um pouco em algumas coisas, é capaz que queira chupar chupeta, é capaz que queira mamar em uma mamadeira igual a do bebê, que queira voltar a dormir no berço, que queira ficar no colo ou no carrinho do bebê, que volte a fazer birras homéricas como as que me fizeram chorar há pouco tempo ... mas o segredo é fazer com que ela se sinta parte de tudo e nunca se sentindo excluída.
Seguindo essa linha de raciocinio da minha mãe, fiz ela me ajudar a lavar as roupinhas, colocamos juntas as roupinhas na máquina (pq nunca na vida que eu vou lavar pecinha por pecinha na mão) ela colocou o sabão e o amaciante, ligou a máquina, depois me ajudou a estender peça por peça me dando a roupinha e o pregador, recolhemos as roupas juntas e por fim ela me deu uma por uma pra passar.
Nesse tempo em que fazíamos as coisas, fui explicando pra ela que o bebê nasceria pequenininho e por isso precisaria daquelas roupinhas limpinhas, que a toalha dele precisa ser fofinha pq a pele é delicada como a dela, e por aí a fora.
Lógico que ela não entendeu lhufas do que eu disse - ou entendeu e eu a subestimo - mas o fato é que a partir do momento que eu a fiz participar ativamente de tudo relacionado ao bebê e isso inclui as consultas, exames, compras pro enxoval, e tudo mais, o comportamento dela melhorou demais em relação á tudo que se refere ao bebê.
Eu sei que depois que a bebê nascer aí sim as coisas vão ficar complicadinhas de verdade, mas segundo minha mãe (e eu tô botando a maior fé em tudo que ela fala, haha) é fazer ela continuar se sentindo parte ativa.
É chama-la pra me ajudar a dar banho na bebê.
Lógico que ela não vai segurar a bebê na água, mas pode me ajudar pegando o sabonete, segurando a toalha ...
Chama-la pra me ajudar a trocar a fralda, pegar a fralda e ficar ao meu lado conversando com a bebê enquanto a troco, pegar uma pomada, e por aí vai, o negócio é usar a imaginação e fazer com que ela se sinta parte de tudo, e útil, jamais deixada de escanteio, que ela é importante na vida da irmã e que a ajuda dela faz a diferença pra nós, porém, que ela não é obrigada a nos ajudar, dar liberdade pra me ajudar mas não obriga-la caso ela não queira.
E a propósito, quando a bebê nascer, já tenho uma listinha de coisas pra colocar em prática.
Me lembrei que a diferença de idade entre eu e a Laís é de 2 anos e 9 meses, e da Yasmin pra bebê será de 2 anos e 3 meses, no caso eu era 6 meses mais velha que a Mimi, e sei que 6 meses fazem diferença, mas sempre quis saber como minha mãe trabalhou isso comigo pra eu fazer igual com a Yasmin, pq sempre fui bem resolvida quanto a minha irmã.
Lógico que um ciuminho aqui e outro ali sempre rolou, mas nada que não pudesse ser contornado, então, acreditando que minha mãe fez um bom trabalho, eu queria seguir as dicas dela.
A primeira coisa era fazer a Yasmin saber que sim, mudanças estão por vir, mas que ela faz parte de tudo isso, nunca sendo deixada de lado.
Por esse motivo eu sempre disse que um bebê está chegando, que trarei esse bebê pra casa e ele será o nosso bebê.
Sempre fiz ela acompanhar o crescimento da minha barriga, só que, na cabecinha dela acho que a ideia de um bebe morando dentro da minha barriga é muito abstrata, afinal, ela tem apenas 2 anos, então não dá pra cobrar coerência nos pensamentos dela.
Se eu disser que a introdução de toda essa mudança pra ela foi um mar de rosas, estarei mentindo deslavadamente, não, ela não aceita bem até hoje a ideia de um bebê, tanto é que quando pergunto pra ela se ela quer uma irmãzinha ou um bebê a resposta é objetiva "nanão!" simples assim.
Ela adora bebês, fica doida quando vê um, mas não quer um pra ela - ainda.
Confesso que morria de inveja quando as gravidinhas com filhotes da mesma idade da Yasmin diziam que os filhos beijavam e faziam carinho na barriga, Yasmin sempre me beijou, sempre beijou o pai, mas nunca quis se aproximar da barriga que cresce, a bebê ganhou um beijo direcionado à ela, na minha barriga, há mais ou menos duas semanas, não mais que isso.
O interessante de tudo isso é que a Yasmin é uma criança muito independente, quer fazer tudo sozinha, é destemida, mas de quando descobri a gravidez pra cá, ela se tornou bem mais agarradinha comigo, não pode me perder de vista, faz mais birras, me desafia e por aí vai. Não sei se foi coincidência com o Terrible Two, mas a coisa por aqui ficou feia, de ter dias que eu sentei na cozinha e chorei sozinha minhas pitangas por não saber como lidar e o que fazer com a Yasmin, já que castigo, bronca, tapinha (sim, eu já perdi o controle e dei uns tapas nela) não surtiam resultado nenhum.
Fiquei desesperada, parecia que quanto maior a barriga ficava, mais a birra dela crescia, mas eu sempre enfatizava que há um bebê por vir, o nosso bebê, e que ela tem que se comportar direitinho pra me ajudar com o bebê.
Aí comprei as coisas do enxoval, comprei carrinho, ganhei presentes, mas nunca deixando ela de lado, se saio pra comprar uma meia pra bebê, trago um par pra ela também, pra que ela não se sinta deixada de lado.
Magicamente ao ver as roupinhas do bebê ela se transformou. Olha maravilhada praquelas peças tão pequenininhas e diz "ooooown, é do bebê!" e eu confirmo que é do nosso bebê e que ela poderá me ajudar com ele, a colocar roupinhas e escolher roupinhas e ela segue feliz.
E quando eu digo magicamente, é magicamente mesmo, ela sabe o que é do bebê e o que é dela, e não deixa ninguém mexer nas coisas do bebê, protege as roupinhas, viu o carrinho novo e mesmo sem termos dito que aquele carrinho não é dela ela assimilou que é do bebê e que ninguém deve mexer ali, acho muito bonitinho isso.
Segundo minha mãe, quando a bebê nascer vai rolar um ciumes, ela vai regredir um pouco em algumas coisas, é capaz que queira chupar chupeta, é capaz que queira mamar em uma mamadeira igual a do bebê, que queira voltar a dormir no berço, que queira ficar no colo ou no carrinho do bebê, que volte a fazer birras homéricas como as que me fizeram chorar há pouco tempo ... mas o segredo é fazer com que ela se sinta parte de tudo e nunca se sentindo excluída.
Seguindo essa linha de raciocinio da minha mãe, fiz ela me ajudar a lavar as roupinhas, colocamos juntas as roupinhas na máquina (pq nunca na vida que eu vou lavar pecinha por pecinha na mão) ela colocou o sabão e o amaciante, ligou a máquina, depois me ajudou a estender peça por peça me dando a roupinha e o pregador, recolhemos as roupas juntas e por fim ela me deu uma por uma pra passar.
Nesse tempo em que fazíamos as coisas, fui explicando pra ela que o bebê nasceria pequenininho e por isso precisaria daquelas roupinhas limpinhas, que a toalha dele precisa ser fofinha pq a pele é delicada como a dela, e por aí a fora.
Lógico que ela não entendeu lhufas do que eu disse - ou entendeu e eu a subestimo - mas o fato é que a partir do momento que eu a fiz participar ativamente de tudo relacionado ao bebê e isso inclui as consultas, exames, compras pro enxoval, e tudo mais, o comportamento dela melhorou demais em relação á tudo que se refere ao bebê.
Eu sei que depois que a bebê nascer aí sim as coisas vão ficar complicadinhas de verdade, mas segundo minha mãe (e eu tô botando a maior fé em tudo que ela fala, haha) é fazer ela continuar se sentindo parte ativa.
É chama-la pra me ajudar a dar banho na bebê.
Lógico que ela não vai segurar a bebê na água, mas pode me ajudar pegando o sabonete, segurando a toalha ...
Chama-la pra me ajudar a trocar a fralda, pegar a fralda e ficar ao meu lado conversando com a bebê enquanto a troco, pegar uma pomada, e por aí vai, o negócio é usar a imaginação e fazer com que ela se sinta parte de tudo, e útil, jamais deixada de escanteio, que ela é importante na vida da irmã e que a ajuda dela faz a diferença pra nós, porém, que ela não é obrigada a nos ajudar, dar liberdade pra me ajudar mas não obriga-la caso ela não queira.
E a propósito, quando a bebê nascer, já tenho uma listinha de coisas pra colocar em prática.
- Pedir as visitas que ao chegarem pra ver a bebê falem e interajam com ela primeiro, afinal, a bebê não entende nada de nada.
- Deixar ela usar as coisas da bebê, se ela quer ficar no berço pode ficar, se ela quer colo eu dou (depois de tirar os pontos), se ela quer dar banho de balde nos bichinhos dela ela também poderá e por aí vai.
- Ela também poderá "pilotar" o carrinho da bebê de vez em quando.
- Pode deitar ao lado da bebê na minha cama.
- Pode segurar a bebê no colo quando eu estiver com elas! (pânico instaurado essa hora!)
- Em hipótese nenhuma comparar ela com a bebê de modo pejorativo, do tipo "tá vendo como sua irmã é boazinha e você não é...". Comparações do tipo "você também já foi pequetita assim!", "já usou roupinhas assim...!", são bem vindas e construtivas, mas compara-las pra dizer que uma é melhor que a outra eu não aceito, não aceito que eu faça e não aceito que ninguém faça, pode ser o Pablo, meus pais, minha irmã, meus sogros, o Papa, vou mandar catar coquinho na beira do barranco depois da chuva.
Mas o mais importante disso tudo é aproveitar ao máximo o restante de tempo que temos juntas, só nós duas, fazendo passeios nossos, vendo desenho juntas deitadas no chão, enfim, valorizando nosso tempo, que é algo que sim, eu pretendo continuar fazendo depois que a bebê nascer, dedicar um tempo só pra nós duas, nem que seja ficar fazendo exclusivamente carinho nela antes de dormir, ler uma história, mas dedicar um tempo só pra nós duas, acho isso super importante, sei que pode ser difícil no começo com a loucura que tudo se transforma, mas nada que boa vontade não faça acontecer.
Enfim né, eu não sei como será, não sei como foi ou está sendo a experiência de outras mães com o segundo filho, mas é assim que estou lidando, e tem dado certo, lógico que muitas vezes o que dá certo aqui não dá na casa dos outros, mas incluí-la em todas as atividades tem dado certo e é isso que eu recomendo.
Agora, é cruzar os dedos e torcer de pés juntos pra que tudo continue caminhando bem pra depois do nascimento, mas aí já será assunto pra outro post, que espero fazer em breve!!
♥
6 de maio de 2013
Da insegurança materna.
Nem sei por onde começar esse post, mas vamos lá.
Desde que Yasmin e eu deixamos de ser uma única pessoa, nos separamos apenas uma vez, em julho de 2012 quando fiz uma cirurgia e fui obrigada a ficar internada cinco dias, de segunda a tarde a sexta de manhã, e sem poder vê-la, eu sabia dela apenas o que me falavam pq infelizmente ela não pôde me visitar (até pq hospital não é ambiente pra criança que está saudável!).
