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26 de março de 2012

A promessa - Richard Paul Evans


Título nacional: A promessa
Título original: Promise me
Autor: Richard Paul Evans
Editora:
Lua de papel
ISBN:
978-85-63066-69-5
Ano de lançamento:
2010
Lançamento no Brasil:
2011
Páginas:
276
Classificação:

Enquanto estiver lendo a minha história, há algo que quero que compreenda.
Apesar de todo o sofrimento – passado, presente e que ainda virá -, eu não teria feito nada diferente. Nem trocaria por nada o tempo que passei com ele – exceto pelo que, afinal, eu troquei.


Beth Cardall tem um segredo. Durante dezoito anos, ela não teve escolha senão guarda-lo para si, mas, na véspera do Natal de 2008, tudo isso está prestes a mudar.

Para Beth, 1989 foi um ano marcado pela tragédia. Sua vida estava desmoronando: sua filha de seis anos, Charlotte, sofria de uma doença misteriosa; seu casamento transformou-se de uma relação aparentemente feliz e carinhosa em algo repleto de traição e sofrimento; seu trabalho estava por um fio e ela perdera totalmente a capacidade para confiar, ter esperanças e acreditar em si mesma. Até que, um dia extremamente frio, após atravessar uma nevasca até a loja de conveniência mais próxima, Beth encontra Matthew, um homem misterioso e encantador, que mudaria de uma vez só o curso de sua vida.

Quem é esse homem e como ele parece conhecê-la tão bem? Matthew a persegue incansavelmente, mas somente após se apaixonar perdidamente é que descobre seu incrível segredo, transformando sua forma de ver o mundo, assim como seu próprio destino nessa história de tirar o fôlego sobre como o amor é capaz de mudar todas as nossas perspectivas.

Primeiramente quero falar sobre a diagramação do livro que é linda.
Ao início de cada capítulo a página fica tomada por arabescos de flores, que segundo toda minha falta de conhecimento em botânica, devem ser sakuras, mas isso é só um chute.

Agora vou a história propriamente dita.

Beth Cardall é uma mulher com seus quase trinta anos, bonita, e que aparentemente tem uma vida feliz ao lado da filha e do marido, que por ser vendedor viaja demais.

Porém, em uma das voltas do marido ela descobre por meio de um bilhetinho cretino e vulgar encontrado na roupa dele, que ele a trai há um certo tempo.
Paralelo isso, a filha Charlotte de seis anos sofre de uma doença misteriosa que médico nenhum consegue diagnosticar com certeza.

Só que como pouca desgraça é bobagem – e no caso da Beth as coisas só tendem a piorar – além do marido traí-la, ele descobre que está com câncer em fase terminal e que só tem alguns meses de vida.

Em consideração a filha, Beth fica ao lado de Marc até o último suspiro, cumprindo seu dever de esposa até o fim.

Após a morte de Marc, Beth se fecha para o amor, se fecha de um modo tão cheio de amargura que ela não consegue mais confiar em ninguém, e é isso o que retrata o livro: esperança.

Quando tudo parece perdido e sem esperanças, na véspera de Natal Beth vai a uma loja de conveniência e não imagina que dali pra frente sua história será escrita de outra maneira.

Ela conhece Matthew, um jovem inteligente, simpático, moreno, olhos claros – o típico deus grego que todas pedem pra Santo Antônio.

Matthew é um homem apaixonante, e conforme o envolvimento deles cresce, o cuidado com Beth e Charlotte se torna cada vez maior, porém, uma coisa intriga Beth, o fato dele não se deixar entregar fisicamente a relação dos dois.

Ele surgiu de modo inesperado, o amor entre eles (mesmo sem consumação carnal, se é que me entendem) existe de um modo muito intenso, e é isso que torna o livro instigante.
Quando você descobre o segredo que Matthew carrega, e conseqüentemente A promessa, entenderá o porque e Beth passar a viver a vida tão intensamente ao lado do homem que ama e da filha, e as escolhas que ela faz passam a se encaixar.

A presença dele na vida de Charlotte e Beth não muda somente a vida delas, muda toda história, muda o futuro que estava reservado a mãe e filha.

