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15 de março de 2012

Melancia - Marian Keyes



Título nacional: Melancia
Título original: Watermelon
Autor: Marian Keyes
Editora: Edições BestBolso
ISBN: 978-85-779-165-5
Ano de lançamento: 1995
Lançamento no Brasil: 2003
Páginas: 489
Classificação:


Com este romance engraçadíssimo e irreverente, a autora irlandesa Marian Keyes conquistou milhares de leitores no Brasil e no mundo. A protagonista Claire tem 29 anos, uma filha recém-nascida e um marido que acabou de confessar o seu caso de mais de seis meses com a vizinha também casada.
Claire se resume a um coração partido, um corpo inteiramente redondo, aparentando uma melancia, e muita depressão, bebedeira e choro. Mas ela decide avaliar os prós e contras de um casamento desfeito depois de três anos e quando começa a se sentir melhor, o ex-marido reaparece para convencê-la a assumir a culpa por tê-lo jogado nos braços de outra. Claire vai recebê-lo, no entando reservará uma bela surpresa para o ex.

A primeira vez que vi esse livro na livraria me encantei com a capa, embora não goste de melancias – nem do cheiro, muito menos do sabor – achei interessante, um livro onde o título era o nome de uma fruta.
Porém, quando vi o preço, quase desmaiei, e confesso que se não fosse a iniciativa da Editora Record em lançar o catálogo BestBolso, eu não teria lido, mas quem resiste a um livro com a capa tão linda por apenas vinte reais?
Ele praticamente me chamava com as duas mãos, não resisti e tive que trazer, aliás, iniciei a leitura no meio do caminho.

Como dito na sinopse, Claire acabou de dar a luz e quando acha que o marido irá paparicar ela e a filha, toma um balde de água gelada na cabeça, sem rodeio nenhum (nenhum mesmo) ele diz que está tendo um caso com uma mulher também casada que mora em seu prédio, e que eles estão indo embora juntos. Delicado assim.

Desesperada, sem saber o que fazer ao sair do hospital, ela decide ir pra casa de seus pais em Dublin – Irlanda, e com a ajuda de uma amiga, faz as malas rapidamente ao ter alta do hospital e segue para casa de seus pais.

Já em Dublin somos apresentados a sua irreverente família, a família Walsh.

Sua mãe - que não cozinha nem sob tortura e faz todos se alimentarem de comida congelada nas principais refeições.
Seu pai – que passa aspirador de pó na casa há mais de 15 anos.
Sua irmã mais nova Helen – irritantemente convencida e crédula de que o universo gira em torno de seu umbigo.
E sua outra irmã mais nova Anna – que tem um bom coração, mas que tem sérios problemas com a realidade.

Amparada pela família ela vive seu perído de luto pelo fim do casamento.

O sofrimento dela é real, ela realmente amava aquele homem, aliás, todos os personagens são muito reais, e a Marian Keyes tem uma escrita incrível, ela faz você ser parte da história, é como se você e Claire fossem melhores amigas e ela estivesse contando tudo tim tim por tim tim pra você, nos mi-ní-mos detalhes, o modo como ela conta tooooooda desgraceira que aconteceu, não chega a ser uma comédia, mas arranca boas risadas de quem está lendo.
Frases do tipo “Garota, você não para de se mexer, por acaso está com uma pulga na calcinha?”, ou “Naquele momento eu deveria ter cortado minha língua fora com uma única dentada!” quebram o gelo da seriedade do assunto.

Confesso, que no início do livro, ao vê-la sofrer daquela maneira, eu queria que ele a procurasse, aliás, eu queria era dar uns tapas da Claire e fazê-la acordar para a vida, mas conforme a história se desenvolve, e você vê a superação da personagem, você quer mais que James vá pro raio que o parta.
Claire ficou muito tempo chateada, chorando, trancada em casa, e sua vida muda a partir do momento que ela decide se levantar, tomar um banho e lavar os cabelos, e se jogar na vida, enfim, fazer a limonada com o limão que a vida lhe deu.
As coisas melhoram muito daí pra frente – tanto no livro como na vida dela – ela decide cozinhar, e na noite que faz o jantar (pq lá só comida congelada, lembra o que eu disse sobre a mãe dela lá em cima?) Helen traz um charmoso amigo para jantar, Adam, o senhor perfeição.