Uma das recordações mais fortes que tenho desse dia foi que ela não poderia me acompanhar até o quarto da internação, quem me levou pro hospital foram meus pais pq o Pablo estava trabalhando, arrumei minha mala e seguimos nós quatro para o hospital e tive que me despedir dela na recepção, somente minha mãe seguiria comigo até o quarto, meu pai e ela aguardariam minha mãe voltar, não podiam seguir comigo.
A cirurgia era de alto risco, então eu não sabia se os veria novamente, e a incerteza do futuro naquele momento me deu desespero, poderia ser a última vez que veria minha filha, meus pais, poderia ter sido a última manhã que preparei café para o meu marido e com um beijo desejei à ele um bom trabalho, poderia ter sido a última vez que vi minha irmã ... nunca tive medo da morte, mas sempre que paro pra pensar que posso ir antes daqueles que amo, e deixa-los desamparados, me dá uma angústia, um nó na garganta ...
Peguei minha Pipoquinha no colo, senti seu cheirinho, abracei forte, apertei, pedi pra que ela se comportasse na minha ausência, beijei o pescocinho mais gostoso do mundo e a entreguei para o meu pai, com o coração apertado a entreguei e não olhei pra trás, pq sabia que se olhasse para trás desistiria da cirurgia.
Segui em silêncio com a minha mãe até o quarto, ela me deu um abraço, disse que daria tudo certo, seus olhos estavam marejados de lágrimas, e assim como eu fiz com a Yasmin, ela me deu as costas e foi embora sem olhar pra trás, pq tenho certeza que se tivesse olhado e me visto com medo, teria pego minha mala e me levado de volta pra casa.
A cirurgia seria as 7 da manhã e eu não consegui dormir nada, virei a noite acordada, escrevi no diário que mantenho pra ela, assisti a primeira temporada de um seriado novo que levei, passeei pelos corredores ... fiz tudo, menos dormir. Meu pensamento era um só "o que vai ser da minha filha e da minha família se eu morrer?".
Uma das últimas lembranças que tenho de antes de ser sedada é ter falado pro meu cirurgião "O senhor tem que me trazer de volta pq eu tenho uma família linda, uma filha maravilhosa, um marido fora do sério e uma cachorrinha que dependem de mim!", ele sorriu e disse que eu voltaria sim, e voltaria bem melhor. Dito e feito.
Fui internada na segunda, operada na terça as 7:30, e passei a terça feira na UTI, e segundo o Pablo, estava tão drogada que estava até vesga, me lembro de pouquíssimas coisas da terça feira. Quarta feira tomei banho na UTI mesmo e fui para o meu quarto receber as visitas. Quinta feira estava saracoteando pelos corredores pra ajudar a circulação e falando pelos cotovelos. Sexta feira de manhã fui embora pra casa.
Nesse período todo, quem ficou com a Yasmin pra mim foram meus pais, minha irmã e meu marido, na época ela tinha 1 ano e 5 meses, e ficou muito bem.
Decidi que só queria saber notícias dela, não queria falar com ela por telefone pra evitar desgaste emocional da minha parte, e pra não deixa-la agitada ou me chamando. Foi triste, sofrido e dolorido pra mim, mas deu certo, ela ficou muito bem.
Sexta feira eu estava eufórica em voltar pra casa, queria abraça-la, sentir seu cheirinho, brincar com ela, enfim, queria minha vida de volta.
Cheguei em casa as 8:30 da manhã. Ela dormia, mas assim que ouviu minha voz acordou. Ficou em pé no berço, pegou a mamadeira e disse "momóin!" e estendeu os braços para que eu a pegasse.
Como não poderia fazer esforço nenhum, sentei na cama e o Pablo a colocou sentada no meu colo, ela me abraçou, começou a tomar a mamadeira e ficamos ali, abraçadas por um bom tempo naquele momento de reencontro que era só nosso e de mais ninguém.
Aquela foi a maior recepção do mundo, senti no abraço e pelo olhar que ela sentiu minha falta, e se sentiu minha falta é pq venho desempenhando be meu papel de mãe.
Aí vem a pergunta, e o que essa história toda tem a ver?
Tem a ver que esse mês nasce o Marshmallow, e eu terei que deixá-la pela segunda vez e me dói tanto o coração só de pensar.
Dessa vez retorno do hospital com um bebê lindo, saudável, fofinho, ela poderá me visitar (pq é a única exceção pra qual o hospital deixa crianças fazerem visitas), mas o coração não deixa de ficar apertado em saber que ficarei longe dela por algum tempo.
Lá poderei me dedicar exclusivamente ao Marshmallow, mas sem a presença dela a todo momento parece que alguma coisa está faltando, parece não, está faltando, está faltando ela comigo o tempo todo, me chamando a cada dois segundos, pedindo pra eu sentar ao lado dela pra ver desenhos, falando que quer mamar, que quer sair, fazendo bagunça pra eu arrumar ...
Sei que chega a ser egoísmo pensar assim, afinal, o bebê vai precisar muito de mim nesse início, aliás, no início o bebê só precisa da mãe, mas a sensação que tenho é que estou traindo a Yasmin, é algo tão estranho que nem tem como definir.
Se eu amo o Marshmallow? Demais.
Nunca vi o rostinho, não sei se é menina ou menino, não senti seu cheirinho, não o segurei nos braços ainda, mas sim, ele já é um bebê extremamente amado e desejado por nós.
Não é diferença entre filhos, até pq amor de mãe não tem como ser dividido, é algo tão mágico que só pode ser acrescido, só cresce, não subtrai, não divide, só cresce e se multiplica.
Mas me sinto péssima em deixar a Yasmin aqui novamente, pq hoje sim ela sente minha falta, não pode me perder de vista, chora se estou longe ...
No fim das contas sei que ela vai ficar muito bem com o pai, com a tia, com os avós, e até com uma vizinha querida que a ama muito e ela ama muito, eu sei que vai dar tudo certo, mas descobri que além da minha tendência pro drama a la Maria del Bairro eu dependo muito mais dela do que ela de mim.
E agora que o grande dia se aproxima, o negócio é enfiar toda angústia e sentimento esquisito num saquinho e jogar na lixeira no caminho do hospital pq obrigatoriamente as coisas terão que se encaixar e dar certo, não é uma questão de escolha, tem que dar certo ou tem que dar certo, mas assim como o nascimento dela me trouxe um friozinho na barriga, eu posso afirmar que o nascimento do Marshmallow tá trazendo um friozão!
Enfim, vou esperar pra ver no que dá (e que dê certo!!).
Beijos
♥
27 de abril de 2013
Eu sempre choro!
Sou muito boca aberta, sempre choro em comerciais, P&G, Johnson's, O Boticário ... todo ano é cada campanha tão linda que eu me esgoelo assistindo, mas esse abaixo é o que mais me emociona, sempre que assisto uma lagriminha cisma em cair, pq é perfeito demais!
Pode ter chegado 3 meses antes, ou 10 anos depois.
Pode ter sido ajudado pela ciência, ou pela água.
Sua mãe pode ser adolescente, ou já experiente.
Pode ser que a sua família esteja por perto, ou distante.
Que precise de atenção especial, ou de muita atenção.
Seja como for, Pampers acredita que cada bebê é um pequeno milagre, que merece nossa melhor proteção e cuidado.
E você, qual seu comercial favorito?
Beijos
18 de abril de 2013
Ciúmes, como lidar?
![]() |
| Ela queria ficar assim, abraçadinha com ele! |
Todo mundo sabe que o convívio com crianças que a Yasmin tem é reduzido a nada - isso pq ela não vai pra escola ainda, pq não temos crianças na família, e pq na vizinhança não tem uma criança - portanto, quando ela vê uma criança ela simplesmente não sabe como agir.
Ela quer pegar no colo, quer conversar, quer abraçar, quer fazer carinho, quer cuidar, quer cantar pra criança, ela fica perdidinha da Silva pq ela simplesmente não sabe o que fazer.
Daí dia desses vem uma amiga aqui em casa, com seu filhote de 5 meses, e ela fica eufórica pq ela adoora o Atúi (Arthur), fez carinho, abraçou, deu beijinhos, passou a mãozinha nele, queria conversar ... enfim, foi super carinhosa, mas bastou eu pegar o bebê no colo pra que ela ficasse enciumada.
Não, não foi uma coisa louca, ela não gritou de ciúmes, não pediu meu colo, nada disso, mas ela sentiu ciúmes, simplesmente começou a agir como bebê, ela que não é de chupar chupeta pediu a chupeta e começou a chupar, quis mamar na mamadeira dele, ficou desobediente, e ficava me olhando com olhinhos de gato de botas enquanto eu segurava o bebê.
Conversei com ela, disse que o Arthur é um bebê pequenininho, não sabe andar e por isso precisa de colo, mas que meu colo é grande e cabiam os dois nele, coloquei o Arthur em uma perna e ela na outra encostada no meu peito, e expliquei que existe um bebê como ele morando dentro de mim e que vai chegar logo, que é o bebê dela, que ela vai me ajudar a cuidar dele, parece que ela não entendeu direito, mas minha parte estou fazendo que é explicar desde sempre que mudanças estão vindo por aí.
Confesso que não esperava essa reação de ciúmes dela, ela sempre foi tão "bem resolvida", não se importa que eu fique com outras crianças, vai no colo de todo mundo, é faladeira ... enfim, me surpreendi bastante.
Agora é cruzar os dedos e esperar o Marshmallow nascer pra ver e viver como será essa nova fase, e juro, espero que não seja tão turbulenta como já estou imaginando!
Beijos
17 de abril de 2013
Amo você ...
Um dos desenhos que a Yasmin mais gosta é o Barney, e eu confesso que acho uma belezinha e educativo, afinal, ensina a não jogar as coisas no meio ambiente, respeitar a natureza, a diversidade cultural e blablabla, tá certo que um dinossauro magenta ensinando tudo isso é meio estranho, mas ela gosta e eu adoro a Baby Poppy, então eu abraço o Barney e chamo ele de amigo também!
Como mãe, um dos momentos que eu acho mais bonitinhos é o final, onde eles cantam a musiquinha da família e ela diz "xau Bádey", todo dia é a mesma coisa, no final do desenho na hora de cantar, nós duas damos as mãos, ela tenta cantar acompanhando a música e damos tchau pra ele acenando com as mãos.
Hoje como de costume assistimos o desenho, demos tchau pra ele, ela foi brincar e eu fui ler, quando ela chegou com o microfone me chamando pra cantar, larguei o livro, a segurei no colo e perguntei que música ela queria cantar, e a resposta foi "âmooooooo", entendi que cantaríamos a música do Barney.
E começa a cantoria, até que na parte do "com um forte abraço e um beijo lhe direi, meu carinho é pra você!" ela me abraçou forte, me deu um beijo e cantou o finalzinho "voooooooooocê!".
A música acabou e ela me fez cantar de novo, e de novo e de novo, todas as vezes na mesma parte me dando um abraço e um beijo.
