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13 de dezembro de 2011

Bodas de couro


Pra quem acha que é só filho que cresce rápido, ledo engano, a gente casa, e parece que a pessoa faz parte da nossa vida desde sempre.
De verdade, parece que Pablo e eu fomos amigos de infância, que sempre estivemos juntos, compartilhando alegrias e lágrimas, momentos de todo tipo, mas principalmente sorrisos.
Se pudesse voltar no tempo e fazer escolhas, faria a mesma escolha que fiz quando decidi me casar com o homem que considero o que é meu número, perfeito pra mim, que completa meus dias.
Acordar ao lado dele me dá a certeza que se sou uma mulher feliz, realizada, sorridente, amada e respeitada, e sei que esses primeiros três anos são os primeiros de muitos que virão.
E se eu puder fazer um desejo só para todas as pessoas não é paz mundial, fim das guerras nem nada disso, meu desejo é que todos encontrem um amor como eu encontrei.
Um amor que me completa, me realiza, me renova, me faz feliz, que todos encontrem um amor que faz bem assim, pq só o amor muda as coisas, só ele é capaz de mover montanhas, só ele é capaz de tudo.

Pablo, obrigada por esse terceiro ano de casório, obrigada por me amar, completar e preencher.
Te amo hoje, te amo amanhã e te amo pra sempre!

Não sei se a vida é maior que a morte, ou se a morte é maior que a vida.
Mas sei que o amor que sinto por você é maior que os dois!”

24 de janeiro de 2011

Nossa história de amor - parte final (ufa!)


Capítulo 7 – Férias e uma grande surpresa

Daí que meu pai gostou do Pablo e o Pablo gostou do meu pai.
As viagens continuaram as mesmas, ia sempre pra Petrópolis, agora meu pai olhava menos torto quando eu dizia que ia.
E assim fomos até agosto, que seriam as férias do Pablo e ele as passaria aqui em São José comigo.
Nosso plano inicial era simples, ele ficaria em um hotel, afinal não sabia se meus pais deixariam meu namorado acampar em casa por um mês.
Fizemos a cotação de preço nos hotéis aqui em São José e como era de se esperar um mês de hospedagem não sairia barato, a brincadeira passou a casa dos três mil reais, e aí, como pra todo mortal trabalhador, ficaria inviável, até que Pablo teve a idéia de falar com a minha mãe se poderia ficar aqui, explicando o porque de não se hospedar em um hotel.
Meus pais autorizaram, ele poderia ficar em casa o período todo das férias.
O bom disso é que meu pai e ele aprenderiam a conviver um com o outro e os homens da minha vida teriam uma super chance de se tornarem amigos.
Pablo veio e ficou conosco as férias todas, meus pais e ele se deram perfeitamente bem, meu pai e ele principalmente, conversavam como se fossem amigos de longa data.
Essa vida de ida e vinda estava nos comendo por uma perna, a brincadeira estava saindo cara demais e Pablo disse que se conseguisse um emprego por aqui sairia de onde estava e viria pra cá pra ficar comigo (ooowwwwn que fofo!), e dois dias antes de ir embora meu pai disse ao Pablo que se ele tomasse essa decisão poderia morar aqui conosco até as coisas se encaixarem no lugar.
Tá, essa do meu pai quase me matou do coração, nem eu acreditei no que meus ouvidos estavam ouvindo.



Capítulo 8 – Pedido de demissão

As férias acabaram, e com o fim delas, Pablo teria que ir embora.
Novamente aquela mesma tristeza, e antes dele ir eu já chorava, fui com ele até Petrópolis fiquei alguns dias lá e voltei sozinha, fazer o que né ?

Porém, alguns dias depois Pablo simplesmente me comunicou que havia feito um acordo pra sair da empresa, e só estava cumprindo o aviso, sim ele viria pra cá o quanto antes.
Avisei meus pais que ele tinha feito isso, e que quando o aviso terminasse ele viria pra cá.
E assim foi, em um certo dia de outubro (que eu não me lembro o dia exato) ele veio pra cá.
Tudo que ele tinha estava dentro do carro.
Não era muita coisa, mas Pablo deixou uma vida pra trás por mim.
Deixou a família (pai, mãe e dois irmãos), emprego estável, amigos e tudo mais pra vir pra cá ficar comigo!

Tem como não amar com todo o coração uma pessoa que mostra que te ama dessa maneira, trocando toda a vida pra ficar apenas com você, em uma cidade estranha, em uma casa de pessoas que ele não conhece direito?
Pra mim foi impossível não amá-lo mais ainda!


Capítulo 9 – O pedido de casamento

Daí que casar sempre esteve nos nossos planos, e queríamos muito estar casados – pra coisa ficar feita da maneira certa sabe?
Não sou contra quem mora junto, mas acho legal fazer a coisa da maneira certa, papel não segura ninguém, afinal é só papel, mas era um desejo nosso.
Casar na igreja nunca esteve nos meus planos, afinal de contas, pq uma pessoa que não acredita em nada superior se casaria na igreja? Meio sem lógica né ?
Pablo por sua vez nunca fez questão também, e se fez, nunca me disse!
Mas antes de haver um casamento, deve haver um pedido, e eu sempre deixei claro pra ele que queria um pedido simples, que fosse um momento só nosso, em que eu fosse pega de surpresa.
Nada de anel de noivado dentro do docinho ou do champagne (imagina só eu mordendo o docinho e quebrando justo o dente da frente ? ou melhor ainda, engolindo o anel ao tomar o champagne igualzinha a Chelsea do Two and a half men?), eu queria apenas ser pedida em casamento de modo gentil e que esse pedido ficasse guardado dentro do meu coração pra sempre, e assim foi.

Eu sempre gostei das coisas bonitinhas, e sexta feira era o dia de fazer uma sessão cinema pra nós dois, que eu chamo de “sexta do cinema”.
Sempre foi um momento muito gostoso pra nós dois, ficávamos a semana toda escolhendo o filme que assistiríamos e na sexta arrumávamos o quarto com edredon em cima da cama, muita coca cola, baldes de pipoca e docinhos pra ver o filme.
Geralmente o escolhido era algum filme de muito terror, sanguinário, ou uma comédia estilo American Pie, mas naquele dia o escolhido foi “Antes que termine o dia”.
Eu, boca aberta que sou já estava chorando no final do filme quando vi que ele trocaria de lugar com ela, chorava parecendo uma maluca, e tremendo de tanto que chorava fui encher meu copo com mais coca cola quando ele soltou timidamente a frase “Ju, você quer casar comigo?”.
Quase derrubei toda coca cola em cima da cama, aí sim eu tremia de chorar, parecia que tinha Parkinson, e lógico que aceitei!
Foi simples, não teve ostentação nenhuma, mas foi exatamente como eu queria, em um momento extremo de ternura.