É uma história fantástica, alguns filmes já usaram esse tema base em produções, mas jamais li algo do gênero que me convencesse tanto.
A leitura se desenvolve tão bem que dá pra ler o livro em uma tarde, são 276 páginas que passam voando.

Além dos arabescos que enfeitam cada novo capítulo, temos um fragmento do diário de Beth, e o trecho abaixo, segundo a minha opinião é um dos mais sábios.

"Ódio, ressentimento e raiva são parasitas que

se alimentam do coração até que não haja nada
para nutrir o amor."

Diário de Beth Cardall - página 57

Para quem deseja um livro de amor sem aquele drama adolescente, eu recomendo sim, a história poderia ter sido melhor desenvolvida, mas não dá pra ter tudo ao mesmo tempo.

Acredito que a simplicidade com que foi escrito o tenha tornado tão prazeroso, os personagens são bem construídos mas não são enfadonhos.

É um livro de extremos, você vai do céu ao inferno em segundos, e volta ao céu novamente.

Quando li a última frase, me deu um aperto no coração, um nó apertado na garganta, confesso que embora tenha amado o livro, e por ser mãe entenda as escolhas que ela fez em favor da filha, torcia por um final diferente.

Mesmo assim recomendo, é uma leitura agradável, instigante que você não consegue parar enquanto não termina, e depois do segredo ser descoberto, ahhh, aí você gruda mais ainda os olhos nas letrinhas e quer engolir o livro.

Abaixo, o book trailer pra você se encantar mais com a história.



E vocês, quem leu, gostou?

Beijos

15 de março de 2012

Melancia - Marian Keyes



Título nacional: Melancia
Título original: Watermelon
Autor: Marian Keyes
Editora: Edições BestBolso
ISBN: 978-85-779-165-5
Ano de lançamento: 1995
Lançamento no Brasil: 2003
Páginas: 489
Classificação:


Com este romance engraçadíssimo e irreverente, a autora irlandesa Marian Keyes conquistou milhares de leitores no Brasil e no mundo. A protagonista Claire tem 29 anos, uma filha recém-nascida e um marido que acabou de confessar o seu caso de mais de seis meses com a vizinha também casada.
Claire se resume a um coração partido, um corpo inteiramente redondo, aparentando uma melancia, e muita depressão, bebedeira e choro. Mas ela decide avaliar os prós e contras de um casamento desfeito depois de três anos e quando começa a se sentir melhor, o ex-marido reaparece para convencê-la a assumir a culpa por tê-lo jogado nos braços de outra. Claire vai recebê-lo, no entando reservará uma bela surpresa para o ex.

A primeira vez que vi esse livro na livraria me encantei com a capa, embora não goste de melancias – nem do cheiro, muito menos do sabor – achei interessante, um livro onde o título era o nome de uma fruta.
Porém, quando vi o preço, quase desmaiei, e confesso que se não fosse a iniciativa da Editora Record em lançar o catálogo BestBolso, eu não teria lido, mas quem resiste a um livro com a capa tão linda por apenas vinte reais?
Ele praticamente me chamava com as duas mãos, não resisti e tive que trazer, aliás, iniciei a leitura no meio do caminho.

Como dito na sinopse, Claire acabou de dar a luz e quando acha que o marido irá paparicar ela e a filha, toma um balde de água gelada na cabeça, sem rodeio nenhum (nenhum mesmo) ele diz que está tendo um caso com uma mulher também casada que mora em seu prédio, e que eles estão indo embora juntos. Delicado assim.

Desesperada, sem saber o que fazer ao sair do hospital, ela decide ir pra casa de seus pais em Dublin – Irlanda, e com a ajuda de uma amiga, faz as malas rapidamente ao ter alta do hospital e segue para casa de seus pais.

Já em Dublin somos apresentados a sua irreverente família, a família Walsh.

Sua mãe - que não cozinha nem sob tortura e faz todos se alimentarem de comida congelada nas principais refeições.
Seu pai – que passa aspirador de pó na casa há mais de 15 anos.
Sua irmã mais nova Helen – irritantemente convencida e crédula de que o universo gira em torno de seu umbigo.
E sua outra irmã mais nova Anna – que tem um bom coração, mas que tem sérios problemas com a realidade.

Amparada pela família ela vive seu perído de luto pelo fim do casamento.

