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7 de janeiro de 2014

Onde desliga?

Só pra deixar registrado algumas coisas sobre Yasmin:

26/12/2013 - Espalhou Veja no meu quarto e jogou talco por cima, ficou aquela meleca.
29/11/2013 - Passou azeite de oliva na minha cozinha toda, TODA, não contente, subiu na banqueta e girava o vidro de azeite pra todo lado.
31/12/2013 - Se trancou no quarto da minha tia, abriu a necessarie e passou shampoo, condicionador, protetor solar e toda sorte de cosmeticos no corpo, na colcha, no colchão, na alma ...
06/01/2014 - Estourou o cano do chuveiro puxando o chuveirinho, e gritou !socorro, socorro, socorro!"

E aí, quando que eu posso surtar?


13 de abril de 2013

Preciso registrar!

Pensa numa pessoa que pensa em comer alguma coisa e fica enjoada?
Prazer, Julia!

Tô assim, enjoada das coisas só de pensar na possibilidade de comê-las! E quando eu acho que não pode piorar, piora, pq é comer uma colherada, uma garfada, e o estômago se fecha, e a comida não desce mais, se eu insistir aí a coisa fica feia e eu vomito.
Comer está sendo um martírio, eu, que amo cozinhar ando mais preguiçosa que o cara que inventou a bandeira do Japão, e pra piorar não quero comer minha comida e nem a de ninguém!

Pode chorar?

Coitado do meu Marshmallow, tá sendo pessimamente alimentado! O bom disso é que não engordo, aliás, pelo que estou pesando devo engordar no máximo mais um quilo apenas até o baby nascer, logo, meu plano de sair da maternidade, linda, magra, de cabelos esvoaçantes aos ventos de inverno , não parece ser tão impossível assim!




26 de fevereiro de 2013

Ansiedade da separação, a gente viu por aqui!



Uma das coisas que eu incentivo na Yasmin desde sempre é a ser uma criança independente e destemida.

É triste dizer isso, mas a realidade é que não sei se estarei ao lado dela amanhã, posso estar como posso não estar, e caso não esteja, quero que ela seja uma pessoa forte que sempre vai acreditar no potencial que tem.

Procuro fazer isso pra que ela tenha confiança nela mesma, acho super importante a criança acreditar na própria capacidade e não se importar tanto com o que os outros dizem (pq eu fui uma criança que me importava demais com a opinião alheia).

Sabe aquela criança que não saí do colo da mãe pra nada, que se enfia debaixo da roupa da mãe quando vê estranhos, chora se alguém quer pega-la e essas coisas todas que muitas crianças fazem? Então, esquece, a Mimi nunca foi assim, nunca mesmo, muito pelo contrário, sempre foi simpática com todo mundo, sorri pra qualquer passante na rua sendo conhecido ou não, cumprimenta todo mundo, acena até pra lua, jamais tive problemas em deixa-la com meus pais ou o marido pra sair e resolver coisas que com ela levaria mais tempo. Lógico que se um estranho chega perto dela, ela percebe que a pessoa não faz parte do nosso círculo e estranha, mas basta meia dúzia de palavras pra que ela se abra em sorrisos e se torne amiga de infância de quem for.

Acontece que, de uns dias pra cá ela anda grudada em mim de uma maneira que nunca foi, nunca mesmo.
Quer a mamãe pra tudo, de menininha super independente que quer fazer tudo sozinha, ela passou pra menininha que tem medo de ir na cozinha sozinha, e ela nunca foi assim.

Corri pra ler sobre o que seria isso, afinal, estranhei esse comportamento dela mais grudada que carrapicho, e antes que eu pudesse fazer qualquer constatação tivemos um episódio punk de verdade sobre ficar distante dela por algum tempinho.

Precisei ir ao médico, e como consultório médico não é lugar pra criança, pedi pra que minha mãe ficasse com ela, afinal, ela é doida varrida na vovó, achei que ela ficaria super bem ...

Horário combinado, esperei ela se distrair pra que não tivesse que me despedir, e lá fui eu.

Consulta terminada, tudo certinho, e exatas duas horas depois voltei pra casa, e me deparei com uma cena muito triste.

Mimi no colo da minha mãe, de calcinha, banho recem tomado e vomitando to-das, e quando eu digo todas, é tudo mesmo, quando ela me viu, exclamou "Mamãe!" e ploffff, mais leite pra fora.

Fiquei assustada, afinal, deixei ela super bem em casa, assistindo a Galinha Pintadinha, com os livrinhos favoritos, bebericando aguinha de coco, cantando e dançando ... e duas horas depois aquilo.

Minha mãe disse que depois que eu saí ela demorou pra notar minha ausência, mas quando notou foi o caos instaurado.

Me procurava em todos os cômodos da casa, embaixo dos armários, debaixo da cama, atrás das coisas, pegou minha mãe pela mão pra me procurar junto à ela, e falava "Mamãe, mamãe...".

