
Daí que certa vez eu disse que se optasse por uma cesárea eletiva diria a vocês os motivos que me levaram a isso, e acho que chegou a hora!
Estou tendo uma gestação super tranqüila, fiz o pré natal direitinho, vou em todas as consultas, fiz todos os exames necessários, li sobre todos os tipos de parto e de curiosa que sou até vídeos aterrorizantes
(aterrorizantes mesmo) no youtube eu vi.
Li sobre as vertentes de parto natural e cesárea, fiquei encantada com os dois, e adoraria que minha filha nascesse naturalmente sem nenhuma “
intervenção” cirúrgica, mas jamais me ôpus a entrar na faca, sempre vivi o lema “
o que tiver que ser será!”, até pq não tenho pra onde correr!
Fato é, minha hora tá chegando!
Na minha cabeça eu tinha todo um plano infalível arquitetado, acompanhe:
Queria/quero entrar em trabalho de parto sim, pra sentir como é, pra ver se agüento o tranco, se achar a dor suportável porque não?Agora, se eu não agüentar, 'bôra' pro centro cirúrgico e que passem a faca 'nimim'!
Perfeito né?Mas acontece que tem um porém nisso tudo, e é aí que meu calo aperta bonito!
Eu sou totalmente intolerante a dor, totalmente controladora do tempo, boca aberta de tudo, chata, me abato super fácil e sou traumatizada.
Explico (
a parte do traumatizada):
Em 2009 passei por um aborto retido, depois de muita confusão, medicação e uma novela de coisas, fiquei em torno de treze horas sentindo contrações fortíssimas, tremendo de dor, vomitando o que não tinha pra ser vomitado, desesperada pra que aquilo acabasse e não acabava.
Quando chamei a enfermeira pela
zilhonésima vez e ela viu que além de passando mal, eu estava com a pressão baixíssima e os lábios roxos de dor (
eu siparecia com um zumbi; boca roxa, pele branca, zóio arregalado, descabelada...) ela chamou a médica e eu fui medicada pra que não sentisse mais dor, e no dia seguinte passei por uma curetagem (
e depois foi necessária outra, mas isso é outra história).
Eram contrações fortíssimas, lóoogeco que ali juntou a dor da perda, a dor física, o fato da bonita aqui estar fazendo força sozinha e mais uma infinidade de coisas, pra transformar os dias que fiquei internada no pesadelo que eu vivi acordada, porém, a impressão que eu tenho da dor do parto natural é a que eu vivi nessa experiência, e chamem como quiser, frescura, chatice, enfim, mas eu vi que sou intolerante a dor sim, não morri de dor, mas não gosto nem de lembrar!
Eu também não deveria pensar nesse momento que passou já que um tão feliz se aproxima, a Yasmin virá linda, saudável, toda fofa e cheia de vida pros meus braços (
e se tudo der certo, cabeluda!) e qualquer dor será mínima perto da felicidade de ter minha bonequinha em meus braços, do lado de cá, eu sei disso tudo, mas pra quem viveu a experiência que eu vivi (
tô falando da dor), é praticamente impossível não ficar coma pulga atrás da orelha quando se está pra parir de novo!
Mas, mesmo com toda essa explicação de cima, meu plano infalível continua, se eu entrar em trabalho de parto vejo qual é a da dor, e se der pra levar adiante e não for a mesma dor que senti, vamô que vamô!
Antes de continuar quero dizer que sim, eu sou a favor do parto natural, com todo tipo de humanização possível, e sim, eu sou super a favor da cesárea, na verdade eu sou a favor da mãe que busca informação ao longo da gravidez, acho que se há a possibilidade dela escolher o meio pelo qual o filho virá ao mundo que ela escolha oras, e ninguém tem que criticar afinal ninguém vai parir no lugar dela, ela tem que se sentir confortável com a própria escolha, já que esse é um momento super particular de cada uma e ninguém tem que julgar ninguém.Voltando...
Por outro lado temos a cesárea como opção, e embora eu morra de medo de cirurgia
(irônico né?), morra de medo de injeção (
é um custo fazer exame de sangue), e morra de medo que esqueçam alguma coisa dentro de mim, eu levo em consideração a cesárea sim!
Primeiro, porque eu gosto de ter tudo sob controle, gosto sim da idéia de minha filha ter hora marcada pra nascer, com a médica que me acompanhou a gestação toda, me sentindo segura e todas essas peculiaridades.
Segundo –
e o que me faz pensar mesmo em optar por ela – a presença do meu marido e da minha família comigo!
Eu não fiz a Yasmin sozinha, e assim como eu, meu marido e toda minha família estão ansiosos a espera da Yasmin
(Pablo queria ela pra ontem aqui conosco).
Com uma cesárea programada, com data, hora, local e tudo mais, eu tenho a certeza que meu marido estará presente ao meu lado.
Isso não é uma exigência minha, desde o início da gravidez ele sempre disse que quer participar do parto, ele tem vontade de estar lá comigo e com a nossa bebê quando ela nascer, e a cesárea eletiva nos dará a oportunidade de ter tudo saindo conforme o planejado!
Eu não trabalho, mas ele, meus pais e minha irmã trabalham, eu não quero entrar em tp e estar sozinha em casa, sem poder ligar pra ninguém e ter que pedir socorro por vizinho me levar pra maternidade e ter minha filha sozinha. Lembrando que o trabalho de parto pode ser demorado como pode ser rápido, e o que me garante que o meu não pode ser rápido e eu estar sem ninguém lá comigo ?
Pablo tem responsabilidades e não pode sair correndo no meio do expediente pra vir me acudir ao menor sinal de dor (
embora eu saiba que se ligar pra ele falando que tô espirrando ele chuta o balde e vem sim!), é triste mas é fato, portanto, se eu tenho a possibilidade de escolher como será, pq não ?
E é pensando em tudo isso que eu levei a cesárea em conta.
Sei que tem a dor do pós operatório, que é uma cirurgia, que tem uma novela de coisas e um rosário contra a tal da cesárea, mas estou consciente de tudo isso, e levando tudo isso em conta tomei minha decisão.
Completo quarenta semanas dia 23/02, se a Yasmin não nascer até 23/02, dia 24/02 ela virá ao mundo por meio de uma cesárea
totalmente eletiva às 19:00 que é o horário que minha médica poderá fazer nosso parto!
Com quarenta semanas ela estará prontinha pra vir, e mesmo com a diferença de nove dias da ultra ela não sairá prejudicada de modo nenhum (
longe de mim prejudicar minha filha).
Dia 24/02 meu marido estará presente conosco no horário marcado, meus pais e minha irmã também, poderei programar as visitas, avisar quem eu quero que vá lá nos ver, fazer a unha, cabelo, sobrancelha e tudo que eu tenho direito (
pq eu sou vaidosa sim, e quero sair gatíssima nas fotos!) enfim, eu terei tudo sob controle como sempre gostei!
Se antes disso entrar em tp, sozinha ou não, vou pro hospital e vejo como é, mas não vou extrapolar dia 24/02.
E é essa minha decisão final sobre o parto da Yasmin.
Sei que existem aqui meninas que defendem o parto natural e meninas que são totalmente cesaristas, eu continuo em cima do muro e esperando apenas que tudo pra mim se resolva da melhor maneira possível.
Enquanto isso, aguardo contrações ou qualquer sinal que possa me levar pro hospital, ou mesmo sem dor, dia 24 vou feliz da vida, num encontro marcado conhecer o grande amor da minha vida!
Super beijo a todasBom fim de semanaJuu
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