Capítulo 10 – O casamento

Depois disso foi tudo muito rápido.
No dia seguinte Pablo falou com meu pai que tinha me pedido em casamento, que eu aceitei e que nós iríamos mais tarde no cartório marcar a data.
Almoçamos e fomos lá, levamos minha irmã (que é nosso chaveirinho, vai pra todo lado com a gente) e enfim marcamos a data pra 13 de dezembro de 2008.
Me recordo que ainda era outubro, e que eu tinha pouco mais de um mês pra organizar o que queria.
Embora fosse somente no civil eu quis sim estar com um vestido legal,e um sapato que fosse puro luuusho.
Me enfiei numa dieta ferrenha, e na véspera da última prova do vestido comi uma pizza inteira praticamente!
Como comemoração teríamos um almoço e um jantar, almoço pra família e amigos e o jantar só pra nós, meus pais e os padrinhos .
Pro jantar eu decidi que não teria nada de especial, afinal, iríamos pra uma pizzaria, mas pro almoço que seria em um restaurante bem legal ofereci trufas de nozes como lembrancinha pra todos os convidados, e quis um bolo de noiva!
Como sou fascinada por rosa, meu bolo era branquinho com bolinhas cor de rosa e um arranjo de flores por cima, e totalmente de chocolate por dentro (já disse que eu só como bolo de chocolate?).

No grande dia (pra nós), fazia um calor de matar qualquer um, eu derretia dentro do meu vestidinho de tafetá lilás (no fim das contas estava me sentindo um bombom sonho de valsa derretendo), acordei cedo, me arrumei e fomos juntos, no mesmo carro.

Meus padrinhos foram meus tios, e os dele um casal de amigos meu – minha melhor amiga e o namorado dela.

Meus pais, INFELIZMENTE não puderam ir no cartório, pq uma f!@#$%¨& de lá mesmo do cartório disse que só poderiam estar presentes os padrinhos, o casal e o fotógrafo, que o espaço era pequeno (e isso era mesmo) e que não poderia ir mais gente que isso, e que se caso fosse, iriam passar vergonha, pq além de não poder entrar seriam exortados.
E infelizmente eles não foram ao cartório conosco, mas estão presentes em todos os nossos momentos e eu agradeço muito por isso.
Ninguém da família dele compareceu, mas isso não fez com que o dia pra nós fosse triste, paciência né ?

Foi um dia feliz, repleto de alegrias, estávamos cercados somente de pessoas que realmente queriam nosso bem, e no fim da noite totalmente felizes por agora além de casados termos feito a coisa de modo certo.

E como dizem, eles foram felizes para sempre!

“Nos casamos com apenas 9 meses de namoro, e eu não me arrependo.
Aliás, a única coisa que me arrependo foi ter mentido e magoado meus pais, se pudesse voltar atrás faria somente isso de modo diferente, nada mais.”

E se você chegou até aqui, no final dessa quase odisséia, parabéns!

Super beijo e boa semana

Juu

.

Nossa história de amor - parte final (ufa!)


Capítulo 7 – Férias e uma grande surpresa

Daí que meu pai gostou do Pablo e o Pablo gostou do meu pai.
As viagens continuaram as mesmas, ia sempre pra Petrópolis, agora meu pai olhava menos torto quando eu dizia que ia.
E assim fomos até agosto, que seriam as férias do Pablo e ele as passaria aqui em São José comigo.
Nosso plano inicial era simples, ele ficaria em um hotel, afinal não sabia se meus pais deixariam meu namorado acampar em casa por um mês.
Fizemos a cotação de preço nos hotéis aqui em São José e como era de se esperar um mês de hospedagem não sairia barato, a brincadeira passou a casa dos três mil reais, e aí, como pra todo mortal trabalhador, ficaria inviável, até que Pablo teve a idéia de falar com a minha mãe se poderia ficar aqui, explicando o porque de não se hospedar em um hotel.
Meus pais autorizaram, ele poderia ficar em casa o período todo das férias.
O bom disso é que meu pai e ele aprenderiam a conviver um com o outro e os homens da minha vida teriam uma super chance de se tornarem amigos.
Pablo veio e ficou conosco as férias todas, meus pais e ele se deram perfeitamente bem, meu pai e ele principalmente, conversavam como se fossem amigos de longa data.
Essa vida de ida e vinda estava nos comendo por uma perna, a brincadeira estava saindo cara demais e Pablo disse que se conseguisse um emprego por aqui sairia de onde estava e viria pra cá pra ficar comigo (ooowwwwn que fofo!), e dois dias antes de ir embora meu pai disse ao Pablo que se ele tomasse essa decisão poderia morar aqui conosco até as coisas se encaixarem no lugar.
Tá, essa do meu pai quase me matou do coração, nem eu acreditei no que meus ouvidos estavam ouvindo.



Capítulo 8 – Pedido de demissão

As férias acabaram, e com o fim delas, Pablo teria que ir embora.
Novamente aquela mesma tristeza, e antes dele ir eu já chorava, fui com ele até Petrópolis fiquei alguns dias lá e voltei sozinha, fazer o que né ?

Porém, alguns dias depois Pablo simplesmente me comunicou que havia feito um acordo pra sair da empresa, e só estava cumprindo o aviso, sim ele viria pra cá o quanto antes.
Avisei meus pais que ele tinha feito isso, e que quando o aviso terminasse ele viria pra cá.
E assim foi, em um certo dia de outubro (que eu não me lembro o dia exato) ele veio pra cá.
Tudo que ele tinha estava dentro do carro.
Não era muita coisa, mas Pablo deixou uma vida pra trás por mim.
Deixou a família (pai, mãe e dois irmãos), emprego estável, amigos e tudo mais pra vir pra cá ficar comigo!

Tem como não amar com todo o coração uma pessoa que mostra que te ama dessa maneira, trocando toda a vida pra ficar apenas com você, em uma cidade estranha, em uma casa de pessoas que ele não conhece direito?
Pra mim foi impossível não amá-lo mais ainda!