Minha mãe a distraiu, conseguiu fazer com que dormisse, deu mamadeira, mas assim que acordou de uma sonequinha pequena e agitada (cerca de 40 minutos), voltou a chamar a mamãe e aí a coisa cresceu demais, ela ficou nervosa, pq me chamava e eu não vinha, começou a chorar e a vomitar, a ponto de não ter mais o que vomitar e vomitar água.

Cheguei no meio dessa confusão toda, quando a vi, corri pra limpa-la, peguei no colo, deitei com ela na cama, ela colocou a cabecinha entre minhas pernas, fechou os olhinhos e ficou curtindo o momento de volta da mamãe desnaturada que sai sem se despedir da filha.

Como num passe de mágica, foi me ver e parar de passar mau, ficou um tempinho in love comigo e já voltou a fazer reinações de todo tipo, e eu me sentindo um monte de esterco seco e inútil, afinal, se a tivesse levado teria evitado todo esse dramalhão mexicano a la Maria del Bairro.

A noite com mais calma fui ler sobre ansiedade de separação, e céus, como a coisa é séria.

Do primeiro ao segundo ano de idade os maiores medos de uma criança são a separação dos pais, estranhos, barulhos intensos, animais e escuro, sendo que a separação dos pais é o maior medo de uma criança nessa fase.

Eu devo enfatizar que sempre voltarei pra ela, não importa o que aconteça, sempre sempre voltarei, isso tem que ficar bem claro na cabecinha dela, eu sempre voltarei não importa o que aconteça, mas entre enfatizar e ela entender tem um espaço de tempo né ...

Nada nessa vida é pior que ver o filho da gente sofrer, seja por uma vacina, seja por um tombo, seja por uma frustração ... mas ver ele sofrer pq sentiu sua falta, ahhhhhhh isso não tem o que supere, é angustiante e como mãe já nem é um ser que sente culpa, só faz aumentar o sentimento de que poderia ser melhor!

E agora com essa novidade, minha preocupação não é apenas deixa-la segura sempre, minha preocupação explodiu e se multiplicou num monte de coisas né, como faz quando eu tiver que internar pra ter o Marshmallow? Como faz quando o bebê nascer?

Juro, continuo levando certas questões com a barriga pra não sofrer de véspera, a verdade é que o segundo filho traz uma tranquilidade incrível, mas a gente acaba se preocupando em dose dupla com o primogênito, mas faz parte, né?

Enquanto isso eu vou amassando e brincando muito com ela, dando toda atenção que posso, fazendo todos os passeios que não fizemos ainda, enfim, curtindo ela de maneira especial antes do Marshmallow chegar, pq sei que depois da chegada dele, nada será como antes, e eu quero que na vidinha dela, tu-do seja inesquecível como já tem sido!

Aiiiiiii como eu falo!

Vou ficando por aqui ... beijos!




2 de fevereiro de 2013

A roedora de unhas...


A digníssima dona Mimi me apareceu com mais uma novidade: roer unhas!
Pausa
- Minha filha, de nem 2 anos de idade, pessoinha que num tem nem um metro de altura, que só sabe contar até cinco, roendo unhas, como isso? - 
Despausa
Ela, que nunca foi de chupar dedo, chupeta ou ficar mordendo bico de mamadeira começou a roer unhas de uns dias pra cá.

Me pergunto como ela adquiriu esse hábito horroroso se exemplo ela não tem ...

A princípio eu pensei que ela só estivesse colocando os dedinhos na boca, mas dia desses, niqui eu fui cortar as unhas dela depois do banho, vi que a pelinha da unha estava machucada e que ela reclamava, e as unhas roidinhas da Silva.

Ela enfia o dedo na boca, morde a unha e puxa. Sério, ela nem serrilha com os dentes, ela puxa, e o medo de que a unha saía toda na boca? #aloka Fica tudo picotado, uma tristeza!

Eu sempre corto, lixo e pinto de corzinhas diferentes pra que ela não roa, falando que sempre estão bonitas, e ela gosta, pq fica mostrando pra todo mundo quando pintamos de uma cor nova ... mas nem isso tem funcionado, basta a unha crescer de um dia pro outro que lá está ela com o dedo na boca!

Daí eu pergunto #comofaz, pq eu não sei ainda, não faço a mínima ideia, dizer que tá feio não adianta mais, e passar os dedinhos na pimenta tá fora de cogitação, né?

E quer saber o que é pior de tudo? Ela quer roer as minhas unhas, fica doidinha de ver que estão grandinhas e bem cuidadas, quer ficar com meus dedos na boca e mordendo minha unha!

Ai, essa vida de mãe viu ...

Beijos e bom domingo pra vocês!