Não chorei, mas me emocionei muito, foi o primeiro gesto de carinho espontâneo que ela me deu, partindo dela, como se ela soubesse quanto amor e quanto carinho podem caber no mesmo abraço e no mesmo beijo, achei muito fofo.
Quando a gente pensa que já viu de tudo, viveu de tudo, vem a vida, nos presenteia com um filho e faz a gente dar valor em coisas que jamais, sequer pensaríamos que por menores que sejam possam encher tanto nossos corações!
Ahhhhh Yasmin, eu simplesmente te amo!
Como mãe, um dos momentos que eu acho mais bonitinhos é o final, onde eles cantam a musiquinha da família e ela diz "xau Bádey", todo dia é a mesma coisa, no final do desenho na hora de cantar, nós duas damos as mãos, ela tenta cantar acompanhando a música e damos tchau pra ele acenando com as mãos.
Hoje como de costume assistimos o desenho, demos tchau pra ele, ela foi brincar e eu fui ler, quando ela chegou com o microfone me chamando pra cantar, larguei o livro, a segurei no colo e perguntei que música ela queria cantar, e a resposta foi "âmooooooo", entendi que cantaríamos a música do Barney.
E começa a cantoria, até que na parte do "com um forte abraço e um beijo lhe direi, meu carinho é pra você!" ela me abraçou forte, me deu um beijo e cantou o finalzinho "voooooooooocê!".
A música acabou e ela me fez cantar de novo, e de novo e de novo, todas as vezes na mesma parte me dando um abraço e um beijo.
Não chorei, mas me emocionei muito, foi o primeiro gesto de carinho espontâneo que ela me deu, partindo dela, como se ela soubesse quanto amor e quanto carinho podem caber no mesmo abraço e no mesmo beijo, achei muito fofo.
Quando a gente pensa que já viu de tudo, viveu de tudo, vem a vida, nos presenteia com um filho e faz a gente dar valor em coisas que jamais, sequer pensaríamos que por menores que sejam possam encher tanto nossos corações!
Ahhhhh Yasmin, eu simplesmente te amo!
Amo você, você me ama, somos uma família felizE com certeza essa será por muito tempo a música da minha vida!
Com um forte abraço e um beijo lhe direi
Meu carinho é pra você!
13 de abril de 2013
Preciso registrar!
Pensa numa pessoa que pensa em comer alguma coisa e fica enjoada?
Prazer, Julia!
Tô assim, enjoada das coisas só de pensar na possibilidade de comê-las! E quando eu acho que não pode piorar, piora, pq é comer uma colherada, uma garfada, e o estômago se fecha, e a comida não desce mais, se eu insistir aí a coisa fica feia e eu vomito.
Comer está sendo um martírio, eu, que amo cozinhar ando mais preguiçosa que o cara que inventou a bandeira do Japão, e pra piorar não quero comer minha comida e nem a de ninguém!
Pode chorar?
Coitado do meu Marshmallow, tá sendo pessimamente alimentado! O bom disso é que não engordo, aliás, pelo que estou pesando devo engordar no máximo mais um quilo apenas até o baby nascer, logo, meu plano de sair da maternidade, linda, magra, de cabelos esvoaçantes aos ventos de inverno , não parece ser tão impossível assim!
Prazer, Julia!
Tô assim, enjoada das coisas só de pensar na possibilidade de comê-las! E quando eu acho que não pode piorar, piora, pq é comer uma colherada, uma garfada, e o estômago se fecha, e a comida não desce mais, se eu insistir aí a coisa fica feia e eu vomito.
Comer está sendo um martírio, eu, que amo cozinhar ando mais preguiçosa que o cara que inventou a bandeira do Japão, e pra piorar não quero comer minha comida e nem a de ninguém!
Pode chorar?
Coitado do meu Marshmallow, tá sendo pessimamente alimentado! O bom disso é que não engordo, aliás, pelo que estou pesando devo engordar no máximo mais um quilo apenas até o baby nascer, logo, meu plano de sair da maternidade, linda, magra, de cabelos esvoaçantes aos ventos de inverno , não parece ser tão impossível assim!
2 de abril de 2013
Devo ter cara de alface! - Editado
Parece brincadeira, mas tem coisa que só acontece comigo, não é pUssíveO!
Hoje foi dia de consulta, como era as 8 damadrugada manhã, fiquei com dó de acordar a Mimi e como minha carta está vencida há 6 anos, eu fui de ônibus.
Coisa mais difícil é eu andar de ônibus, mas quando preciso vou sem reclamar, afinal, é tão raro.
Daí levantei cedo, e ás 7 da manhã eu já estava andando de ônibus.
Óbvio que o ônibus tinha gente até na roda, lotadíssimo, mas olhando bem, ali na frente tinha um lugarzinho preferencial, bem no cantinho, fui até lá, e me sentei!
Coloquei meus fones de ouvido, e fui curtindo a paisâge, afinal de contas lugares preferenciais são destinados a pessoas obesas, idosas, gestantes, ou com crianças de colo, eu tava certa, num tava?
Fiquei lá, bem quietinha sem incomodar ninguém, quando na metade do caminho entrou uma senhorinha, fiquei com dó, pensei em dar meu lugar pra ela, eu não sei como é ter mais que 50, mas acho que deve ser cansativo, mas aí pensei "poxa vida, se eu levantar, vou ter que ficar em pé, segurando bolsa, a pastinha com os exames, me equilibrando dum lado pro outro, não, vou ficar sentada mesmo!".
Pausa.
Na gravidez da Yasmin eu fui uma grávida extremamente boazinha, não utilizava fila preferencial, dava meu lugar pra gente idosa, tava nem aí, porém, nunca nenhum estranho teve comigo um gesto de gentileza durante a gravidez da Yasmin ou do Marshmallow, parece que quando faço uma gentileza não estou fazendo mais que minha obrigação!
Despausa.
Enfim, estava sentada, quieta na minha, com minha típica cara de alface, quando uma mulher me cutucou e disse assim "a senhorinha ali precisa sentar, dá o lugar pra ela, ela é idosa!".
Juro, fiquei pasma, e pedi pra que ela repetisse o que tinha dito, e ela repetiu, sem delongas a mesma frase, enfatizando bem o idoooosa.
Fiquei passada, dobrada e guardada na gaveta, mas nem a pau me deixei intimidar, respondi:
- Sim, eu vi que ela é idosa, mas eu sou gestante! - e apontei pra barriga, afinal, não é possível que com a barriga do tamanho que a minha tá o povo ache que sei lá, é verme.
E quando eu ia colocando de volta meu foninho no ouvido, ela disse:
- Está grávida ou gorda? Pq ela é idosa, mais velha e tem o direito de ir sentada!
Nessa hora, é lógEco que geral do ônibus olhou pra gente.
Aquilo pra mim foi o estopim, a senhorinha em questão nem estava reivindicando o assento, na verdade ela estavacagando nem aí pra situação toda, e a mulher lá discutindo comigo.
Fiquei queimada de raiva, 7 da manhã e gente mau amada me falando desaforo? Nunquinha que eu ia engolir aquilo.
- Filha, gorda ou magra, eu sou gestante e não tenho que provar nada pra você e nem pra ninguém, sentar minha bunda aqui é um direito meu, até pq estou pagando, e não vou me levantar! Vou sentada até o fim da viagem e quero ver quem vai me convencer do contrário.
A mulher perdeu a cor, haha, ficou branca igual uma vela.
Aproveitei que já estava puta de ódio - desculpa palavrão, mas não deu, tive que falar - e emendei:
- A propósito, há um tempinho eu já estava bem barrigudinha e com minha filha mais velha, o ônibus estava cheio e nenhum idoso ou qualquer outra pessoa (e aqui eu usei um palavrão feio) me ofereceu o lugar pra que eu exercesse meu direito de ir sentada preferencialmente, mesmo pagando, fui em pé, com uma criança de 13kg no colo, equilibrando bolsa, me segurando pra não cair e o melhor de tudo, muda, quieta, sem reclamar!
E assim encerrei o assunto, coloquei meus fones, e liguei o foda-se.
A cara do povo foi pro chão, ninguém mais olhou na minha reta, e quando fui passar a roleta to-dos, do cobrador a quem estava sentado foram extremamente cordiais comigo, teve gente que me ofereceu o lugar pra sentar, talvez tenham visto minha barriga e notado que não era verme, que realmente tem um bebê aqui dentro, e que comigo, ninguém iria tirar farinha (alguém conhece esse termo? haha).
Tenham dó, cansei de ser boba, se é direito meu eu vou exercer e pronto!
Ahhhhhhh, mas é idoso que está de pé. Sinto muito, cheguei primeiro e tenho tanto direito quanto um idoso ou um obeso, ou qualquer outra pessoa.
E é isso minha gente, foi assim que comecei meu dia, num é uma beleza?
Haha, beijos pra quem fica pq eu vou lavar roupa!
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Editado: A dona bonita que encrespou pro meu lado estava em pé, ela pega todo santo dia o mesmo ônibus e em determinado ponto ela se levanta pra que uma amiga dela (idosa!) possa se sentar e as duas vão proseando o caminho todo.
E por incrível que pareça, todos os lugares estavam ocupados por preferenciais, ao meu lado, uma mocinha com uma criança, na nossa frente uma idosa, e nos outros bancos, outra idosa (a amiga dela) e outra moça com outra criança, só eu de grávida lá!
Hoje foi dia de consulta, como era as 8 da
Coisa mais difícil é eu andar de ônibus, mas quando preciso vou sem reclamar, afinal, é tão raro.
Daí levantei cedo, e ás 7 da manhã eu já estava andando de ônibus.
Óbvio que o ônibus tinha gente até na roda, lotadíssimo, mas olhando bem, ali na frente tinha um lugarzinho preferencial, bem no cantinho, fui até lá, e me sentei!
Coloquei meus fones de ouvido, e fui curtindo a paisâge, afinal de contas lugares preferenciais são destinados a pessoas obesas, idosas, gestantes, ou com crianças de colo, eu tava certa, num tava?
Fiquei lá, bem quietinha sem incomodar ninguém, quando na metade do caminho entrou uma senhorinha, fiquei com dó, pensei em dar meu lugar pra ela, eu não sei como é ter mais que 50, mas acho que deve ser cansativo, mas aí pensei "poxa vida, se eu levantar, vou ter que ficar em pé, segurando bolsa, a pastinha com os exames, me equilibrando dum lado pro outro, não, vou ficar sentada mesmo!".
Pausa.
Na gravidez da Yasmin eu fui uma grávida extremamente boazinha, não utilizava fila preferencial, dava meu lugar pra gente idosa, tava nem aí, porém, nunca nenhum estranho teve comigo um gesto de gentileza durante a gravidez da Yasmin ou do Marshmallow, parece que quando faço uma gentileza não estou fazendo mais que minha obrigação!
Despausa.
Enfim, estava sentada, quieta na minha, com minha típica cara de alface, quando uma mulher me cutucou e disse assim "a senhorinha ali precisa sentar, dá o lugar pra ela, ela é idosa!".
Juro, fiquei pasma, e pedi pra que ela repetisse o que tinha dito, e ela repetiu, sem delongas a mesma frase, enfatizando bem o idoooosa.