O sofrimento dela é real, ela realmente amava aquele homem, aliás, todos os personagens são muito reais, e a Marian Keyes tem uma escrita incrível, ela faz você ser parte da história, é como se você e Claire fossem melhores amigas e ela estivesse contando tudo tim tim por tim tim pra você, nos mi-ní-mos detalhes, o modo como ela conta tooooooda desgraceira que aconteceu, não chega a ser uma comédia, mas arranca boas risadas de quem está lendo.
Frases do tipo “Garota, você não para de se mexer, por acaso está com uma pulga na calcinha?”, ou “Naquele momento eu deveria ter cortado minha língua fora com uma única dentada!” quebram o gelo da seriedade do assunto.

Confesso, que no início do livro, ao vê-la sofrer daquela maneira, eu queria que ele a procurasse, aliás, eu queria era dar uns tapas da Claire e fazê-la acordar para a vida, mas conforme a história se desenvolve, e você vê a superação da personagem, você quer mais que James vá pro raio que o parta.
Claire ficou muito tempo chateada, chorando, trancada em casa, e sua vida muda a partir do momento que ela decide se levantar, tomar um banho e lavar os cabelos, e se jogar na vida, enfim, fazer a limonada com o limão que a vida lhe deu.
As coisas melhoram muito daí pra frente – tanto no livro como na vida dela – ela decide cozinhar, e na noite que faz o jantar (pq lá só comida congelada, lembra o que eu disse sobre a mãe dela lá em cima?) Helen traz um charmoso amigo para jantar, Adam, o senhor perfeição.

Aliás, não é spoiler eu dizer que eles tem um breve “romance”, né?
Ambos gostam da compania um do outro, e Adam a faz se sentir bem consigo mesma, faz com que ela se sinta bonita, inteligente, simpática, atraente, sexy...

Ao virar de cada página a história vai tomando rumos diferentes do que você poderia prever, é uma leitura muito prazerosa com um enredo nada pretencioso mas que te prende, aliás, não vou mentir, ele te prende mais do meio para o fim, explico, do meio para o fim Claire tem que tomar decisões muito sérias, pq o marido idiota dela reaparece e você fica naquela ânsia de saber qual decisão ela irá tomar.
Será que ela vai perdoar a traição do marido?
Será que ela vai voltar com ele?

O livro é clichê com um final previsível (pelo menos com a minha “experiência” de vida ou meu dom de vidência eu pude prever o final), mas é um daqueles livros gostosos pra você ler quando quer dar um pouco de risada, quando quer ler algo descontraído.



P.S.: Só dei quatro corações pq embora tenha adorado o livro e o recomende, só fui me sentir presa à ele, do meio para o final, mas recomendo mesmo assim como boa leitura.

9 de março de 2012

Séries: Once upon a time



A série é livremente inspirada nos clássicos contos de fadas, exceto que se passam nos dias de hoje, daí o nome da série. As histórias contêm a chave do mistério que envolve uma mulher e seu filho que ela deu para adoção dez anos antes em uma cidade chamada Storybrooke, Maine em New England. Essa cidade é na verdade um mundo paralelo no qual personagens de contos de fadas parecem com pessoas normais e não lembram sua verdadeira identidade ou qualquer coisa sobre a sua vida verdadeira

Acredito eu, que toda menina tenha sonhado em ser princesa um dia, que toda menina sempre ouviu atentamente os contos de fadas, e que isso tenha transformado os momentos de ouvir essas histórias em momentos mágicos, afinal de contas, é isso que os contos de fadas são, contos mágicos.
Faço essa afirmação por mim, que sempre fui apaixonada por essas histórias e que assistia sem piscar O teatro dos contos de fada, apresentados pela Shelley Duval, quem se lembra?

Pois bem, o tempo passou, as histórias continuam as mesmas, mas agora eles estão muito mais intrigantes.
Afinal de contas, e se tudo fosse verdade mesmo?
E se houvesse uma Rainha Má, uma Branca de Neve e um Príncipe Encantado?
E se a Chapeuzinho Vermelho fosse uma garota cheia de confiança e sexy?
E se a Fera só tivesse medo de amar?
E se todos os personagens estiverem em uma cidadezinha receptiva, de nome simpático?