Capítulo 9 – O pedido de casamento

Daí que casar sempre esteve nos nossos planos, e queríamos muito estar casados – pra coisa ficar feita da maneira certa sabe?
Não sou contra quem mora junto, mas acho legal fazer a coisa da maneira certa, papel não segura ninguém, afinal é só papel, mas era um desejo nosso.
Casar na igreja nunca esteve nos meus planos, afinal de contas, pq uma pessoa que não acredita em nada superior se casaria na igreja? Meio sem lógica né ?
Pablo por sua vez nunca fez questão também, e se fez, nunca me disse!
Mas antes de haver um casamento, deve haver um pedido, e eu sempre deixei claro pra ele que queria um pedido simples, que fosse um momento só nosso, em que eu fosse pega de surpresa.
Nada de anel de noivado dentro do docinho ou do champagne (imagina só eu mordendo o docinho e quebrando justo o dente da frente ? ou melhor ainda, engolindo o anel ao tomar o champagne igualzinha a Chelsea do Two and a half men?), eu queria apenas ser pedida em casamento de modo gentil e que esse pedido ficasse guardado dentro do meu coração pra sempre, e assim foi.

Eu sempre gostei das coisas bonitinhas, e sexta feira era o dia de fazer uma sessão cinema pra nós dois, que eu chamo de “sexta do cinema”.
Sempre foi um momento muito gostoso pra nós dois, ficávamos a semana toda escolhendo o filme que assistiríamos e na sexta arrumávamos o quarto com edredon em cima da cama, muita coca cola, baldes de pipoca e docinhos pra ver o filme.
Geralmente o escolhido era algum filme de muito terror, sanguinário, ou uma comédia estilo American Pie, mas naquele dia o escolhido foi “Antes que termine o dia”.
Eu, boca aberta que sou já estava chorando no final do filme quando vi que ele trocaria de lugar com ela, chorava parecendo uma maluca, e tremendo de tanto que chorava fui encher meu copo com mais coca cola quando ele soltou timidamente a frase “Ju, você quer casar comigo?”.
Quase derrubei toda coca cola em cima da cama, aí sim eu tremia de chorar, parecia que tinha Parkinson, e lógico que aceitei!
Foi simples, não teve ostentação nenhuma, mas foi exatamente como eu queria, em um momento extremo de ternura.

Capítulo 10 – O casamento

Depois disso foi tudo muito rápido.
No dia seguinte Pablo falou com meu pai que tinha me pedido em casamento, que eu aceitei e que nós iríamos mais tarde no cartório marcar a data.
Almoçamos e fomos lá, levamos minha irmã (que é nosso chaveirinho, vai pra todo lado com a gente) e enfim marcamos a data pra 13 de dezembro de 2008.
Me recordo que ainda era outubro, e que eu tinha pouco mais de um mês pra organizar o que queria.
Embora fosse somente no civil eu quis sim estar com um vestido legal,e um sapato que fosse puro luuusho.
Me enfiei numa dieta ferrenha, e na véspera da última prova do vestido comi uma pizza inteira praticamente!
Como comemoração teríamos um almoço e um jantar, almoço pra família e amigos e o jantar só pra nós, meus pais e os padrinhos .
Pro jantar eu decidi que não teria nada de especial, afinal, iríamos pra uma pizzaria, mas pro almoço que seria em um restaurante bem legal ofereci trufas de nozes como lembrancinha pra todos os convidados, e quis um bolo de noiva!
Como sou fascinada por rosa, meu bolo era branquinho com bolinhas cor de rosa e um arranjo de flores por cima, e totalmente de chocolate por dentro (já disse que eu só como bolo de chocolate?).

No grande dia (pra nós), fazia um calor de matar qualquer um, eu derretia dentro do meu vestidinho de tafetá lilás (no fim das contas estava me sentindo um bombom sonho de valsa derretendo), acordei cedo, me arrumei e fomos juntos, no mesmo carro.

Meus padrinhos foram meus tios, e os dele um casal de amigos meu – minha melhor amiga e o namorado dela.

Meus pais, INFELIZMENTE não puderam ir no cartório, pq uma f!@#$%¨& de lá mesmo do cartório disse que só poderiam estar presentes os padrinhos, o casal e o fotógrafo, que o espaço era pequeno (e isso era mesmo) e que não poderia ir mais gente que isso, e que se caso fosse, iriam passar vergonha, pq além de não poder entrar seriam exortados.
E infelizmente eles não foram ao cartório conosco, mas estão presentes em todos os nossos momentos e eu agradeço muito por isso.
Ninguém da família dele compareceu, mas isso não fez com que o dia pra nós fosse triste, paciência né ?

Foi um dia feliz, repleto de alegrias, estávamos cercados somente de pessoas que realmente queriam nosso bem, e no fim da noite totalmente felizes por agora além de casados termos feito a coisa de modo certo.

E como dizem, eles foram felizes para sempre!

“Nos casamos com apenas 9 meses de namoro, e eu não me arrependo.
Aliás, a única coisa que me arrependo foi ter mentido e magoado meus pais, se pudesse voltar atrás faria somente isso de modo diferente, nada mais.”

E se você chegou até aqui, no final dessa quase odisséia, parabéns!

Super beijo e boa semana

Juu

.

21 de janeiro de 2011

Nossa história de amor - parte 3

Capítulo 4 – Nada é ruim de um todo!

Daí que continuei a viagem, sem ao menos me tocar que eu esqueci meu dinheiro lá na bomboniere.
Cheguei no Rio, e vi uma parte da cidade que não gostei, a TV só mostra os pontos turísticos, mas a cidade na realidade não é tão maravilhosa (me perdoem os cariocas), vi uma parte cinza e fedida que ninguém mostra (fedida sim, desde cheiro de enxofre até cheiro de podridão), mas continuo respeitando a beleza das praias e os pontos legais, mas voltando...
Aí o ônibus parou na rodoviária, peguei minha malinha de mão (sim, pq era uma malinha de mão onde estavam minhas coisas, com pouco mais de 30 cm, seria uma necessarie ?) minha bolsa, cabelos ao vento da noite e lá ia eu em cima do salto toda confiante pra Petrópolis.

Depois de dois minutos de informação cheguei no guichê que me despacharia pra Petrópolis, e fui ver que eu estava praticamente zerada na hora de pagar a passagem.
A passagem me custou 14 dinheiros e sabem quanto eu tinha ? 16 dinheiros! 16...
Comprei a passagem mas quando vi que tinha dois reais só pra voltar pra casa fiquei verde, pensei que fosse passar mau.
Mas como sou uma pessoa calma e entrar em pânico não iria adiantar, fui pro portão de embarque e comecei a revirar desesperadamente a bolsa, a mala, até o fundo da calcinha atrás do meu dinheiro e lógico que não achei né?

O ônibus chegou e eu embarquei, do Rio até Petrópolis seriam no máximo quarenta minutos, estourando uma hora de viagem!
Se antes eu estava eufórica por ver o Pablo, a subida da serra fez as vezes da minha consciência, aonde eu tava com a cabeça de fazer uma loucura daquelas, se meu pai descobrisse que eu menti (pq o problema maior era a mentira) eu tava lavada, passada e guardada na gaveta!
Como que eu ia embora pra casa ?
Segunda feira eu tinha que trabalhar ou seja, domingo a noite eu tinha que estar em casa – bateu o desespero!
Como que eu voltaria pra casa com dois reais ?