Fiquei passada, dobrada e guardada na gaveta, mas nem a pau me deixei intimidar, respondi:
- Sim, eu vi que ela é idosa, mas eu sou gestante! - e apontei pra barriga, afinal, não é possível que com a barriga do tamanho que a minha tá o povo ache que sei lá, é verme.
E quando eu ia colocando de volta meu foninho no ouvido, ela disse:
- Está grávida ou gorda? Pq ela é idosa, mais velha e tem o direito de ir sentada!
Nessa hora, é lógEco que geral do ônibus olhou pra gente.
Aquilo pra mim foi o estopim, a senhorinha em questão nem estava reivindicando o assento, na verdade ela estava
Fiquei queimada de raiva, 7 da manhã e gente mau amada me falando desaforo? Nunquinha que eu ia engolir aquilo.
- Filha, gorda ou magra, eu sou gestante e não tenho que provar nada pra você e nem pra ninguém, sentar minha bunda aqui é um direito meu, até pq estou pagando, e não vou me levantar! Vou sentada até o fim da viagem e quero ver quem vai me convencer do contrário.
A mulher perdeu a cor, haha, ficou branca igual uma vela.
Aproveitei que já estava puta de ódio - desculpa palavrão, mas não deu, tive que falar - e emendei:
- A propósito, há um tempinho eu já estava bem barrigudinha e com minha filha mais velha, o ônibus estava cheio e nenhum idoso ou qualquer outra pessoa (e aqui eu usei um palavrão feio) me ofereceu o lugar pra que eu exercesse meu direito de ir sentada preferencialmente, mesmo pagando, fui em pé, com uma criança de 13kg no colo, equilibrando bolsa, me segurando pra não cair e o melhor de tudo, muda, quieta, sem reclamar!
E assim encerrei o assunto, coloquei meus fones, e liguei o foda-se.
A cara do povo foi pro chão, ninguém mais olhou na minha reta, e quando fui passar a roleta to-dos, do cobrador a quem estava sentado foram extremamente cordiais comigo, teve gente que me ofereceu o lugar pra sentar, talvez tenham visto minha barriga e notado que não era verme, que realmente tem um bebê aqui dentro, e que comigo, ninguém iria tirar farinha (alguém conhece esse termo? haha).
Tenham dó, cansei de ser boba, se é direito meu eu vou exercer e pronto!
Ahhhhhhh, mas é idoso que está de pé. Sinto muito, cheguei primeiro e tenho tanto direito quanto um idoso ou um obeso, ou qualquer outra pessoa.
E é isso minha gente, foi assim que comecei meu dia, num é uma beleza?
Haha, beijos pra quem fica pq eu vou lavar roupa!
♥
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Editado: A dona bonita que encrespou pro meu lado estava em pé, ela pega todo santo dia o mesmo ônibus e em determinado ponto ela se levanta pra que uma amiga dela (idosa!) possa se sentar e as duas vão proseando o caminho todo.
E por incrível que pareça, todos os lugares estavam ocupados por preferenciais, ao meu lado, uma mocinha com uma criança, na nossa frente uma idosa, e nos outros bancos, outra idosa (a amiga dela) e outra moça com outra criança, só eu de grávida lá!
1 de abril de 2013
Nossa páscoa ...
Estava tudo programadinho, eu levantaria cedinho no domingo (algo em torno das 7 da madrugada manhã), arrumaria os ovos no cantinho escolhido, depois faria as delicadinhas pegadinhas do coelho e espalharia pelo chão, pra que quando ela acordasse ficasse surpresa, mas né, não foi bem assim.
Fui dormir pra lá das 3 horas pq estava assistindo filme, aí quando vi o sol já estava bem alto no céu e só deu tempo de levantar, tomar um banho e agilizar as coisas na velocidade da luz.
Enquanto o Pablo distraía a Yasmin com as coisas mais doidas do mundo, eu arrumava os ovos no cantinho do guarda roupas, dentro de uma cesta, fiz as pegadas e lá fui eu conversar um pouco com ela.
Como não basta ser pai, tem que participar, Pablo e eu combinamos de que ele ligaria no meu celular pra que eu conversasse com o senhor coelho.
Conversa com ela vai, conversa com ela vem, toca o celular e ela para tudo pra ficar ouvindo, e segue-se o diálogo abaixo:
- Sim, bom dia! Oiii, sou eu mesma, a Julia, mamãe da Mimi. Tá bom, levar ela no quarto que tem uma coisa lá pra ela! Que coisa? Ahhh tá senhor Coelhinho da Páscoa, muito obrigada e até ano que vem!
(nosso coelho é moderno, ele avisa por telefone quando a surpresa tá pronta, haha)
Ao desligar o celular ela já estava em pé com os braços estendidos pedindo pra eu leva-la pro quarto, pq ela pode ser novinha, mas sabe quando alguma coisa a espera, e lá fomos nós.
Patinhas por todos os lados, ela olhou aquilo e achou estranho, foi pro chão com muito cuidado pra não pisar nas patinhas de talco, demorou uns minutos pra entender que aquilo era uma trilha (né, pq ela só tem dois anos e seria querer demais que ela entendesse tudo de primeira), quando viu a cesta com os ovos, colocou a mãozinha no coração, olhou pra nós e disse "ôoooooo xóooooooo"*. (olha só)*
Demos risada e dissemos pra ela pegar, era a cesta que o coelhinho havia deixado pra ela por ter sido boazinha conosco, e o prêmio era esse, quando plantamos bondade colhemos chocolate, haha.
Quando ela viu os ovos deu uma surtada básica, ela sabia que era chocolate, reconheceu o ovo que fizemos e eu disse que sim, era aquele mesmo, que nós fizemos, de noite o coelhinho pegou pra entregar no domingo.
Ela ganhou um total de quase 5kg de chocolate, acho que tem chocolate até ano que vem, e quem disse que ela queria desgrudar da cesta com os doces? Que nada, queria ficar cercadinha deles, garantindo a segurança de seus amados chocolates.
Foi uma delícia, e assim que ela deu bobeira eu guardei, pq no fim do dia ia tudo estar uma massaroca só.
Só que a esperta da mãe que vos fala, nem lembrou de tirar fotos (é, sou dessas que curte tanto o momento que nem lembra de máquina fotográfica), mas deixo vocês com uma foto do dia que fizemos o nosso ovo, e ela se entupiu de chocolate até as tampas e estava assim, cansada de comer chocolate.
♥
Fui dormir pra lá das 3 horas pq estava assistindo filme, aí quando vi o sol já estava bem alto no céu e só deu tempo de levantar, tomar um banho e agilizar as coisas na velocidade da luz.
Enquanto o Pablo distraía a Yasmin com as coisas mais doidas do mundo, eu arrumava os ovos no cantinho do guarda roupas, dentro de uma cesta, fiz as pegadas e lá fui eu conversar um pouco com ela.
Como não basta ser pai, tem que participar, Pablo e eu combinamos de que ele ligaria no meu celular pra que eu conversasse com o senhor coelho.
Conversa com ela vai, conversa com ela vem, toca o celular e ela para tudo pra ficar ouvindo, e segue-se o diálogo abaixo:
- Sim, bom dia! Oiii, sou eu mesma, a Julia, mamãe da Mimi. Tá bom, levar ela no quarto que tem uma coisa lá pra ela! Que coisa? Ahhh tá senhor Coelhinho da Páscoa, muito obrigada e até ano que vem!
(nosso coelho é moderno, ele avisa por telefone quando a surpresa tá pronta, haha)
Ao desligar o celular ela já estava em pé com os braços estendidos pedindo pra eu leva-la pro quarto, pq ela pode ser novinha, mas sabe quando alguma coisa a espera, e lá fomos nós.
Patinhas por todos os lados, ela olhou aquilo e achou estranho, foi pro chão com muito cuidado pra não pisar nas patinhas de talco, demorou uns minutos pra entender que aquilo era uma trilha (né, pq ela só tem dois anos e seria querer demais que ela entendesse tudo de primeira), quando viu a cesta com os ovos, colocou a mãozinha no coração, olhou pra nós e disse "ôoooooo xóooooooo"*. (olha só)*
Demos risada e dissemos pra ela pegar, era a cesta que o coelhinho havia deixado pra ela por ter sido boazinha conosco, e o prêmio era esse, quando plantamos bondade colhemos chocolate, haha.
Quando ela viu os ovos deu uma surtada básica, ela sabia que era chocolate, reconheceu o ovo que fizemos e eu disse que sim, era aquele mesmo, que nós fizemos, de noite o coelhinho pegou pra entregar no domingo.
Ela ganhou um total de quase 5kg de chocolate, acho que tem chocolate até ano que vem, e quem disse que ela queria desgrudar da cesta com os doces? Que nada, queria ficar cercadinha deles, garantindo a segurança de seus amados chocolates.
Foi uma delícia, e assim que ela deu bobeira eu guardei, pq no fim do dia ia tudo estar uma massaroca só.
Só que a esperta da mãe que vos fala, nem lembrou de tirar fotos (é, sou dessas que curte tanto o momento que nem lembra de máquina fotográfica), mas deixo vocês com uma foto do dia que fizemos o nosso ovo, e ela se entupiu de chocolate até as tampas e estava assim, cansada de comer chocolate.
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27 de março de 2013
De onde vem os bebês?
Estava eu na fila do mercado, bem tranquila e pensando em unicórnios coloridos, quando noto uma garotinha que não devia ter mais que cinco anos observava minha barriga com muita atenção.
Fingi que nem vi, voltei a pensar nos meus unicórnios mas ela era insistente, não parava de olhar, estava atrás de mim e olhava sem piscar pra minha barriga.
Achei engraçado, parecia que ela nunca tinha visto uma gestante na vida, coisa que hoje em dia é bem raro, até que inesperadamente ela me aborda:
- Oi moça!
- Oi, tudo bem? - respondi meio tímida, meio vacilante, afinal, sei lá se a mãe dela era a favor da nossa prosa.
- Tudo bem, eu sou Lara!
- Oi Lara, você é muito bonita! - e nada da mulher na nossa frente terminar de passar as compras.
Seguem-se alguns instantes de silêncio.
- Moça, tem um nenê aí na sua barriga? - diz ela interrompendo meu pensamento.
- Tem sim Lara, estou grávida!
- Ahhhhhh, e é menino ou menina o seu nenê?
- Então, eu não sei ainda, vou saber só quando ele ou ela nascer!
- Ahhhhh, mas você não viu ele na televisão?
- Eu vi sim, mas ele não deixou ver se era menininha ou menininho, aí agora tenho que esperar nascer pra saber!
- Entendi!
Seguem-se novamente alguns instantes de silêncio.
- Ô moça, como que o nenê foi parar na sua barriga?
Silêncio sepulcral!
Haha, juro, acendeu uma luz vermelha piscante dentro de mim, eu olhei pra mãe, que ficou branca igual uma vela, sirenes tocaram, matracas giraram ao som daquela pergunta, cartazes luminosos surgiam escritos 'perigo" dentro da minha cabeça atônita.