A história propriamente dita se inicia durante o casamento de Branca de Neve e o Príncipe Encantado, onde todos os personagens de todos os contos de fada estão reunidos para celebrar a união do casal.
A Rainha Má, que outrora fora sua madrasta, chega no meio da cerimônia e lança uma maldição que acabará para sempre com todos os finais felizes de todos os personagens.

Algum tempo depois, Branca de Neve, já grávida, está preocupada com a maldição, e decide procurar Rumpelstilskin, já que ele tem poderes advinhatórios e pode dizer como será o futuro.
A resposta é pragmática, ele diz sem rodeios que a Rainnha Má irá levar todos para um lugar terrível, onde os finais felizes não existem.
Ele lhe revela também, que a bebê que ela espera, ira retornar dali a 28 anos para quebrar a maldição e trazer os finais felizes novamente, inciando assim uma batalha com a Rainha.

Procurando uma saída para tudo isso, Branca de Neve e o Príncipe decidem seguir o conselho da Fada Azul, e Gepetto e Pinochio constroem um guarda roupas, feito de madeira mágica, para que Branca de Neve e a menina possam fugir da maldição da rainha.
Coincidentemente, no dia que Branca de Neve dá a luz, a Rainha decide lançar a maldição, e o guarda roupas não está totalmente pronto, e há espaço somente para uma pessoa, o Príncipe decide então colocar apenas o bebê recém nascido ali, mas ele é gravemente ferido, e a Rainha brada sua vitória, levando todos para um lugar desconhecido.

Atualmente, Emma vive solitária sem a companhia de ninguém.
Emma trabalha como fiadora e caçadora de recompensas, e em mais um final de dia, em seu aniversário de 28 anos, ao terminar de fazer o pedido e apagar a vela, surge em sua porta um menino, que sem rodeio nenhum se identifica como o filho que ela deu para adoção há dez anos atrás quando ainda era um bebê.

Preocupada e sem querer nenhum tipo de contato com o menino, Emma decide leva-lo de volta para sua casa, em Storybrooke.
Ao longo da viagem, Henry lhe mostra um grande livro de contos de fada, e explica à ela que todas as histórias são reais, chegando a cidade, ele informa que todos na cidade são personagens do livro, que foram exilados ali pela maldição da Rainha, e que não se lembram de seu passado.
Ele afirma que o tempo ali parou, e que as pessoas são incapazes de sair da cidade, e novas pessoas não conseguem entrar.
Mas que a maldição será quebrada, pois Emma, a filha de Branca de Neve e do Príncipe Encantado está ali após os 28 anos de maldição.
Emma entrega o garoto a mãe adotiva , que é a prefeita da cidade e por coincidência do destino é também a Rainha Má.
Porém, Henry foge novamente, Emma o encontra e decide ficar temporariamente na cidade.
E os ponteiros do relógio central, outrora congelados - pois o tempo ali havia parado, voltam a se mover novamente, movidos apenas pela presença de Emma.

E assim, em cada episódio passamos a conhecer os personagens da cidade e suas vidas, mas de um modo que nunca foi mostrado antes, em Once Upon a Time temos os bastidores dos contos de fadas.

Pra quem é fã de contos de fada, realidade fantástica e seres mágico, eu super recomendo.
Quem assiste, gosta?

Beijos

6 de março de 2012

Séries: Castle


Nome: Castle
Categoria: Policial, Ação/Aventura, Suspense, Comédia
Exibição: AXN - Quarta - 22:00 (episódio inédito)


Castle é um seriado baseado em um famoso escritor de histórias de assassinatos que ajuda a polícia de N. York a solucionar crimes inspirados em seus livros. Richard Castle está sofrendo um bloqueio criativo depois de matar o principal personagem de seus livros e encontra dificuldades em criar um substituto. O escritor tem tudo: dinheiro, fama e mulheres, mas começa a repensar quando um assassino real se inspira nos seus livros. A ajuda dele à polícia de N. York faz com que ele conheça a Det. Beckett, para quem ele começa a olhar de um jeito diferente. A dinâmica entre os dois funciona com o jeito conservador e sério dela contraposto ao humor e inconsequência dele, trazendo cenas de comédia com isso.