Como eu era gastadora compulsiva com TO-DO tipo de futilidade, pra me controlar deixei o cartão de crédito em casa ou seja, eu estava lisa mesmo!

Mas eu cheguei em Petrópolis, e lá estava o Pablo me esperando em frente a Casa do Alemão, pq eu não desci na rodoviária, desci lá que ficava mais perto!

O amor é coisa de louco mesmo né!
Eu estava sem dinheiro nenhum no bolso, pobre de tudo, com medo de tudo e principalmente do meu pai, numa cidade estranha, mas foi ver o Pablo que toooooodo aquele desespero e preocupação passaram!
Passou como mágica, nem me lembrei da minha situação, fiquei imensamente feliz em estar ali com ele.

Depois de beijos e abraços dei os bombons pra ele e contei que aconteceu.
Na hora ele ficou pasmo, depois deu risada!
Aquilo me enfureceu, eu no maior desespero do universo e ele rindo.
Falei que ele não estava entendendo a dimensão da situação, eu não tinha nem onde ficar, que dirá como voltar pra casa.
Ele explicou que estava rindo não da minha desgraça, mas por eu achar que estava sozinha, “você é minha mulher, acha que eu ia deixar vc no relento?”.
Fomos pra um hotel, tomei um banho, comemos um Mac Donald’s (pq era disso que vivíamos) e no dia seguinte fizemos um super tour por Petrópolis.
Fui no Museu Imperial, na Rua Teresa e todos esses lugares que os turistas precisam de vários dias pra conhecer, fui em todos, ele me mostrou a cidade toda em apenas um dia!
Parecia coisa de filme, só não teve balão de gás hélio, mas a felicidade podia ser comparada a cena de filme.
No fim do dia meus pés pareciam não fazer parte do meu corpo, lembram que eu disse que levei uma sandália fora a que eu estava usando ?
Então, a sandália também era de salto, e eu andei de salto, saltão, pra cima e pra baixo o dia todo, e no fim do dia meus pés doíam tanto que nem dava pra senti-los.

Liguei em casa pra saber como as coisas estavam (filha responsável né?) mas ninguém atendeu, liguei na vizinha e deixei recado que eu estava bem, mas que queria ter falado com alguém de casa, e que domingo a noite já estaria de volta!
Liguei pras minhas comparsas e tudo certo, meus pais nem sonhavam que eu estava a quilômetros e quilômetros de distância!

Pausa:

Sim, eu tive peso na consciência de mentir em algo tão grande assim, mas já estava lá né ...

Despausa.

Domingo de páscoa chegou, e junto com o domingo de páscoa a certeza que eu teria que ir embora, a sensação de vazio novamente, e o dia realmente ficou cinza.
Dei um beijo de bom dia, desejei feliz páscoa pra ele, e a mesma tristeza que me invadia o invadiu, os dois ficaram tristes por eu ter que vir embora.
Pra me alegrar um pouco (pq era impossível eu ficar totalmente feliz) saímos pra tomar café da manhã, e no meio do caminho encontramos uma loja de departamentos aberta, ele me comprou um ovão de páscoa – um diamante negro daquele gigante – e um chinelinho de pelúcia de coelhinho – que eu tenho até hoje – pra usar durante a viagem pra não cansar os pés!
Só um detalhe antes que eu esqueça, quem comeu o ovo de páscoa praticamente todo foi meu pai, mauuuuuu sabendo que foi o Pablo que meu deu!

O dia passou rápido, e chegou a hora de ir.
Compramos passagem, arrumamos minha malinha e vir embora doeu!
Boca aberta que sou chorei litros, Pablo chorou também, mas disse que em breve estaríamos juntos novamente, se aquilo me consolou?
Nem um pouco, chorei até no Rio!
A senhora que estava ao meu lado no ônibus perguntou se eu estava passando mau de tanto que chorava, sentiu até pena de mim, e disse que se eu continuasse a chorar daquele jeito iria desidratar!

Cheguei em São José e tudo certo, só a tristeza de ter vindo embora mesmo!
Tudo quieto e normal, a vida voltava ao normal.

Capítulo 5 – Papai descobriu e conseqüências da mentira

Depois disso, Pablo veio pra cá, eu fui pra lá novamente no mesmo esquema de mentiras – mas não perdi mais dinheiro (só a carteira cheinha de documentos na mesma bomboniere – mas isso foi mais pra frente).
Não havia motivo pra esconder que eu estava namorando, era adulta (ôooo) e vacinada, mas nunca gostei de desapontar meu pai (embora tenha feito isso algumas vezes), e meu pa não aprovava aquilo, namoro de internet pra ele NUNCA ia dar certo.
Porém, meus pais descobriram que eu tinha ido pra lá, descobriram na cagada mesmo,mas descobriram, não por amigas, não por ninguém, por erro meu mesmo, e descobriram bem quando eu voltei da ultima vez que fui na base de mentira!
Ouvi tanto, meus pais e eu discutimos feio – e eu devia era ter fechado minha boca grande, mas não, bati de frente com eles, pior coisa que poderia ter feito – fim da história, eu magoada, meus pais idem, e o clima em casa pesou – meu pai NUNCA admitu mentiras - e eu pisei na bola feio, mas se tivesse dito a verdade não teria ido – explica, mas não justifica eu ter feito as coisas do jeito que fiz né?!

Eles estavam desapontados comigo, verdadeiramente desapontados, refeições em casa – principalmente o jantar - sempre foram o ponto alto do dia, falávamos sobre o que aconteceu durante o dia, conversávamos sobre diversas coisas, e você só se senta à mesa com pessoas que ama, que quer bem e partilham da mesma felicidade que você, e ninguém estava feliz com os acontecimentos dos últimos dias.
No dia seguinte (pq no dia nem clima pra janta teve) fui me sentar a mesa para jantar, meu pai levantou e saiu, minha mãe o seguiu, e a Laís ficou perdida, mas foi pra sala com eles.
Fiquei sozinha, sabendo que tinha feito bobagem, que magoei as pessoas mais importantes da minha vida, e que a confiança iria demorar pra voltar.
Depois desse dia, esperava todos jantarem e depois jantava sozinha, isso quando não levava meu prato pro quarto e mau tocava na comida – e quem me conhece sabe como eu tenho pânico de ficar sozinha, de comer sem ninguém perto.
Em casa minha única companhia era a Marie, quando estava lá, ela ficava comigo o tempo todo, e eu desatava chorar, queria desfazer a mágoa que tinha causado, mas sabia que isso só o tempo mesmo, e ela ficava quietinha me olhando, deitadinha no meu colo.
Dias difíceis aqueles e aqui eu digo, não tem amigo, namorado, nada que supra a falta que um abraço de mãe, um cafuné do pai e até a matraca da minha irmã na orelha falando bobagens.