Até aquele momento, nunquinha na vida que eu tinha parado pra pensar em como responder aquela pergunta pra uma criança, aliás, já tinha parado pra pensar sim, quero até comprar o livro Mamãe botou um ovo pra responder certinho e sem mentiras quando a Yasmin ou o Marshmallow me perguntarem, máperâe, isso deve demorar no mínimo uns 3 anos ainda, tenho 3 anos pra me preparar psicologicamente, a garotinha me pegou de calça curta, como que eu ia sair daquela, até que me veio uma ideia de genia pra responder, acompanhe a resposta:
- Lara, um dia você foi um bebezinho igual esse que está morando na minha barriga, você cresceu dentro da barriga da sua mãe e quando estava prontinha pra morar aqui fora você nasceu, você sabe disse né?
- Sei sim! - respondeu ela atenta a tudo que eu estava falando.
- Então, cada bebê vai parar de uma maneira diferente dentro da barriga da mamãe, e eu não conheço a sua mamãe - e olhei pra mãe da menina que estava pálida que parecia que ia desmaiar - mas assim como o meu bebê veio pra minha barriga, você foi pra dela, do mesmo jeito, igualzinho, então, você tem que perguntar pra ela como você foi morar lá dentro, pq isso, só as mães podem responder!
Hahahaha, saí pela tangente, a mãe da menina deu um suspiro profundo que eu não sei se foi de desespero ou de alívio e a senhorinha que estava atrás de nós prestando atenção na conversa deu uma risada como quem diz "quero ver a mãe dessa menina sair dessa!".
A pequena Lara virou pra mãe e já saiu perguntando "manhê, como que eu fui morar na sua barriga heim?", mas daí a fila andou e eu fui passar minha comprinha no caixa.
Fiquei aliviada, mas pensativa, afinal de contas, uma hora eu terei que passar o que aquela mãe está passando, então vou começar a me preparar, pq as crianças de hoje em dia não caem no papo da cegonha, do repolho ou seja lá a balela que for, se bem que hoje em dia fazer filhos do modo tradicional parece ser tão ultrapassado que é capaz das crianças não acreditarem.
Enquanto isso sigo a vida normalmente, mas tô pensando, será que a pequena Lara descobriu de onde ela veio e como ela foi feita?
Beijos
♥
Fingi que nem vi, voltei a pensar nos meus unicórnios mas ela era insistente, não parava de olhar, estava atrás de mim e olhava sem piscar pra minha barriga.
Achei engraçado, parecia que ela nunca tinha visto uma gestante na vida, coisa que hoje em dia é bem raro, até que inesperadamente ela me aborda:
- Oi moça!
- Oi, tudo bem? - respondi meio tímida, meio vacilante, afinal, sei lá se a mãe dela era a favor da nossa prosa.
- Tudo bem, eu sou Lara!
- Oi Lara, você é muito bonita! - e nada da mulher na nossa frente terminar de passar as compras.
Seguem-se alguns instantes de silêncio.
- Moça, tem um nenê aí na sua barriga? - diz ela interrompendo meu pensamento.
- Tem sim Lara, estou grávida!
- Ahhhhhh, e é menino ou menina o seu nenê?
- Então, eu não sei ainda, vou saber só quando ele ou ela nascer!
- Ahhhhh, mas você não viu ele na televisão?
- Eu vi sim, mas ele não deixou ver se era menininha ou menininho, aí agora tenho que esperar nascer pra saber!
- Entendi!
Seguem-se novamente alguns instantes de silêncio.
- Ô moça, como que o nenê foi parar na sua barriga?
Silêncio sepulcral!
Haha, juro, acendeu uma luz vermelha piscante dentro de mim, eu olhei pra mãe, que ficou branca igual uma vela, sirenes tocaram, matracas giraram ao som daquela pergunta, cartazes luminosos surgiam escritos 'perigo" dentro da minha cabeça atônita.
Até aquele momento, nunquinha na vida que eu tinha parado pra pensar em como responder aquela pergunta pra uma criança, aliás, já tinha parado pra pensar sim, quero até comprar o livro Mamãe botou um ovo pra responder certinho e sem mentiras quando a Yasmin ou o Marshmallow me perguntarem, máperâe, isso deve demorar no mínimo uns 3 anos ainda, tenho 3 anos pra me preparar psicologicamente, a garotinha me pegou de calça curta, como que eu ia sair daquela, até que me veio uma ideia de genia pra responder, acompanhe a resposta:
- Lara, um dia você foi um bebezinho igual esse que está morando na minha barriga, você cresceu dentro da barriga da sua mãe e quando estava prontinha pra morar aqui fora você nasceu, você sabe disse né?
- Sei sim! - respondeu ela atenta a tudo que eu estava falando.
- Então, cada bebê vai parar de uma maneira diferente dentro da barriga da mamãe, e eu não conheço a sua mamãe - e olhei pra mãe da menina que estava pálida que parecia que ia desmaiar - mas assim como o meu bebê veio pra minha barriga, você foi pra dela, do mesmo jeito, igualzinho, então, você tem que perguntar pra ela como você foi morar lá dentro, pq isso, só as mães podem responder!
Hahahaha, saí pela tangente, a mãe da menina deu um suspiro profundo que eu não sei se foi de desespero ou de alívio e a senhorinha que estava atrás de nós prestando atenção na conversa deu uma risada como quem diz "quero ver a mãe dessa menina sair dessa!".
A pequena Lara virou pra mãe e já saiu perguntando "manhê, como que eu fui morar na sua barriga heim?", mas daí a fila andou e eu fui passar minha comprinha no caixa.
Fiquei aliviada, mas pensativa, afinal de contas, uma hora eu terei que passar o que aquela mãe está passando, então vou começar a me preparar, pq as crianças de hoje em dia não caem no papo da cegonha, do repolho ou seja lá a balela que for, se bem que hoje em dia fazer filhos do modo tradicional parece ser tão ultrapassado que é capaz das crianças não acreditarem.
Enquanto isso sigo a vida normalmente, mas tô pensando, será que a pequena Lara descobriu de onde ela veio e como ela foi feita?
Beijos
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22 de março de 2013
1 minuto dentro da cabeça da Yasmin...
Cada uma dessas "emoções" dura 3 segundos
- Quero brincar com o telefone do papai.
- Quero colocar os sapatos da mamãe.
- TIREM OS SAPATOS DA MAMÃE DOS MEUS PÉS AGORA!
- Eu quero abrir e fechar gavetas.
- Eu quero ligar e desligar a luz do microondas.
- Existe alguém aqui com um celular que eu não tenha mexido ainda?
- EU PRECISO APERTAR ALGUNS BOTÕES!!!!
- Quero pegar o gato pela cabeça.
- Eu quero jogar todas as escovas de dente na pia.
- DROGA EU ESTOU COM FOME!!!
- CHOCOLATE.
- EU ODEIO FRUTA.
- Quero sair do cadeirão.
- Eu quero brincar com o iPad.
- Eu quero ir lá fora. Não, eu quero ligar o ventilador
- Eu quero tirar minha calça
- Eu não gosto da camiseta que estou usando
- Eu quero brincar com o telefone da mamãe
- EU PRECISO APERTAR MAIS ALGUNS BOTÕES
- Estou com sede
- Não, não sede disso;
- Sim, perfeito, suco de caixinha! Eu vou apertar isso em cima de mim!
- Cadê o papai?
- Cadê o gato?
- Cadê a mamãe?
- SERIO, CADE A MAMÃE????
- Ai meu deus, eu acho que a mamãe foi embora pra sempre!
- Ok, ali está a mamãe. Eu quero brincar com o telefone dela.
- Com fome de novo. Deixa pra lá.
- Eu acabei de lembrar que não gosto dessa calça. Vou tirar.
- PARE DE TIRAR A MINHA CALÇA!!
- Uau, eu estou faminto. Eu quero ervilhas mas não sei como falar isso!
- Finalmente, ervilhas! Eu gosto de jogar elas no chão!
- POR QUE EU AINDA ESTOU COM ESSAS CALÇAS?
- Oh olha, uma pessoa nova. Será que ela tem um telefone?
- Eu estou cansado
- EU NÃO ESTOU CANSADO!
- Eu quero passear mas não quero ir lá fora
- Não, ficar aqui dentro também não!
- Eu preciso apertar alguns botões agora.
- Eu odeio essa fralda
- Meus olhos coçam.
- Uau! Esse é meu dedão?
- PARE DE TENTAR TIRAR MINHAS CALÇAS!!
- Eu odeio essas calças
- Essa camiseta pinica
- Estou cansado
- Pare de me perguntar se estou cansado
- Onde está aquele brinquedo que faz barulho?
- Eu quero tomar banho com as minhas roupas
- Coloque a minha música favorita
- Onde está o gato?
- O que tem de errado com minha camiseta?
- Eu ouvi um cachorro latir?
- VOCE NÃO TENTOU TIRAR A MINHA BLUSA DE NOVO!!!!
- Eu quero ver um cachorro
- Não, lá fora não! Eu quero ver aqui dentro!
- Meu pipi está aqui? Bom!
- Fiz xixi
- Estou entediado.
É galerinha, meu dia é mais ou menos isso, tanto é que vou lançar aqui no blog a tag "Yasmin pro crime" pra contar das artes que ela apronta, que é de deixar qualquer um a ponto de um infarte, haha.
Bom final de semana pra vocês.
♥
20 de março de 2013
Só eu que não gosto de ir ao pediatra?
Momento desabafo:
Eu detesto levar a Yasmin ao pediatra!
#prontofalei
E sério, isso não vem de hoje, é desde sempre.
Já passamos por alguns pediatras, todos foram muito atenciosos com a gente, e não sei se no mundo inteiro é assim, mas aqui consulta serve pra pesar a criança, medir, anotar tudo isso na caderneta de vacina, aliás, verificar se as vacinas estão em dia, recomendar alguma coisa, tchau, benção, e até a próxima!
Só que antes de chegar a consulta em si, eu ficava no mínimo uns 40 minutos tomando chá de cadeira (e isso com todos os pediatras que passamos), confesso que minha birra com consultórios pediátricos começou ai.
Falta de sorte? Azar? Macumba? Sina? Num sei, só sei que foi assim (me lembrei do Chicó agora! haha), mas o que mais me fazia parar pra pensar é que consultórios pediátricos estão lotados de crianças doentes.
Era só dar trela pra alguma mãe que vinha puxar conversa, que lá vinha ela com um diagnóstico "Meu filho tem isso!", "Meu filho tem aquilo!", "Sua filha é calminha?" e por aí vai.
O engraçado é que eu sempre respondia e respondo pra quem perguntar, que a Yasmin é impossível sim, mas é uma menina extremamente normal, é arteira, é exploradora, é tudo isso pq ela é criança, e os pais que ouvem uma coisa dessa olham pra mim como se eu (eu?) fosse a maluca, afinal, aonde que é normal uma criança ser espoletinha?
Não sei o que alguns pais esperam de uma criança, no mínimo um serzinho catatônico, que não faz nada, que não se mexe, que só serve pra enfeitar o ambiente!
Criança é bichinho curioso mesmo, quer aprontar todas, quer conhecer o mundo através das mãos e da boca, e cabe a nós pais estarmos sempre de olho vigiando e zelando pela vidinha deles. Lógico que a intensidade das artes varia de criança pra criança, mas eu tenho comigo que criança que não faz arte é criança que tá doente!