Imagine um escritor de romance policiail bem sucedido, rico, bonito, sexy, carinhoso, engraçado, bom pai, bom filho, e que está em crise.
Imaginou?
Então, o nome dessa figura é Richard Castle, que após matar seu principal personagem policial precisa de uma nova musa inspiradora e por ter bons contatos consegue se “inflitrar” no departamento de polícia de N.Y.

Mas nem tudo são flores, e a história propriamente dita se inicia quando um de seus fãs decide dar, digamos assim, vida, à um de seus livros, cometendo um assassinato e montando a cena do crime exatamente como descrito em seu livro.
Lógico que ele virou suspeito, lógico que ele foi interrogado, e é lógico que ele não era o assassino.
Ao concluir que Castle não é o assassino em questão, ele ajuda a detetive Kate Beckett a solucinar o caso.

Como já dito acima, ele tinha bons contatos, e após ser alvo da investigação e precisando de uma nova musa inspiradora, ele conversa com o prefeito da cidade - que é um amigo - e consegue permissão para acompanhar a detetive Beckett em seus casos.
Em pouco tempo Castle e Beckett se tornam amigos, e na companhia de Tony Esposito, Tony Ryan eles saem por N.Y para solucionar os crimes cometidos na cidade.
Além de lidar com a solução de crimes, Castle tem que rebolar pra lidar com a mãe, Martha Rogers, uma aspirante a atriz chiquérrima e maluca, que o ajuda na criação da neta, Alexis, que por sua vez é o juízo em pessoa.

Pouco a pouco Castle e Kate vão se apaixonando, mas nenhum dos dois dá o braço a torcer, a conexão deles é tão sintonizada que um consegue completar o pensamento do outro, porém, sempre naquela tensãozinha sexual básica, embora nunca tenha acontecido nada entre eles.

Pra quem gosta de mistério misturado com comédia, Castle é um prato cheio, já que a seriedade e o racionalismo da dupla são exclusivos de Beckett, que pouco a pouco vai se soltando se permitindo.

As mais diversas aventuras, o mais diferentes casos de homicídio a serem solucionados, as piadinhas mais infames, e o real significado do que é amizade e companheirismo fazem de Castle uma série sensacional.


1 de março de 2012

Quando ela se foi - Harlan Coben


Título nacional: Quando ela se foi
Título original: Long Lost
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
ISBN: 978-85-8041-011-2
Ano de lançamento: 2009
Lançamento no Brasil: 2011
Páginas: 250
Classificação:

Dez anos atrás, Myron Bolitar e Terese Collins fugiram juntos para uma ilha.
Durante três semanas, eles se entregaram um ao outro sem pensar no amanhã.

Depois disso, os dois se reencontraram apenas uma vez, quando Terese ajudou Myron a salvar seu filho e então foi embora, sem deixar vestígios. Agora, no meio da madrugada, ela telefona:"Venha para Paris."

Terese pede ajuda de Myron para localizar o ex-marido, Rick Collins, que telefonara depois de anos implorando que ela o encontrasse na capital francesa.
Eles logo descobrem que Rick foi assassinado e que Terese é a principal suspeita.

Porém, algo ainda mais atordoante é revelado: perto do corpo haviam longos fios de cabelo louros e uma mancha de sangue que o exame de DNA revelou pertencer á filha do casal. Só que sua única filha morrera em um acidente de carro muitos anos antes.

Logo Myron se vê perseguido nas ruas de Paris e Londres. As agências de segurança de quatro países parecem querer as mesmas informações de que ele precisa para desvendar a morte de Rick e o destino da filha que Terese pensava ter perdido para sempre.

Em uma buca desesperada, Harlan Coben cria um mundo de armadilhas imprevisíveis em que conflitos religiosos, política internacional e pesquisar genéticas se mesclam a amizade, perdão e a chance de um novo começo.

Harlan Coben é um fenômeno dos romances policiais.
Ele tem o dom de te prender ao livro, e é impossível não terminar de lê-lo quando já foi dada largada a leitura.
Na França o autor é tido como “o mestre das noites em claro”, e com total razão, a leitura é extremamente viciante.