Pablo soube de tudo que estava acontecendo, e todos os dias me ouvia chorando no telefone, mas por enquanto não podia fazer nada, não tinha como vir pra cá, a escala de serviço dava uma folga por semana só.
E assim os dias se seguiram.

Certo dia, meu pai disse que eu estava namorando um moleque, e que com o passar do tempo eu veria isso, pq nem consideração de vir saber o que estava acontecendo comigo ele teve.

Dessa vez não enfrentei, eu sabia da situação, falar não adiantaria de nada, e sabia que colocar Pablo e meu pai pra conversarem sobre qualquer coisa que fosse não iria dar certo, Pablo esquentadinho e meu pai explosivo seriam uma combinação bombástica.
Baixei minha cabeça, engoli as palavras que subiam e pronto, melhor assim!

Se eu continuava a gostar do Pablo?
Infinitamente, perdidamente e todos os “ente” que poderiam seguir, e eu não iria abrir mão dele ou do amor da minha família por um ou outro.
Respeito pra mim nunca foi sinônimo de medo, e se era pra fazer a coisa certa, eu ia tentar começar a partir daquele momento.

É estranho fazer as pessoas tentarem entender, mas Pablo e eu sabíamos os laços que nos ligavam, que nosso amor era incondicional e que ficaríamos juntos, então, embora o mundo todo (mentira, só minha família!) estivesse bravo com a gente, no fim tudo ia dar certo ... como deu!

Meu pai queria que eu desse satisfações de onde iria, com quem iria e a que horas voltaria, sempre foi assim, e teria que voltar a ser.
Eu estava de saco cheio de ter mentido, e não gosto das coisas erradas, então se era pra dar satisfações eu iria dar, mesmo que doesse no calo de alguém – no caso meus pais!

Meu aniversário é dia 19 de maio, e pro meu aniversário eu sabia que ele viria, mas era abril ainda, e a situação desse jeito todo, ele sabia que eu me sentia mau, que eu só chorava e que eu já tinha perdido até peso por tanta tristeza e perguntou se eu queria ir pra lá no fim de semana, eu ficaria no hotel, passearia durante o dia, tiraria fotos da natureza que é algo que amo,e de noite pra suprir a tristeza ficaríamos juntos.
O namoro consumia todo meu dinheiro, eram minhas contas que eu já tinha, crédito pra celular, que por semana eram em torno de 150 dinheiros, eram as passagens pra ir visita-lo, enfim, meu saldo estava negativo e eu disse pra ele que não poderia ir, pq estava realmente no vermelho.
A partir desse dia, semana sim semana não ele me mandava dinheiro e eu ia pra lá na sexta e voltava no domingo.
Dessa vez, sem mentir, eu disse aos meus pais que ele não poderia vir antes do meu aniversário (pq a escala eram dois dias no período da manhã, dois dias no período da tarde, e dois dias no período da noite, folgando um dia) e que ele tinha me mandado dinheiro e eu iria pra lá semana sim, semana não.

Se eles gostaram? Nem um pouco, mas eu fui mesmo assim, pelo menos tinha meus momentos alegres e de distração, a cada duas semanas, e eles sabiam onde eu estava.
Deixei com eles o endereço da casa do Pablo, telefone da casa dele caso quisessem falar qualquer coisa com meus sogros, celular, telefone do hotel, eu estava localizada, só faltava o chip, e assim foi.

A cada volta era a mesma tristeza e mesma choradeira de sempre, mas pouco a pouco as coisas em casa foram se ajeitando.

Certa noite todos foram jantar, e como de costume eu estava no meu quarto e lá fiquei, azul de fome, esperando todo mundo jantar pra poder ir depois (naquele dia o prato era lasanha da minha mãe, e eu adoro!), estava sentada na cama lendo e atenta aos pratos, quando o terceiro prato fosse colocado na pia e a terceira cadeira encostasse a mesa era minha hora, eu ia pra cozinha, fazia meu prato, comia, arrumava a cozinha e ia pro quarto de novo.
Estava lendo Através do Espelhodo Jostein Gaarder (por sinal um dos melhores livros que já li) quando minha mãe entrou no quarto e me chamou pra ir jantar com eles.
Fiquei apreensiva e disse que estava sem fome (mentiiiiira, pq eu estava azulando de fome), não tinha mais vontade de brigar com meu pai caso a intenção dele fosse me chamar atenção, não queria mais ouvir coisas que me magoassem, preferia mesmo era ficar na minha bolha e ir comer sozinha depois, por pior que fosse.
Acho que minha mãe percebeu meu receio e disse pra eu ir, ninguém iria brigar comigo, era só pra não comer sozinha.
Marquei a página, fechei o livro e fui.
Meu pai me olhou com o olhar duro que ele tem, não desaprovava eu estar ali, mas também não estava feliz e o pior castigo que eu poderia ter era o olhar de reprovação.
Os três conversaram sobre as mais variadas coisas, e eu permaneci muda, sabe quando você está em um lugar mas sabe que não deveria estar por não ser bem vinda?
Era assim que eu me sentia.
A comida descia como se fosse pedra, eu não me sentia bem ali sabendo que meu pai estava chateado, mas com o passar dos dias isso foi se amenizando, e embora não conversássemos a comida já não descia tão quadrada, mas eu permanecia quieta.
Não conversava com ninguém, só falava o que me perguntavam, assim não corria o risco de me estrepar com as palavras e falar mais do que devia.

E como já dito, semana sim, semana não eu deixava os mesmos dados presos na geladeira, arrumava minha mala de rodinhas (que agora sim era uma mala a minha altura, com muita variedade de roupas), avisava que iria, quando voltava e ia.
Ninguém se opunha, e os dias se seguiam assim.


Capítulo 6 – Meu aniversário e as partes se conhecem


Os dias se sucediam assim, meu aniversário estava chegando e com ele eu sabia que o Pablo viria me ver.
As vezes meu pai soltava alguma alfinetada que me magoava e eu ia chorar minhas pitangas com a minha vó – mãe do meu pai – que sempre dizia que uma hora tudo ia dar certo, era apenas uma questão de tempo.
Minha avó me ouviu muito, não me fazia perguntas, e dizia que não via o porque de tanto estardalhaço por parte do meu pai, mas que não podia intervir, poderia somente me ouvir, com sempre fez.