É incrível o número de crianças diagnosticadas com hiperatividade nos consultórios pediátricos, assim como também é incrível que os pais aceitem que os médicos deem remedinhos pra que as crianças fiquem mais boazinhas. Aliás, isso nenhuma mãe chegou a dizer as claras, mas ficava subtendido, sabe?
E minha birra não para por aí não, geralmente sempre tem umas duas ou três crianças doentinhas no consultório, tá, eu não sou a louca hipocondríaca, mas não acho saudável crianças doentes no mesmo ambiente, só em caso de urgência mesmo, deixo a Mimi em ambientes assim só quando vamos ao pronto atendimento, fora isso, acho que é uma exposição desnecessária, tanto pelo risco dela pegar alguma coisa como dela passar alguma coisa pra outra criança, embora ela seja vacinada e saudável, ela pode estar resfriadinha e passar esse resfriadinho pra um R.N que está aguardando consulta, e aí, como faz?
Outra coisa que me irrita é ser chamada de mãezinha, antes eu não tinha birra disso, hoje tenho.
Não sou apenas mãe da Yasmin, sou Julia, o pai dela se chama Pablo, somos pessoas que fazem diversas coisas e entre elas somos pais da Yasmin, somos adultos, e isso de mãezinha ou paizinho me soa irônico, não gosto, pergunte nossos nomes, afinal, fazemos mais coisas nessa vida do que apenas sermos pais da Yasmin!
Enfim, por trezentos e dezessete motivos meus eu dei uma relaxada nessa de pediatra.
A última vez que fomos foi em novembro, era pra ter voltado em fevereiro (pq depois do primeiro aninho as consultas se espaçam pra 3 em 3 meses, uuuuuuufa), mas quem disse que eu tive coragem de marcar de novo?
A última pediatra prescreveu o vermífugo pq eu pedi, orientou a continuar com a vitamina, pesou, mediu, apertou a barriguinha e ela está bem.
Dei as duas doses do vermífugo de banana (sério, tinha cheiro e gosto de banana, e a Yasmin adorou, queria tomar mais, haha) não saiu nada nas fezes e eu sigo feliz.
Aliás, o acompanhamento com o pneumologista é algo separado, na verdade queria eu que o pediatra dela fosse o pneumo que a acompanha, tão calmo, consultório tão vazio, tão educado ... mas é isso, ao pediatra não tenho levado não.
Se ela tem dor de garganta, febre, brotoejas, ou qualquer outra coisa, levo no pronto atendimento e pronto, até pq, não sei com vocês, mas nenhum dos pediatras dela nunquinha da Silva que deu o telefone dele pra mim ou pro Pablo e disse "qualquer coisa fora do normal que acontecer com ela, me liga, eu sempre fico com esse celular ligado!", juro, nunca tivemos esse tipo de atendimento de nenhum dos profissionais que a atendeu, ou seja, pra ser acompanhada por um médico, e na hora do vâmo vê, ela ter que ser atendida por outro, é a mesma coisa que trocar meia dúzia por seis.
Devo ser assim pq a Yasmin é uma menininha que esbanja saúde, é difícil de ficar doente, aliás, é difícil até de ficar com o nariz escorrendo, talvez se ela tivesse a saúde debilitadinha eu a levasse com mais frequência ao pediatra, mas não é o caso, então não faço questão!
Quando voltaremos ao pediatra? Sei lá, ela está super bem, segue saudável, não vejo necessidade de ir ao consultório só pra saber de tudo isso, afinal, ela cresce vertiginosamente, está ganhando peso adequadamente, não é gorda, se alimenta de maneira correta, não tem nada anormal nela (pq eu sempre observo se o corpinho dela não tem alterações) pra quê?
Se alguma coisa sair dos trilhos eu procurarei um pediatra, mas por enquanto, não, obrigada!
Noto que alguns pais vivem enfurnados em consultórios pediátricos pra se garantirem de que o filho não vá ter nada, aí reviram a criança com exames, receitam medicamentos que talvez ela nem precisasse, quem muito procura encontra, e estou satisfeita com a saúde da Yasmin, portanto, não tenho o que ficar cheirando em consultório não.
Sou louca? Tô piradinha? Ou com o tempo a gente vai perdendo o tesão em levar nas consultas por passar a enxergar essas coisas?
Beijos e me respondam! :)
♥
Eu detesto levar a Yasmin ao pediatra!
#prontofalei
E sério, isso não vem de hoje, é desde sempre.
Já passamos por alguns pediatras, todos foram muito atenciosos com a gente, e não sei se no mundo inteiro é assim, mas aqui consulta serve pra pesar a criança, medir, anotar tudo isso na caderneta de vacina, aliás, verificar se as vacinas estão em dia, recomendar alguma coisa, tchau, benção, e até a próxima!
Só que antes de chegar a consulta em si, eu ficava no mínimo uns 40 minutos tomando chá de cadeira (e isso com todos os pediatras que passamos), confesso que minha birra com consultórios pediátricos começou ai.
Falta de sorte? Azar? Macumba? Sina? Num sei, só sei que foi assim (me lembrei do Chicó agora! haha), mas o que mais me fazia parar pra pensar é que consultórios pediátricos estão lotados de crianças doentes.
Era só dar trela pra alguma mãe que vinha puxar conversa, que lá vinha ela com um diagnóstico "Meu filho tem isso!", "Meu filho tem aquilo!", "Sua filha é calminha?" e por aí vai.
O engraçado é que eu sempre respondia e respondo pra quem perguntar, que a Yasmin é impossível sim, mas é uma menina extremamente normal, é arteira, é exploradora, é tudo isso pq ela é criança, e os pais que ouvem uma coisa dessa olham pra mim como se eu (eu?) fosse a maluca, afinal, aonde que é normal uma criança ser espoletinha?
Não sei o que alguns pais esperam de uma criança, no mínimo um serzinho catatônico, que não faz nada, que não se mexe, que só serve pra enfeitar o ambiente!
Criança é bichinho curioso mesmo, quer aprontar todas, quer conhecer o mundo através das mãos e da boca, e cabe a nós pais estarmos sempre de olho vigiando e zelando pela vidinha deles. Lógico que a intensidade das artes varia de criança pra criança, mas eu tenho comigo que criança que não faz arte é criança que tá doente!
É incrível o número de crianças diagnosticadas com hiperatividade nos consultórios pediátricos, assim como também é incrível que os pais aceitem que os médicos deem remedinhos pra que as crianças fiquem mais boazinhas. Aliás, isso nenhuma mãe chegou a dizer as claras, mas ficava subtendido, sabe?
E minha birra não para por aí não, geralmente sempre tem umas duas ou três crianças doentinhas no consultório, tá, eu não sou a louca hipocondríaca, mas não acho saudável crianças doentes no mesmo ambiente, só em caso de urgência mesmo, deixo a Mimi em ambientes assim só quando vamos ao pronto atendimento, fora isso, acho que é uma exposição desnecessária, tanto pelo risco dela pegar alguma coisa como dela passar alguma coisa pra outra criança, embora ela seja vacinada e saudável, ela pode estar resfriadinha e passar esse resfriadinho pra um R.N que está aguardando consulta, e aí, como faz?
Outra coisa que me irrita é ser chamada de mãezinha, antes eu não tinha birra disso, hoje tenho.
Não sou apenas mãe da Yasmin, sou Julia, o pai dela se chama Pablo, somos pessoas que fazem diversas coisas e entre elas somos pais da Yasmin, somos adultos, e isso de mãezinha ou paizinho me soa irônico, não gosto, pergunte nossos nomes, afinal, fazemos mais coisas nessa vida do que apenas sermos pais da Yasmin!
Enfim, por trezentos e dezessete motivos meus eu dei uma relaxada nessa de pediatra.
A última vez que fomos foi em novembro, era pra ter voltado em fevereiro (pq depois do primeiro aninho as consultas se espaçam pra 3 em 3 meses, uuuuuuufa), mas quem disse que eu tive coragem de marcar de novo?
A última pediatra prescreveu o vermífugo pq eu pedi, orientou a continuar com a vitamina, pesou, mediu, apertou a barriguinha e ela está bem.
Dei as duas doses do vermífugo de banana (sério, tinha cheiro e gosto de banana, e a Yasmin adorou, queria tomar mais, haha) não saiu nada nas fezes e eu sigo feliz.
Aliás, o acompanhamento com o pneumologista é algo separado, na verdade queria eu que o pediatra dela fosse o pneumo que a acompanha, tão calmo, consultório tão vazio, tão educado ... mas é isso, ao pediatra não tenho levado não.
Se ela tem dor de garganta, febre, brotoejas, ou qualquer outra coisa, levo no pronto atendimento e pronto, até pq, não sei com vocês, mas nenhum dos pediatras dela nunquinha da Silva que deu o telefone dele pra mim ou pro Pablo e disse "qualquer coisa fora do normal que acontecer com ela, me liga, eu sempre fico com esse celular ligado!", juro, nunca tivemos esse tipo de atendimento de nenhum dos profissionais que a atendeu, ou seja, pra ser acompanhada por um médico, e na hora do vâmo vê, ela ter que ser atendida por outro, é a mesma coisa que trocar meia dúzia por seis.
Devo ser assim pq a Yasmin é uma menininha que esbanja saúde, é difícil de ficar doente, aliás, é difícil até de ficar com o nariz escorrendo, talvez se ela tivesse a saúde debilitadinha eu a levasse com mais frequência ao pediatra, mas não é o caso, então não faço questão!
Quando voltaremos ao pediatra? Sei lá, ela está super bem, segue saudável, não vejo necessidade de ir ao consultório só pra saber de tudo isso, afinal, ela cresce vertiginosamente, está ganhando peso adequadamente, não é gorda, se alimenta de maneira correta, não tem nada anormal nela (pq eu sempre observo se o corpinho dela não tem alterações) pra quê?
Se alguma coisa sair dos trilhos eu procurarei um pediatra, mas por enquanto, não, obrigada!
Noto que alguns pais vivem enfurnados em consultórios pediátricos pra se garantirem de que o filho não vá ter nada, aí reviram a criança com exames, receitam medicamentos que talvez ela nem precisasse, quem muito procura encontra, e estou satisfeita com a saúde da Yasmin, portanto, não tenho o que ficar cheirando em consultório não.
Sou louca? Tô piradinha? Ou com o tempo a gente vai perdendo o tesão em levar nas consultas por passar a enxergar essas coisas?
Beijos e me respondam! :)
♥
18 de março de 2013
Mimi bailarina ...
A maternidade coloca a gente em cada situação ridícula que só uma mãe é capaz de passar pelo filho.
Digo isso com conhecimento de causa, pq pela Mimi eu faço tanta coisa ridícula aos olhos alheios, mas que no fundo nos trazem boas gargalhadas.
Dançar é uma dessas coisas, mãe que é mãe não sabe só cantar as musiquinhas não, mãe que é mãe decora a música, a coreografia e na hora do programa de tv favorito da cria, afasta os móveis e começa a dançar igual uma minhoca na ardósia só pra incentivar o filho a se mexer, tô mentindo?