Aliás, não é spoiler eu dizer que eles tem um breve “romance”, né?
Ambos gostam da compania um do outro, e Adam a faz se sentir bem consigo mesma, faz com que ela se sinta bonita, inteligente, simpática, atraente, sexy...

Ao virar de cada página a história vai tomando rumos diferentes do que você poderia prever, é uma leitura muito prazerosa com um enredo nada pretencioso mas que te prende, aliás, não vou mentir, ele te prende mais do meio para o fim, explico, do meio para o fim Claire tem que tomar decisões muito sérias, pq o marido idiota dela reaparece e você fica naquela ânsia de saber qual decisão ela irá tomar.
Será que ela vai perdoar a traição do marido?
Será que ela vai voltar com ele?

O livro é clichê com um final previsível (pelo menos com a minha “experiência” de vida ou meu dom de vidência eu pude prever o final), mas é um daqueles livros gostosos pra você ler quando quer dar um pouco de risada, quando quer ler algo descontraído.



P.S.: Só dei quatro corações pq embora tenha adorado o livro e o recomende, só fui me sentir presa à ele, do meio para o final, mas recomendo mesmo assim como boa leitura.

6 de março de 2012

Séries: Castle


Nome: Castle
Categoria: Policial, Ação/Aventura, Suspense, Comédia
Exibição: AXN - Quarta - 22:00 (episódio inédito)


Castle é um seriado baseado em um famoso escritor de histórias de assassinatos que ajuda a polícia de N. York a solucionar crimes inspirados em seus livros. Richard Castle está sofrendo um bloqueio criativo depois de matar o principal personagem de seus livros e encontra dificuldades em criar um substituto. O escritor tem tudo: dinheiro, fama e mulheres, mas começa a repensar quando um assassino real se inspira nos seus livros. A ajuda dele à polícia de N. York faz com que ele conheça a Det. Beckett, para quem ele começa a olhar de um jeito diferente. A dinâmica entre os dois funciona com o jeito conservador e sério dela contraposto ao humor e inconsequência dele, trazendo cenas de comédia com isso.

Imagine um escritor de romance policiail bem sucedido, rico, bonito, sexy, carinhoso, engraçado, bom pai, bom filho, e que está em crise.
Imaginou?
Então, o nome dessa figura é Richard Castle, que após matar seu principal personagem policial precisa de uma nova musa inspiradora e por ter bons contatos consegue se “inflitrar” no departamento de polícia de N.Y.

Mas nem tudo são flores, e a história propriamente dita se inicia quando um de seus fãs decide dar, digamos assim, vida, à um de seus livros, cometendo um assassinato e montando a cena do crime exatamente como descrito em seu livro.
Lógico que ele virou suspeito, lógico que ele foi interrogado, e é lógico que ele não era o assassino.
Ao concluir que Castle não é o assassino em questão, ele ajuda a detetive Kate Beckett a solucinar o caso.

Como já dito acima, ele tinha bons contatos, e após ser alvo da investigação e precisando de uma nova musa inspiradora, ele conversa com o prefeito da cidade - que é um amigo - e consegue permissão para acompanhar a detetive Beckett em seus casos.
Em pouco tempo Castle e Beckett se tornam amigos, e na companhia de Tony Esposito, Tony Ryan eles saem por N.Y para solucionar os crimes cometidos na cidade.
Além de lidar com a solução de crimes, Castle tem que rebolar pra lidar com a mãe, Martha Rogers, uma aspirante a atriz chiquérrima e maluca, que o ajuda na criação da neta, Alexis, que por sua vez é o juízo em pessoa.

Pouco a pouco Castle e Kate vão se apaixonando, mas nenhum dos dois dá o braço a torcer, a conexão deles é tão sintonizada que um consegue completar o pensamento do outro, porém, sempre naquela tensãozinha sexual básica, embora nunca tenha acontecido nada entre eles.

Pra quem gosta de mistério misturado com comédia, Castle é um prato cheio, já que a seriedade e o racionalismo da dupla são exclusivos de Beckett, que pouco a pouco vai se soltando se permitindo.

As mais diversas aventuras, o mais diferentes casos de homicídio a serem solucionados, as piadinhas mais infames, e o real significado do que é amizade e companheirismo fazem de Castle uma série sensacional.