Finalmente meu aniversário chegou, Pablo me mandou mensagem logo que o dia raiou dizendo que estava vindo me ver.
Em casa ganhei os parabéns da minha irmã e da minha mãe, mas não avisei que Pablo viria, não queria causar furdunço, trabalhei, arrumei a casa como sempre – mas nesse dia o coração pulsava na goela – e quando tudo estava pronto, Pablo me ligou dizendo que havia chego na cidade.
Falei pra minha mãe que tudo estava pronto e que eu precisava sair pra resolver algumas coisas,e assim foi.
Me arrumei e fui encontrá-lo.
Já de noitinha, liguei em casa, meu pai atendeu, pedi pra falar com a minha mãe, e avisei á ela que o Pablo estava na cidade, que veio por causa do meu aniversário e que eu passaria a noite no hotel com ele.
Pensei que ela iria apenas concordar, mas pediu pra falar com ele.
Conversaram um pouquinho, eu sem entender nada pensando que mais desgraça vinha por ai, e quando ele desligou disse que minha mãe tinha feito o convite pra ele ir em casa no dia seguinte.

No dia seguinte aparecemos em casa lá pelas 19:00, minha mãe até bolo tinha feito pra servir, e já pensava que nós não iríamos mais.
Estávamos em casa só meus pais e nós, e pensei “agora é que são elas”.
Um se apresentou pro outro, Pablo disse que sim, tínhamos feito a coisa toda as avessas mas que ele gostava de mim, e que a partir dali faríamos tudo do modo correto, depois conversaram sobre trabalho, sobre infinitas banalidades, e assim foi por um bom tempinho.
Eu?
Eu só assistia, louca de vontade de dar risada (pq eu estava nervosa e quando fico nervosa a beira de um ataque de nervos me dá crise de riso, vai que um deles soltasse uma alfinetada?).
Pablo estava suando em bicas, hahahaha, era maio, o dia estava friozinho e escuro e ele suava tanto que dava pra ver, as mãos pingavam !
Minha mãe pra descontrair disse que ninguém ali mordia, ele deu um sorriso amarelo e depois de duas horas de conversa fomos pro cinema, no meio do caminho ele disse que não foi tão ruim como imaginava, e depois eu soube pela minha mãe que meu pai gostou do rapaz, que tinha o aperto de mão firme e que olhava nos olhos enquanto falava, e que meu pai gostava disso.

Continua ...

Quase terminando

Beijos

Juu
.

Nossa história de amor - parte 3

Capítulo 4 – Nada é ruim de um todo!

Daí que continuei a viagem, sem ao menos me tocar que eu esqueci meu dinheiro lá na bomboniere.
Cheguei no Rio, e vi uma parte da cidade que não gostei, a TV só mostra os pontos turísticos, mas a cidade na realidade não é tão maravilhosa (me perdoem os cariocas), vi uma parte cinza e fedida que ninguém mostra (fedida sim, desde cheiro de enxofre até cheiro de podridão), mas continuo respeitando a beleza das praias e os pontos legais, mas voltando...
Aí o ônibus parou na rodoviária, peguei minha malinha de mão (sim, pq era uma malinha de mão onde estavam minhas coisas, com pouco mais de 30 cm, seria uma necessarie ?) minha bolsa, cabelos ao vento da noite e lá ia eu em cima do salto toda confiante pra Petrópolis.

Depois de dois minutos de informação cheguei no guichê que me despacharia pra Petrópolis, e fui ver que eu estava praticamente zerada na hora de pagar a passagem.
A passagem me custou 14 dinheiros e sabem quanto eu tinha ? 16 dinheiros! 16...
Comprei a passagem mas quando vi que tinha dois reais só pra voltar pra casa fiquei verde, pensei que fosse passar mau.
Mas como sou uma pessoa calma e entrar em pânico não iria adiantar, fui pro portão de embarque e comecei a revirar desesperadamente a bolsa, a mala, até o fundo da calcinha atrás do meu dinheiro e lógico que não achei né?

O ônibus chegou e eu embarquei, do Rio até Petrópolis seriam no máximo quarenta minutos, estourando uma hora de viagem!
Se antes eu estava eufórica por ver o Pablo, a subida da serra fez as vezes da minha consciência, aonde eu tava com a cabeça de fazer uma loucura daquelas, se meu pai descobrisse que eu menti (pq o problema maior era a mentira) eu tava lavada, passada e guardada na gaveta!
Como que eu ia embora pra casa ?
Segunda feira eu tinha que trabalhar ou seja, domingo a noite eu tinha que estar em casa – bateu o desespero!
Como que eu voltaria pra casa com dois reais ?

Como eu era gastadora compulsiva com TO-DO tipo de futilidade, pra me controlar deixei o cartão de crédito em casa ou seja, eu estava lisa mesmo!

Mas eu cheguei em Petrópolis, e lá estava o Pablo me esperando em frente a Casa do Alemão, pq eu não desci na rodoviária, desci lá que ficava mais perto!

O amor é coisa de louco mesmo né!
Eu estava sem dinheiro nenhum no bolso, pobre de tudo, com medo de tudo e principalmente do meu pai, numa cidade estranha, mas foi ver o Pablo que toooooodo aquele desespero e preocupação passaram!
Passou como mágica, nem me lembrei da minha situação, fiquei imensamente feliz em estar ali com ele.

Depois de beijos e abraços dei os bombons pra ele e contei que aconteceu.
Na hora ele ficou pasmo, depois deu risada!
Aquilo me enfureceu, eu no maior desespero do universo e ele rindo.
Falei que ele não estava entendendo a dimensão da situação, eu não tinha nem onde ficar, que dirá como voltar pra casa.
Ele explicou que estava rindo não da minha desgraça, mas por eu achar que estava sozinha, “você é minha mulher, acha que eu ia deixar vc no relento?”.
Fomos pra um hotel, tomei um banho, comemos um Mac Donald’s (pq era disso que vivíamos) e no dia seguinte fizemos um super tour por Petrópolis.
Fui no Museu Imperial, na Rua Teresa e todos esses lugares que os turistas precisam de vários dias pra conhecer, fui em todos, ele me mostrou a cidade toda em apenas um dia!
Parecia coisa de filme, só não teve balão de gás hélio, mas a felicidade podia ser comparada a cena de filme.
No fim do dia meus pés pareciam não fazer parte do meu corpo, lembram que eu disse que levei uma sandália fora a que eu estava usando ?
Então, a sandália também era de salto, e eu andei de salto, saltão, pra cima e pra baixo o dia todo, e no fim do dia meus pés doíam tanto que nem dava pra senti-los.