Aqui o favorito pra dançar é em disparado o Hi-5, juro, tô tão calejada das coreografias que posso me apresentar em festa infantil e dar aulas disso, sei dançar tudinho, 5 da tarde é hora de afastar as coisas e começar a dançar com a Yasmin, que eu não sei se acha mais graça do programa ter começado ou de me ver igual uma bobona dançando pra ela.
E o que eu acho mais bonitinho de tudo é que pra dançar ela precisa de platéia, se ouve uma música e quer dançar, ela me chama, me leva pela mão pra onde vai dançar e começa a dar um showzinho pra mim, aí eu entro na dança e ficamos nós duas dançando, aliás, já contei pra vocês que dançamos tango? Haha, olhem a idade mental da mãe que vos escreve.
Desde que ela tem uns 6 meses eu coloco algum tango pra nós dançarmos, nosso favorito é Por una cabeza, de Carlos Gardel (gente, eu amo tango!) eu a pego no colo e vou fazendo com ela os passos pela casa toda, o Pablo morre de dar risada, muitas vezes ela está quietinha aí eu chego bem pertinho do ouvido e começo a cantarolar o nosso tango e ela já se anima toda pra começar a dançar.
E não achem que ela só quer dançar tango não, ela dança funk, sertanejo, hip hop, jazz, e nossa última coreografia adquirida é Pocoyo Gangnam Style, hahaha, juro, não sei onde estava com a cabeça quando mostrei isso pra ela, ficamos um tempão dançando, várias vezes ao dia, as duas igual bobas na sala.
Igual duas bobas mesmo, mas quer saber, nem ligo, não dou a mínima, são esses momentos que estreitam os laços entre pais e filhos, um dia ela vai crescer, não vai mais querer dançar comigo, vai dançar os tangos dela com outras pessoas, e eu sempre vou ter na memória que o primeiro tango, o primeiro funk (e céus, espero que ela só dance funk comigo em casa, haha), foram comigo, de modo inocente, e são essas coisas que ninguém tira da gente, vão ficar pra sempre na memória, são momentinhos só nossos, mas são tão gostosos que chegam a apertar o coração!
E agora me deêm licença que nós vamos ali sambar um pouco ao som de Liberdade liberdade abre as asas sobre nós! Pq a novela acabou, mas nós continuamos adorando a música, e eu, depois da Yasmin parei de ouvir só rock e me abri pra novas possibilidades musicais, e tenho me acabado de dar risadas!
♥
17 de março de 2013
O drama das refeições
Tem gente a torto e a direito dizendo que ser mãe é fácil, afinal, vai dizer que nunca encontrou um ser desses que diz "ahhh, mas cuidar de criança não é tão complicado assim!".
Juro que quero apertar o pescocinho de quem diz uma barbaridade dessas, as dificuldades podem se alterar, mas todo mundo tem um drama com o filho, e o drama da vez aqui em casa é alimentação.
Eu, Julia, que sempre me orgulhei de dizer que minha filha sempre comeu super bem tô passando um dobrado com ela na hora das refeições.
Há muito tempo que ela come a mesma comida que nós, tanto no almoço quanto no jantar, geralmente as refeições são equilibradas, mas tem dia que sim, nós comemos bobagem, sabe aquele dia que vc não quer nem ir buscar água na cozinha de tanta preguiça? Então, nesses dias nós ligamos pro delivery de qualquer coisa que traga a comida pronta/picada/que não faça sujeira, e comemos, pode ser pizza, yakissoba, lanche ... não é recorrente, mas acontece, e como a Yasmin reage? Ela adora, fica tão empolgada que até conversa com o entregador!
Pra esse tipo de comida, não tem drama nenhum, ela come super bem, o problema está com refeições de verdade.
Todo santo dia eu faço comida fresca, e isso inclui arroz, feijão, algum tipo de carne (pode ser carne vermelha, frango ou peize), um legume cozido e uma salada. Todo dia, de segunda a segunda, salvo os dias da preguiça (coisa de umas duas vezes no mês, até pq eu mereço uma folguinha, nénão?)
Antes ela comia super bem, tudo que eu colocava no pratinho ela mandava pra dentro, mas agora começamos com esse drama, e ela só quer comer arroz!
Arroz, branco, puro, sem nada, nem mistura, nem feijão, simples assim, quer comer um prato cheio de arroz nas refeições, a propósito, a única coisa que ela quer comer que não é arroz, é tomate, carinhosamente chamado de máti por ela.
Se eu quero que ela coma carne, tenho que colocar só carne no prato, esconder o arroz a sete chaves longe do campo de visão dela, e implorar pra que ela coma, falo que é o que tem e que se ela não quiser vou dar toda a comida pra Marie e ela vai ficar sem, nisso ela come cerca de metade do que eu coloquei e não quer saber de mais nada, aí sim eu dou o arroz, haha.
De umas duas semanas pra cá tem sido isso, tanto pro almoço quanto pra janta.
Frutas ela come sem problemas, desde que não estejam geladas, adora manga, morango, kiwi, laranja, banana, melancia, mamão, abacate ... come super bem, sempre pico fruta pra nós duas, e ela come a minha parte e a dela, fico feliz, pq frutas fazem bem.
Porcarias, porcarias ela come melhor ainda.
Não sou hipócrita, de vez em quando rola um salgadinho sim, um chocolate, um sorvete, um biscoito recheado ... aliás, biscoito recheado ela come só o recheio e me dá as casquinhas, assim, na cara dura.
Sucos ela toma sem pestanejar, nunca vi gostar de suco como ela gosta, laranja, maracuja, jaboticaba, maçã, limão, uva, noto que ela é como eu, tem preferência pelos sucos mais ácidos, azedinhos, e justamente esses acentuam as assaduras nela, é dar um bom suco de maracujá e ela fica vermelhinha, por isso evito, a propósito, não costumo dar suco de caixinha pra ela, toda vez que dou procuro dar natural.
E o leite? Leite é a paixão dela, ama tomar leite, puro, sem mucilon nem nada que altere sabor, e isso vale pra Nescau, Tody, Nesquick, açúcar, ela gosta de leite puro. Dou leite Ninho, não o fases, aquele fortificado, sabe? Até pq Ninho fases não é leite, é composto lácteo.
Em um dia normal ela toma cerca de 3 a 4 mamadeiras, maiiiiis as coisas que vou oferecendo no decorrer do dia, almoço, jantar, queijo, pão, frutas... ou seja, ela se alimenta bem, mas na hora das principais refeições, sofro!
Ela está saudável, na curva de peso e de altura certinha, é uma criança dentro dos parâmetros, mas a gente se preocupa né, quero que ela coma bem, não sei ainda se isso é fase, se vai passar, espero que seja fase, não quero dar nenhum tipo de suplemento alimentar pra ela, não que eu seja contra os Nutrens e Sustagens da vida, nada disso, mas é algo que eu não gostaria de incluir na alimentação dela pq não acho necessário aos meus olhos, mas se a pediatra recomendar caso o problema pra ela comer persista, darei, mas darei com cara de "tô dando, fazer o que, né?"
Então é isso, desabafei, me sinto até mais leve depois de escrever tudo isso, e fica a perguntinha pra quem tem filho nessa idade:
É isso mesmo produção? Eles ficam chatEeeeenhos assim pra comer, fazendo drama e se distraindo até com a mosca do outro lado da rua?
#socorro
Beijos e boa semana
♥
Juro que quero apertar o pescocinho de quem diz uma barbaridade dessas, as dificuldades podem se alterar, mas todo mundo tem um drama com o filho, e o drama da vez aqui em casa é alimentação.
Eu, Julia, que sempre me orgulhei de dizer que minha filha sempre comeu super bem tô passando um dobrado com ela na hora das refeições.
Há muito tempo que ela come a mesma comida que nós, tanto no almoço quanto no jantar, geralmente as refeições são equilibradas, mas tem dia que sim, nós comemos bobagem, sabe aquele dia que vc não quer nem ir buscar água na cozinha de tanta preguiça? Então, nesses dias nós ligamos pro delivery de qualquer coisa que traga a comida pronta/picada/que não faça sujeira, e comemos, pode ser pizza, yakissoba, lanche ... não é recorrente, mas acontece, e como a Yasmin reage? Ela adora, fica tão empolgada que até conversa com o entregador!
Pra esse tipo de comida, não tem drama nenhum, ela come super bem, o problema está com refeições de verdade.
Todo santo dia eu faço comida fresca, e isso inclui arroz, feijão, algum tipo de carne (pode ser carne vermelha, frango ou peize), um legume cozido e uma salada. Todo dia, de segunda a segunda, salvo os dias da preguiça (coisa de umas duas vezes no mês, até pq eu mereço uma folguinha, nénão?)
Antes ela comia super bem, tudo que eu colocava no pratinho ela mandava pra dentro, mas agora começamos com esse drama, e ela só quer comer arroz!
Arroz, branco, puro, sem nada, nem mistura, nem feijão, simples assim, quer comer um prato cheio de arroz nas refeições, a propósito, a única coisa que ela quer comer que não é arroz, é tomate, carinhosamente chamado de máti por ela.
Se eu quero que ela coma carne, tenho que colocar só carne no prato, esconder o arroz a sete chaves longe do campo de visão dela, e implorar pra que ela coma, falo que é o que tem e que se ela não quiser vou dar toda a comida pra Marie e ela vai ficar sem, nisso ela come cerca de metade do que eu coloquei e não quer saber de mais nada, aí sim eu dou o arroz, haha.
De umas duas semanas pra cá tem sido isso, tanto pro almoço quanto pra janta.
Frutas ela come sem problemas, desde que não estejam geladas, adora manga, morango, kiwi, laranja, banana, melancia, mamão, abacate ... come super bem, sempre pico fruta pra nós duas, e ela come a minha parte e a dela, fico feliz, pq frutas fazem bem.
Porcarias, porcarias ela come melhor ainda.
Não sou hipócrita, de vez em quando rola um salgadinho sim, um chocolate, um sorvete, um biscoito recheado ... aliás, biscoito recheado ela come só o recheio e me dá as casquinhas, assim, na cara dura.
Sucos ela toma sem pestanejar, nunca vi gostar de suco como ela gosta, laranja, maracuja, jaboticaba, maçã, limão, uva, noto que ela é como eu, tem preferência pelos sucos mais ácidos, azedinhos, e justamente esses acentuam as assaduras nela, é dar um bom suco de maracujá e ela fica vermelhinha, por isso evito, a propósito, não costumo dar suco de caixinha pra ela, toda vez que dou procuro dar natural.
E o leite? Leite é a paixão dela, ama tomar leite, puro, sem mucilon nem nada que altere sabor, e isso vale pra Nescau, Tody, Nesquick, açúcar, ela gosta de leite puro. Dou leite Ninho, não o fases, aquele fortificado, sabe? Até pq Ninho fases não é leite, é composto lácteo.
Em um dia normal ela toma cerca de 3 a 4 mamadeiras, maiiiiis as coisas que vou oferecendo no decorrer do dia, almoço, jantar, queijo, pão, frutas... ou seja, ela se alimenta bem, mas na hora das principais refeições, sofro!