Nesse livro, nosso personagem principal é um caso a parte, Myron Bolitar é um ex-jogador de basquete que teria tido um futuro brilhante no esporte caso não tivesse lesionado o joelho. Tragédias a parte, Myron é uma estrela, que viu no insucesso a oportunidade de se tornar agente de atletas e posteriormente de celebridades.
Dotado de um senso de humor fora do comum, com tiradas do tipo “eu a amei e ela amassou meu coração como se fosse um copinho descartavél”, ele dá um toque de humor a história.

Porém, é impossível falar do Myron sem citar seu fiel amigo Win (que na verdade se chama Windsor Horne Lockwood III). Acredito eu, que as missões de Myron não teriam sucesso se não fosse a ajuda que ele recebe do amigo.
Win é poooodre de rico, loiro, alto, olhos claros, um esnobe de carteirinha, um típico sangue azul, mas engana-se quem pensa que Win por ser esnobe é fresco, Win é um justiceiro solitário, barra pesada mesmo, que tem o hábito de viajar e sair na calada da noite só pra dar cabo á vida daqueles que causam desordem e medo nas pessoas.
Myron é a típica pessoa boazinha, que faz o que tem que ser feito e não consegue se manter longe de encrencas, e é Win que o salva, ou seja, cruzar o caminho de seu melhor amigo é assinar o próprio atestado de óbito, pq Win mata sem dó nem piedade (mas somente se for necessário, ele não é sádico).
Win é tãooo esnobe, tão refinado que até para atender o telefone demonstra o quão superior é, falar alô é para os fracos, ao atender o telefone ele fala “Articule”, e eu morri de rir com isso, aliás, só atendo o telefone assim agora!
Win nunca foi casado, nunca se apaixonou, e é um mulherengo de carteirinha, daqueles que fazem sexo por fazer, sem envolvimento, sem sentimento nenhum. Desconfio eu que ele deva ter sofrido por alguém no passado, mas isso nunca foi mencionado.

E finalmente temos Terese, uma ex jornalista de sucesso, alta, magra, esguia, que é dona de uma postura altiva e elegante, que há oito anos teve um pequeno “relacionamento” com Myron, e que agora precisa de sua ajuda, já que como agente de celebridades ele atua como detetive, e acima disso tudo, é uma pessoa de extrema confiança de Terese – mesmo não o vendo há muitos anos.

O livro só perde a tensão quando Win faz alguma piadinha infame (toda vez que vou falar alguma coisa que tenha a palavra me, eu acabo pensando num trocadilho pq o bendito “Mee” não sai da cabeça), ou quando Myron tem alguma tirada digna de risada, ou seja, o livro é 98% do tempo tenso – como todos os livros do Harlan neh?

O livro começa falando sobre o assassinato de Rick Collins, a possibilidade da filha do casal – morta há dez anos – estar viva, afinal, na cena do crime foi encontrado sangue e fios de cabelos loiros compatíveis com o DNA de Rick e Terese, e depois a coisa envereda pro lado do terrorismo internacional, planejado através da genética e células embrionárias, de um modo que realmente te deixa com a pulga atrás da orelha, pq sim, as possibilidades do livro existem.
Mas em meio disso a essas condições extremamente adversas temos o surgimento do amor.

Não vou falar do final, mas esse te deixa com gostinho de quero mais, e ainda bem que temos outro livro do Myron na sequência.

Recomendo de olhos fechados praquelas pessoas que adoram um suspense policial, aventura policial, pra quem gosta daquele friozinho na barriga enquanto vira as páginas, porém, com uma advertência, o livro vicia, você pode perder horas preciosas do seu tempo, tudo para matar a curiosidade em saber o que acontece depois e depois e depois.

Agora, é torcer para que Harlan crie bastante continuações para Myron e Win, pq se tem uma coisa que me encanta nos livros do Harlen é a escrita fácil, leve, com personagens que chegam a ser reais de tão humanos. Quem gosta de Dan Brown vai se identificar muito com o Harlen, pq embora os temas não sejam parecidos, a leveza e clareza da escrita é muito semelhante.