Liguei em casa pra saber como as coisas estavam (filha responsável né?) mas ninguém atendeu, liguei na vizinha e deixei recado que eu estava bem, mas que queria ter falado com alguém de casa, e que domingo a noite já estaria de volta!
Liguei pras minhas comparsas e tudo certo, meus pais nem sonhavam que eu estava a quilômetros e quilômetros de distância!

Pausa:

Sim, eu tive peso na consciência de mentir em algo tão grande assim, mas já estava lá né ...

Despausa.

Domingo de páscoa chegou, e junto com o domingo de páscoa a certeza que eu teria que ir embora, a sensação de vazio novamente, e o dia realmente ficou cinza.
Dei um beijo de bom dia, desejei feliz páscoa pra ele, e a mesma tristeza que me invadia o invadiu, os dois ficaram tristes por eu ter que vir embora.
Pra me alegrar um pouco (pq era impossível eu ficar totalmente feliz) saímos pra tomar café da manhã, e no meio do caminho encontramos uma loja de departamentos aberta, ele me comprou um ovão de páscoa – um diamante negro daquele gigante – e um chinelinho de pelúcia de coelhinho – que eu tenho até hoje – pra usar durante a viagem pra não cansar os pés!
Só um detalhe antes que eu esqueça, quem comeu o ovo de páscoa praticamente todo foi meu pai, mauuuuuu sabendo que foi o Pablo que meu deu!

O dia passou rápido, e chegou a hora de ir.
Compramos passagem, arrumamos minha malinha e vir embora doeu!
Boca aberta que sou chorei litros, Pablo chorou também, mas disse que em breve estaríamos juntos novamente, se aquilo me consolou?
Nem um pouco, chorei até no Rio!
A senhora que estava ao meu lado no ônibus perguntou se eu estava passando mau de tanto que chorava, sentiu até pena de mim, e disse que se eu continuasse a chorar daquele jeito iria desidratar!

Cheguei em São José e tudo certo, só a tristeza de ter vindo embora mesmo!
Tudo quieto e normal, a vida voltava ao normal.

Capítulo 5 – Papai descobriu e conseqüências da mentira

Depois disso, Pablo veio pra cá, eu fui pra lá novamente no mesmo esquema de mentiras – mas não perdi mais dinheiro (só a carteira cheinha de documentos na mesma bomboniere – mas isso foi mais pra frente).
Não havia motivo pra esconder que eu estava namorando, era adulta (ôooo) e vacinada, mas nunca gostei de desapontar meu pai (embora tenha feito isso algumas vezes), e meu pa não aprovava aquilo, namoro de internet pra ele NUNCA ia dar certo.
Porém, meus pais descobriram que eu tinha ido pra lá, descobriram na cagada mesmo,mas descobriram, não por amigas, não por ninguém, por erro meu mesmo, e descobriram bem quando eu voltei da ultima vez que fui na base de mentira!
Ouvi tanto, meus pais e eu discutimos feio – e eu devia era ter fechado minha boca grande, mas não, bati de frente com eles, pior coisa que poderia ter feito – fim da história, eu magoada, meus pais idem, e o clima em casa pesou – meu pai NUNCA admitu mentiras - e eu pisei na bola feio, mas se tivesse dito a verdade não teria ido – explica, mas não justifica eu ter feito as coisas do jeito que fiz né?!

Eles estavam desapontados comigo, verdadeiramente desapontados, refeições em casa – principalmente o jantar - sempre foram o ponto alto do dia, falávamos sobre o que aconteceu durante o dia, conversávamos sobre diversas coisas, e você só se senta à mesa com pessoas que ama, que quer bem e partilham da mesma felicidade que você, e ninguém estava feliz com os acontecimentos dos últimos dias.
No dia seguinte (pq no dia nem clima pra janta teve) fui me sentar a mesa para jantar, meu pai levantou e saiu, minha mãe o seguiu, e a Laís ficou perdida, mas foi pra sala com eles.
Fiquei sozinha, sabendo que tinha feito bobagem, que magoei as pessoas mais importantes da minha vida, e que a confiança iria demorar pra voltar.
Depois desse dia, esperava todos jantarem e depois jantava sozinha, isso quando não levava meu prato pro quarto e mau tocava na comida – e quem me conhece sabe como eu tenho pânico de ficar sozinha, de comer sem ninguém perto.
Em casa minha única companhia era a Marie, quando estava lá, ela ficava comigo o tempo todo, e eu desatava chorar, queria desfazer a mágoa que tinha causado, mas sabia que isso só o tempo mesmo, e ela ficava quietinha me olhando, deitadinha no meu colo.
Dias difíceis aqueles e aqui eu digo, não tem amigo, namorado, nada que supra a falta que um abraço de mãe, um cafuné do pai e até a matraca da minha irmã na orelha falando bobagens.

Pablo soube de tudo que estava acontecendo, e todos os dias me ouvia chorando no telefone, mas por enquanto não podia fazer nada, não tinha como vir pra cá, a escala de serviço dava uma folga por semana só.
E assim os dias se seguiram.

Certo dia, meu pai disse que eu estava namorando um moleque, e que com o passar do tempo eu veria isso, pq nem consideração de vir saber o que estava acontecendo comigo ele teve.

Dessa vez não enfrentei, eu sabia da situação, falar não adiantaria de nada, e sabia que colocar Pablo e meu pai pra conversarem sobre qualquer coisa que fosse não iria dar certo, Pablo esquentadinho e meu pai explosivo seriam uma combinação bombástica.
Baixei minha cabeça, engoli as palavras que subiam e pronto, melhor assim!

Se eu continuava a gostar do Pablo?
Infinitamente, perdidamente e todos os “ente” que poderiam seguir, e eu não iria abrir mão dele ou do amor da minha família por um ou outro.
Respeito pra mim nunca foi sinônimo de medo, e se era pra fazer a coisa certa, eu ia tentar começar a partir daquele momento.

É estranho fazer as pessoas tentarem entender, mas Pablo e eu sabíamos os laços que nos ligavam, que nosso amor era incondicional e que ficaríamos juntos, então, embora o mundo todo (mentira, só minha família!) estivesse bravo com a gente, no fim tudo ia dar certo ... como deu!

Meu pai queria que eu desse satisfações de onde iria, com quem iria e a que horas voltaria, sempre foi assim, e teria que voltar a ser.
Eu estava de saco cheio de ter mentido, e não gosto das coisas erradas, então se era pra dar satisfações eu iria dar, mesmo que doesse no calo de alguém – no caso meus pais!