Ela está saudável, na curva de peso e de altura certinha, é uma criança dentro dos parâmetros, mas a gente se preocupa né, quero que ela coma bem, não sei ainda se isso é fase, se vai passar, espero que seja fase, não quero dar nenhum tipo de suplemento alimentar pra ela, não que eu seja contra os Nutrens e Sustagens da vida, nada disso, mas é algo que eu não gostaria de incluir na alimentação dela pq não acho necessário aos meus olhos, mas se a pediatra recomendar caso o problema pra ela comer persista, darei, mas darei com cara de "tô dando, fazer o que, né?"
Então é isso, desabafei, me sinto até mais leve depois de escrever tudo isso, e fica a perguntinha pra quem tem filho nessa idade:
É isso mesmo produção? Eles ficam chatEeeeenhos assim pra comer, fazendo drama e se distraindo até com a mosca do outro lado da rua?
#socorro
Beijos e boa semana
♥
15 de março de 2013
Falando de Páscoa... - Update
Olhem a genialidade da pessoa que inventou isso:
Tô pensando seriamente em tentar fazer um ovo desse pra colocar os chocolates da Yasmin dentro, se fizer mostro pra vocês, mas difícil não deve ser, e o legal é que além de ser um artigo único é feito com amor, owwnnn!
Update: Achei um tutorial legalzinho que ensina a fazer, só que usa uma bola no lugar de bexiga, enfim, o importante é que a ordem dos fatores não vai alterar o ovo final, tá aqui, só clicar!
♥
Tô pensando seriamente em tentar fazer um ovo desse pra colocar os chocolates da Yasmin dentro, se fizer mostro pra vocês, mas difícil não deve ser, e o legal é que além de ser um artigo único é feito com amor, owwnnn!
Update: Achei um tutorial legalzinho que ensina a fazer, só que usa uma bola no lugar de bexiga, enfim, o importante é que a ordem dos fatores não vai alterar o ovo final, tá aqui, só clicar!
♥
14 de março de 2013
Preguiça de pensar no enxoval! zzzZZZ
Creindeuspai, mas se o Marshmallow cisma de nascer amanhã eu tô ferrada, perdida, lascada e qualquer outro adjetivo que defina que estou num mato sem cachorro!
Isso tudo, pq eu não comprei uma peça sequer pro enxoval do bebê, pensem numa pessoa que está com 7 meses de gravidez, barriguda e que não tem nada pronto, prazer, Julia.
Na gravidez da Mimi eu me preocupei muito em deixar tudo pronto no mínimo dois meses antes dela nascer, ela nasceu no final de fevereiro, e com dois meses de antecedência tudo já estava milimetricamente pronto, passado, lavado, dobrado e guardado na gaveta, até mala de maternidade estava pronta, mas dessa vez estou tão calma que não me apressei com nada.
Do que a Mimi usou quando nasceu eu não tenho absolutamente nada. Nenhuma pecinha de roupa, nenhum sapatinho, nenhum macacão, nenhuma meia, nada disso, pra terem ideia, nem a saída de maternidade dela eu tenho mais, isso tudo pq sou daquelas pessoas desapegadas, que odeia guardar o que não vai usar.
Sempre pensei que não adiantaria nada guardar as roupinhas pra mim, pra massagear meu ego com lembranças sendo que tem tanta gente precisando de roupinhas pros filhotes, se não me era mais útil, poderia ser pra alguém, e nessa, todo mês eu fazia um limpa nas coisas da Yasmin e dava pra quem precisava realmente das roupinhas, resultado, fuén fuén fuén fuéeeeeeen, não sobrou nadinha pro Marshmallow, ou seja, terei que refazer o enxoval todo, mas ando numa preguiiiiça que só de pensar em sair pra comprar as coisas me cansa.
Aí dia desses me "animei" pra fazer a lista do que o bebê precisa, e sério, a gente complica muita coisa com o primeiro filho, coloca tanta coisa como necessária quando na verdade não é.
Segundo minha lista o bebê precisará efetivamente de:
- Fraldas de pano (pros usos mais variados)
- Body's dos mais diversos pra colocar por baixo da roupa - Macacões
- Meias (essas tem que ser infinitas, pq eu perco as meias não sei como)
- 2 cobertores (pq enquanto usa um, lavo o outro)
- 2 toalhas de banho felpudas
- Fraldas descartáveis (é, não vou usar fralda de pano, por trocentos motivos meus)
- Berço com colchão (que será o mesmo que a Yasmin usou)
- Sabonete líquido
- Uma banheira
- 1 kit de mamadeiras
- 1 bombinha elétrica pra extração de leite
Só isso, é só nisso que vou ao menos tentar me focar.
Não sei se com todo mundo é assim, se é normal se sentir tão calma com a chegada do segundo filho, mas eu me sinto muito mais tranquila do que quando estava grávida da Mimi.
Podem chamar de preguiça e do que quiser, mas aquela necessidade de deixar tudo pronto, aquela necessidade de comprar e comprar e comprar, tudo isso passou, estou tão plácida com a gestação que chega a ser engraçado, na verdade, desconfio que estou assim, pq já sei como é ter um filho, já sei que sou capaz de cuidar sozinha de um bebê, já sei o que está por vir, ou seja, já vivi essa história toda, já sei como é e não me sinto ansiosa. Lógico, quero conhecer meu filhote, quero sentir seu cheirinho, quero pega-lo no colo, quero tudo isso, mas eu já sei como é ser mãe, aprendi a confiar em mim, e cheguei a conclusão que no fim das contas, o que um bebê precisa de verdade é de roupas quentinhas, leite, amor, e nada mais, e a gente acaba comprando o mundo e os fundos pra aplacar essa ansiedade toda.
Mês que vem (sério, tem que ser no máximo mês que vem!) saio pra comprar tu-do de uma só vez, farei um levantamento maior do que é necessário, quantas peças de cada, quanto de cada de tudo... e vou as compras logo de uma vez, pretendo fazer isso pra não ficar naquela compulsão de comprar muita coisa desnecessária, aliás, vou me focar num enxoval em cores bem neutras, quero branco, vermelho e creme, acho tão lindo criança com essas cores, nada de amarelo e verde, não gosto de amarelo nem de verde então não vou vestir meu bebê com essas cores.
A propósito, bani da minha vida kit higiene e kit berço, um puta trabalho pra lavar o tal do kit berço, tira enchimento, vira ao contrário... ahhhhh, quero facilitar minha vida!
Sério, eu tô muito preguiçosa, nénão?
Mas eu juro, juro juradinho, cruzando os dedos na frente da boca três vezes que no máximo mês que vem eu compro tudo, agora, quando vou lavar é outra história ...
E assim sigo, perdida em como montar um enxoval básico de inverno, em dias de preguiça sem fim, e numa vontade doida de me alimentar só de abacate (que é verde e eu amo!).
Beijos
♥
Isso tudo, pq eu não comprei uma peça sequer pro enxoval do bebê, pensem numa pessoa que está com 7 meses de gravidez, barriguda e que não tem nada pronto, prazer, Julia.
Na gravidez da Mimi eu me preocupei muito em deixar tudo pronto no mínimo dois meses antes dela nascer, ela nasceu no final de fevereiro, e com dois meses de antecedência tudo já estava milimetricamente pronto, passado, lavado, dobrado e guardado na gaveta, até mala de maternidade estava pronta, mas dessa vez estou tão calma que não me apressei com nada.
Do que a Mimi usou quando nasceu eu não tenho absolutamente nada. Nenhuma pecinha de roupa, nenhum sapatinho, nenhum macacão, nenhuma meia, nada disso, pra terem ideia, nem a saída de maternidade dela eu tenho mais, isso tudo pq sou daquelas pessoas desapegadas, que odeia guardar o que não vai usar.
Sempre pensei que não adiantaria nada guardar as roupinhas pra mim, pra massagear meu ego com lembranças sendo que tem tanta gente precisando de roupinhas pros filhotes, se não me era mais útil, poderia ser pra alguém, e nessa, todo mês eu fazia um limpa nas coisas da Yasmin e dava pra quem precisava realmente das roupinhas, resultado, fuén fuén fuén fuéeeeeeen, não sobrou nadinha pro Marshmallow, ou seja, terei que refazer o enxoval todo, mas ando numa preguiiiiça que só de pensar em sair pra comprar as coisas me cansa.
Aí dia desses me "animei" pra fazer a lista do que o bebê precisa, e sério, a gente complica muita coisa com o primeiro filho, coloca tanta coisa como necessária quando na verdade não é.
Segundo minha lista o bebê precisará efetivamente de:
- Fraldas de pano (pros usos mais variados)
- Body's dos mais diversos pra colocar por baixo da roupa - Macacões
- Meias (essas tem que ser infinitas, pq eu perco as meias não sei como)
- 2 cobertores (pq enquanto usa um, lavo o outro)
- 2 toalhas de banho felpudas
- Fraldas descartáveis (é, não vou usar fralda de pano, por trocentos motivos meus)
- Berço com colchão (que será o mesmo que a Yasmin usou)
- Sabonete líquido
- Uma banheira
- 1 kit de mamadeiras
- 1 bombinha elétrica pra extração de leite
Só isso, é só nisso que vou ao menos tentar me focar.
Não sei se com todo mundo é assim, se é normal se sentir tão calma com a chegada do segundo filho, mas eu me sinto muito mais tranquila do que quando estava grávida da Mimi.
Podem chamar de preguiça e do que quiser, mas aquela necessidade de deixar tudo pronto, aquela necessidade de comprar e comprar e comprar, tudo isso passou, estou tão plácida com a gestação que chega a ser engraçado, na verdade, desconfio que estou assim, pq já sei como é ter um filho, já sei que sou capaz de cuidar sozinha de um bebê, já sei o que está por vir, ou seja, já vivi essa história toda, já sei como é e não me sinto ansiosa. Lógico, quero conhecer meu filhote, quero sentir seu cheirinho, quero pega-lo no colo, quero tudo isso, mas eu já sei como é ser mãe, aprendi a confiar em mim, e cheguei a conclusão que no fim das contas, o que um bebê precisa de verdade é de roupas quentinhas, leite, amor, e nada mais, e a gente acaba comprando o mundo e os fundos pra aplacar essa ansiedade toda.
Mês que vem (sério, tem que ser no máximo mês que vem!) saio pra comprar tu-do de uma só vez, farei um levantamento maior do que é necessário, quantas peças de cada, quanto de cada de tudo... e vou as compras logo de uma vez, pretendo fazer isso pra não ficar naquela compulsão de comprar muita coisa desnecessária, aliás, vou me focar num enxoval em cores bem neutras, quero branco, vermelho e creme, acho tão lindo criança com essas cores, nada de amarelo e verde, não gosto de amarelo nem de verde então não vou vestir meu bebê com essas cores.
A propósito, bani da minha vida kit higiene e kit berço, um puta trabalho pra lavar o tal do kit berço, tira enchimento, vira ao contrário... ahhhhh, quero facilitar minha vida!
Sério, eu tô muito preguiçosa, nénão?
Mas eu juro, juro juradinho, cruzando os dedos na frente da boca três vezes que no máximo mês que vem eu compro tudo, agora, quando vou lavar é outra história ...
E assim sigo, perdida em como montar um enxoval básico de inverno, em dias de preguiça sem fim, e numa vontade doida de me alimentar só de abacate (que é verde e eu amo!).
Beijos
♥
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