30 de janeiro de 2013

O tal terrible two


Daí que em toda história da maternidade eu devo ser a mãe que mais paga língua no planeta, sério, nunca cuspi tanto pra cima e caiu na minha cara como na maternidade, haha.

Uma das coisas que eu achava que era desculpa de mãe cansada era o terrible two, pq né, dois anos, cuidar exclusivamente do filho, da casa, do marido, do cachorro, do papagaio e tudo mais que acompanha a loucura de uma casa, cansa, cansa mesmo, então, pra mim o terrible two era acúmulo de funções, a pobre da mulher se sobrecarregava tanto que uma hora pifava e colocava a culpa no filho. Mordi minha língua.

Confesso que a Yasmin nunca foi das crianças mais fáceis, e olha que eu tenho paciência de Jó com a menina, desde recém nascida não era aquela menininha dócil, uma florzinha sensível que poderia se desmanchar ao toque, nada disso, sempre foi imediatista, braba, as coisas sempre tiveram que ser no tempo dela e quando ela queria, se não gosta daquilo ela reclama, enfim ... nunca foi e nunca será o anjo de candura que muita mãe tem em casa (ou diz que tem, né?), mas da criança que ela era pra criança que está se tornando deu um pulo sem tamanho.

Ela continua a mesma garotinha amável que sempre foi, isso não muda (uuuufa, pelo menos isso), nos dá beijinhos inesperados durante o dia, faz carinhos na gente, fica ao lado, dá tchauzinho, faz carinho da Marie, continua vaidosinha ... mas em algum momento do dia, um diabinho vermelhinho com o rabinho bem comprido e pontudinho, de tridente na mão pula no ombro dela e transforma minha pequena em uma tirana, e olha, coitado do anjinho que fica no ombro oposto, pq esse diabinho ...

Ela vai a extremos em segundos, fica desafiadora, não pode ouvir a palavra não que arma um berreiro que é como se estivessem arrancando uma perna dela, finge que não nos ouve, tenta pular do berço (e já conseguiu duas vezes, dando de cocuruto no chão) tira tu-do do lugar ao mesmo tempo, quer fazer tudo junto, não posso tirar nada das mãos dela que corro o sério risco de ficar surda...

Tem sido isso o dia todo nas últimas semanas, os vizinhos devem pensar que eu sou frouxa, pq é o dia inteiro falando "filha, pelamordedeus não faz isso", "Yasmin, volta aqui com isso!", "menina, você pode ficar pelo menos dois minutos sem tentar se matar e me matar do coração"," Yasmin, quantas vezes eu terei que repetir que isso não pode e é feio?", "filha, que ideia de jerico é essa, você tá doida?", e por aí vai, meu repertório é esse o dia todo, no fim do dia estou destruída, a única coisa que quero é um banho quentinho, colocar o pijama e ir pra cama.

Sim, eu falo quinhentas vezes a mesma coisa, criança aprende por repetição, a gente tem que martelar um bilhão de vezes a mesma coisa pra que ela entenda que não pode, ou que é errado, e céus, cansa!
Ela testa meus limites - e os dela - afinal, só vai saber até onde pode ir se arriscar, e ela arrisca, sem medo nenhum, e em alguns momentos do dia eu acho que vou pirar.

Pausa de 30 minutos no post.
- Enquanto eu escrevia as linhas acima, Yasmin estava no banheiro passando shampoo pelo corpo e banheiro todo. 
A minha sorte é que o sono dela continua imbatível, a baixinha é boa de cama como eu, pode demorar pra dormir, mas quando dorme sei que é pra noite toda e que pelo menos oito horas de sono tranquilas eu terei.

Nos momentos em que estou realmente master cansada, e isso é lá pelas 7 da noite - eu coloco ela pra brincar no balanço, se o Pablo está em casa eu vou fazer alguma coisa diferente, e ele dá uma revezada comigo, até pq com ele ela não faz nada disso, o máximo do máximo é uma birrinha que termina antes de começar só pelo jeito que ele olha pra ela.

Sim, o terrible two existe, não sei se toda criança o vive com essa intensidade, e eu entendo, é um mundo tão grande, tão novo, tão cheio de cores e coisas novas, que é impossível se comportar como uma vaquinha de presépio, quietinha pra sempre, e embora ele exista por outro lado é uma das fases mais incríveis que eu já vivi com ela.

Todo dia é uma coisa nova que ela aprende, uma palavra, a formulação de uma frase, um carinho diferente, ver todo esse aprendizado e estar presente, não tem preço, ser mãe é padecer no paraíso mesmo, pq tudo compensa, o filho pode fazer arte o dia todo, mas vê-lo dormindo, saudável, satisfeito e feliz é a coisa que mais conforta o coração de uma mãe.

E o bom é que tudo passa, sei que já já vem um fase nova, e que pode ser até mais punk que essa, então deixa a baixinha viver o terrible two, pq né, vai que o terrible three exista e seja pior né, hauhauaha

Beijos