
Daí que quando me descobri grávida tratei de ler tudo que pudesse, quis absorver em nove meses todo conhecimento do mundo pra ser a mãe perfeita pra Yasmin, li, li, li e cansei de ler, dormia entre livros nessa busca maluca da perfeição –
que eu afirmo veementemente ser inimiga do que é possível e viável, e muitas vezes inimiga de nós mesmas.Não tô aqui pra dizer o lado negro de ser mãe –
que existe sim, mas ao meu ver é tudo questão deponto de vista, a tal história do copo meio cheio e meio vazioUma coisa que é notória é a disputa eterna sobre quem é mais mãe ou menos mãe, uma se acha melhor porque deu a luz naturalmente, outras se acham melhores porque amamentam o filho até os 20 anos
#momentoexagero, pra mim, a verdade é que esses motivos são irrelevantes pra você julgar uma mulher como boa mãe ou não, a maternidade é algo tão grande que perto dela essas picuinhas se tornam ridículas e irrelevantes.
Digo isso porque amo minha filha, ela foi amada e querida desde o início, tive a Yasmin de cesariana eletiva como já relatei
aqui e
aqui, não fiz um post a respeito disso ainda, mas minha filha mama exclusivamente LA agora, e não sou uma mãe ruim.
Ser mãe, amar seu filho vai além disso, é amar tanto a criaturinha que foi desejada, que ao vê-lo com cólicas ou dificuldade pra soltar um peido ou fazer côco, chorar com ele de desespero em vê-lo sofrer.
É levantar de meia em meia hora de madrugada e ver se ele está respirando, se está quentinho e coberto, enfim, se está bem.
É correr pro hospital se notar algo errado, e não apenas achar que é normal porque aconteceu com o filho de fulano e hoje ele está bem –
prefiro pecar pelo excesso do que pela falta, sempre!É estar caindo de sono por não dormir direito há dias (a
liás, existe mãe que consegue dormir profundamente depois que a cria tá pra fora da barriga?) e mesmo assim quando o bebê está nervoso às 4 da manhã por qualquer motivo que seja, você pega-lo no colo, nina-lo, dar amor, carinho, cantar, esperar o momento dele dormir
(mesmo que já desesperada) e aí dormir.
Ser mãe de verdade, ser uma boa mãe, segundo meu humilde ponto de vista é mudar de opinião visando sempre o que é melhor pro seu filho, e não insistir em uma ideologia que te deixa feliz mas o faz sofrer.
A verdade é que cansei desses lenga-lenga que os outros falam “
você não pode dar colo demais, não pode beijar demais, não pode isso, não pode aquilo... porque em tal revista foi comprovado que ...”. Acho que cada mãe pouco a pouco se adéqua ao temperamento do filho, aos recursos que tem disponível, e querendo ou não, cada uma acha sua maneira de criar, e quem sou eu pra criticar o modo como alguém cria o filho, afinal de contas, ir lá cuidar do filho da fulana eu não vou, portanto que feche minha boca e pense dez vezes antes de falar uma asneira ou até mesmo magoar alguém.
Eu sempre disse que a Yasmin não usaria chupeta, que eu não daria colo em excesso, que não beijaria demais, ledo engano, mordi a língua com tudo isso.
Ela fica super calma com a chupeta que é tida como vilã por muitos “
ahhh mas se você amamentasse em livre demanda ela teria a necessidade de sucção suprida, e não correria o risco de ter problemas na formação dos dentes e de fala...”, quer saber a real mesmo?
Por diversos motivos ela não pegou o peito e eu não tive essa paciência de santa que muitas tem pra amamentar, ao vê-la chorar desesperadamente depois de quarenta minutos de mamada eu achei mais fácil dar o complemento, que por sinal é uma lata de 800g semanalmente, e se ela tiver problemas nos dentes ou de fala, existem dentistas colocando aparelho e fonoaudiólogos que estudaram anos aí pra que?
Se estragar eu e o pai dela arrumamos depois.
Colo em excesso?
Yasmin tem colo a hora que quer, mesmo que eu tenha que acordar no meio da noite pra isso, e tem colo de quem quiser a todo momento, do vovô, da vovó, da tia, da bisa, do papagaio e do periquito.
Se ela se sente segura e feliz no colo porque raios eu vou negar isso pra ela que mau entende como veio parar nesse mundo?
Parafraseando a
Lu, não coloquei filho no mundo pra miguelar amor ou colo.
Ela vai ter colo sim, sempre que quiser e que se dane o que os pediatras e estudiosos dizem.
Beijos?
A todo momento, eu beijo, os avôs beijam, Pablo beija –
e aqui fica uma deixa, Pablo faz a barba todo santo dia, deixa o rosto lisinho como bunda de bebê só pra poder ficar beijando, sentindo o cheirinho dela, e ela, a ela adooora!Por causa de estudo eu vou proibir o pai dela de beijá-la, de mostrar à ela o amor que sente?
Nunca, capaz de ser mandada direto pro inferno e com carta de referencia em maldade.
Ninguém morre de beijo, portanto, sempre haverão beijinhos pra ela sim!
A filha é minha e eu vou cria-la como acho certo, pretendo passar à ela a mesma educação que recebi e que me orgulho muito, pra alguns pode ser errado, mas o que me importa não é o que os outros pensam, se ela será chatinha e mimada isso é um problema meu e do pai dela, o que me importa realmente é ver minha filha feliz.
Estragamos a menina agora?
Consertamos depois –
embora eu acredite piamente que amor em excesso não estraga ninguém, o que estraga é a falta de limites – se não consertar, a filha é minha então o problema é meu ué!
Muitas vezes o que é bom pra uma família aqui não funciona, e é isso que as pessoas tem que entender, o real nem sempre é o ideal, tem que haver equilíbrio entre tudo, e é esse equilíbrio que torna uma mulher boa mãe ou não.
Agora, deixa eu ir ali babar mais um pouco na minha cria que tá fazendo barulhinhos de quem só vai ficar quietinha com muito colinho e musiquinhas cantadas ao pé do ouvido!
Beijos
Juu