26 de fevereiro de 2012

O milagre - Nicholas Sparks


Título nacional: O milagre
Título original: True believer
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Agir
ISBN: 978-85-209-2482-2
Ano de lançamento: 2005
Lançamento no Brasil: 2010
Páginas: 326
Classificação:

Vestido de preto da cabeça aos pés e com a aparência de alguém sempre pronto para ir a um velório, Jeremy Marsh reflete em seu estilo uma forte vocação para encarar a vida de forma racional. Badalado pela mídia, respeitado pela comunidade científica, aos 37 anos o jornalista assina uma coluna na prestigiosa revista Scientific American – sem, contudo, emplacar um relacionamento feliz. A saída que Jeremy encontra para exorcizar os fantasmas de um casamento desfeito é negar a existência de outros tipos de fantasmas: aqueles que arrastam correntes e aparecem sob lençóis.
Seu trabalho como freelancer já o fez viajar pelo mundo à cata de lendas urbanas como a do monstro de Loch Ness. Por isso não se surpreende ao receber a carta de Doris McClellan, uma senhora com poderes divinatórios que o convida a investigar as misteriosas luzes de Cedar Cree, um antigo cemitério de escravos que teria sido alvo de uma maldição.
Acionando seu agente e um cameraman tatuado e beberrão, Jeremey deixa Nova York e parte em direção ao sul dos Estados Unidos. Essa é terra da sofrida Lexie Darnell – alguém que, longe de ser uma mocinha ingênua do interior, se mostra vacinada contra os avanços de qualquer conquistador da cidade grande.
Mas será que um forte sentimento pode ultrapassar as fronteiras que separam a fé da descrença?


A sinopse parece um tanto confusa, mas ao virar de cada página o leitor se depara com um livro suave, simples, de leitura agradavél, um romance gostoso e que deixa aquele gostinho de quero mais.
É narrado em terceira pessoa, o que eu acho fantástico, pois mostra o ponto de vista de cada um da história, não tornando a leitura cansativa, o que pra mim, é um ponto muito positivo.

No início, o foco é Jeremy, e a impressão que ele nos passa é de um homem extremamente concentrado no trabalho, cético ao extremo, e duro demais consigo mesmo em relação aos própios sentimentos. A típica pessoa que não se permite.
Masssss ao chegar em Boone Creek, uma cidade sulista, de costumes rústicos, com uma população extremamente receptiva, ele se despe da carcaça de homem incrédulo e concentrado no trabalho, para se mostrar como um homem sensível, que é apenas carente, e que apesar de não acreditar no sobrenatural, acredita no amor.

Lexie por sua vez, é uma bibliotecária jovem, bonita, decidida, forte, mas descrente no amor e crente em milagres e coisas que a ciência não é capaz de explicar. Porém, mesmo acreditando em milagres ela não consegue ouvir a voz do próprio coração, o que a torna uma mulher extremamente racional, sufocando os próprios sentimentos.

E é essa constradição entre os personagens que torna a história de amor dos dois interessante e gostosa em ser descoberta página por página.

O livro todo trata sobre a quebra de barreiras dos personagens, que as trancedem e pouco a pouco se deixam viver e sentir, que vão se despindo de seus fantasmas.
O livro é riquíssimo em detalhes, e isso dá mais veracidade a história, você realmente se sente em uma cidade do interior cercada de pessoas de bom coração.

Resumindo, a história trata da descoberta do amor, aliás, como se fosse o primeiro amor, e somente isso, o mistério do cemitério é secundário e a explicação é quase boba de tão óbvia.

Isso não é uma crítica negativa, pq ao terminar o livro eu fiquei triste, me apego mesmo a história, mas é algo singular por ser um livro do Nicholas Sparks, um autor que tem o dom de te deixar com os olhos inchados de tanto chorar ao fim de um livro.

Pra quem gosta de romance eu recomendo, e pra quem não conhece o Nicholas Sparks eu recomendo duplamente, ele é sinõnimo de qualidade literária.

Enfim, é lindo!

Curiosidades:

- O livro foi lançado com capas distintas, porém, a capa da editora Prestígio, remete á uma das cenas mais bonitas do livro.

- A capa da editora Agir retrata uma mulher loira, enquanto Lexie tem cabelos escuros.


- Existe a continuação do livro, chama-se À primeira vista, e retrata a adaptação de Lexie e Jeremy ao dia dia e ao bebê que está quase chegando.