Meu aniversário é dia 19 de maio, e pro meu aniversário eu sabia que ele viria, mas era abril ainda, e a situação desse jeito todo, ele sabia que eu me sentia mau, que eu só chorava e que eu já tinha perdido até peso por tanta tristeza e perguntou se eu queria ir pra lá no fim de semana, eu ficaria no hotel, passearia durante o dia, tiraria fotos da natureza que é algo que amo,e de noite pra suprir a tristeza ficaríamos juntos.
O namoro consumia todo meu dinheiro, eram minhas contas que eu já tinha, crédito pra celular, que por semana eram em torno de 150 dinheiros, eram as passagens pra ir visita-lo, enfim, meu saldo estava negativo e eu disse pra ele que não poderia ir, pq estava realmente no vermelho.
A partir desse dia, semana sim semana não ele me mandava dinheiro e eu ia pra lá na sexta e voltava no domingo.
Dessa vez, sem mentir, eu disse aos meus pais que ele não poderia vir antes do meu aniversário (pq a escala eram dois dias no período da manhã, dois dias no período da tarde, e dois dias no período da noite, folgando um dia) e que ele tinha me mandado dinheiro e eu iria pra lá semana sim, semana não.

Se eles gostaram? Nem um pouco, mas eu fui mesmo assim, pelo menos tinha meus momentos alegres e de distração, a cada duas semanas, e eles sabiam onde eu estava.
Deixei com eles o endereço da casa do Pablo, telefone da casa dele caso quisessem falar qualquer coisa com meus sogros, celular, telefone do hotel, eu estava localizada, só faltava o chip, e assim foi.

A cada volta era a mesma tristeza e mesma choradeira de sempre, mas pouco a pouco as coisas em casa foram se ajeitando.

Certa noite todos foram jantar, e como de costume eu estava no meu quarto e lá fiquei, azul de fome, esperando todo mundo jantar pra poder ir depois (naquele dia o prato era lasanha da minha mãe, e eu adoro!), estava sentada na cama lendo e atenta aos pratos, quando o terceiro prato fosse colocado na pia e a terceira cadeira encostasse a mesa era minha hora, eu ia pra cozinha, fazia meu prato, comia, arrumava a cozinha e ia pro quarto de novo.
Estava lendo Através do Espelhodo Jostein Gaarder (por sinal um dos melhores livros que já li) quando minha mãe entrou no quarto e me chamou pra ir jantar com eles.
Fiquei apreensiva e disse que estava sem fome (mentiiiiira, pq eu estava azulando de fome), não tinha mais vontade de brigar com meu pai caso a intenção dele fosse me chamar atenção, não queria mais ouvir coisas que me magoassem, preferia mesmo era ficar na minha bolha e ir comer sozinha depois, por pior que fosse.
Acho que minha mãe percebeu meu receio e disse pra eu ir, ninguém iria brigar comigo, era só pra não comer sozinha.
Marquei a página, fechei o livro e fui.
Meu pai me olhou com o olhar duro que ele tem, não desaprovava eu estar ali, mas também não estava feliz e o pior castigo que eu poderia ter era o olhar de reprovação.
Os três conversaram sobre as mais variadas coisas, e eu permaneci muda, sabe quando você está em um lugar mas sabe que não deveria estar por não ser bem vinda?
Era assim que eu me sentia.
A comida descia como se fosse pedra, eu não me sentia bem ali sabendo que meu pai estava chateado, mas com o passar dos dias isso foi se amenizando, e embora não conversássemos a comida já não descia tão quadrada, mas eu permanecia quieta.
Não conversava com ninguém, só falava o que me perguntavam, assim não corria o risco de me estrepar com as palavras e falar mais do que devia.

E como já dito, semana sim, semana não eu deixava os mesmos dados presos na geladeira, arrumava minha mala de rodinhas (que agora sim era uma mala a minha altura, com muita variedade de roupas), avisava que iria, quando voltava e ia.
Ninguém se opunha, e os dias se seguiam assim.


Capítulo 6 – Meu aniversário e as partes se conhecem


Os dias se sucediam assim, meu aniversário estava chegando e com ele eu sabia que o Pablo viria me ver.
As vezes meu pai soltava alguma alfinetada que me magoava e eu ia chorar minhas pitangas com a minha vó – mãe do meu pai – que sempre dizia que uma hora tudo ia dar certo, era apenas uma questão de tempo.
Minha avó me ouviu muito, não me fazia perguntas, e dizia que não via o porque de tanto estardalhaço por parte do meu pai, mas que não podia intervir, poderia somente me ouvir, com sempre fez.

Finalmente meu aniversário chegou, Pablo me mandou mensagem logo que o dia raiou dizendo que estava vindo me ver.
Em casa ganhei os parabéns da minha irmã e da minha mãe, mas não avisei que Pablo viria, não queria causar furdunço, trabalhei, arrumei a casa como sempre – mas nesse dia o coração pulsava na goela – e quando tudo estava pronto, Pablo me ligou dizendo que havia chego na cidade.
Falei pra minha mãe que tudo estava pronto e que eu precisava sair pra resolver algumas coisas,e assim foi.
Me arrumei e fui encontrá-lo.
Já de noitinha, liguei em casa, meu pai atendeu, pedi pra falar com a minha mãe, e avisei á ela que o Pablo estava na cidade, que veio por causa do meu aniversário e que eu passaria a noite no hotel com ele.
Pensei que ela iria apenas concordar, mas pediu pra falar com ele.
Conversaram um pouquinho, eu sem entender nada pensando que mais desgraça vinha por ai, e quando ele desligou disse que minha mãe tinha feito o convite pra ele ir em casa no dia seguinte.

No dia seguinte aparecemos em casa lá pelas 19:00, minha mãe até bolo tinha feito pra servir, e já pensava que nós não iríamos mais.
Estávamos em casa só meus pais e nós, e pensei “agora é que são elas”.
Um se apresentou pro outro, Pablo disse que sim, tínhamos feito a coisa toda as avessas mas que ele gostava de mim, e que a partir dali faríamos tudo do modo correto, depois conversaram sobre trabalho, sobre infinitas banalidades, e assim foi por um bom tempinho.
Eu?
Eu só assistia, louca de vontade de dar risada (pq eu estava nervosa e quando fico nervosa a beira de um ataque de nervos me dá crise de riso, vai que um deles soltasse uma alfinetada?).
Pablo estava suando em bicas, hahahaha, era maio, o dia estava friozinho e escuro e ele suava tanto que dava pra ver, as mãos pingavam !
Minha mãe pra descontrair disse que ninguém ali mordia, ele deu um sorriso amarelo e depois de duas horas de conversa fomos pro cinema, no meio do caminho ele disse que não foi tão ruim como imaginava, e depois eu soube pela minha mãe que meu pai gostou do rapaz, que tinha o aperto de mão firme e que olhava nos olhos enquanto falava, e que meu pai gostava disso.

Continua ...

Quase terminando

Beijos

Juu
.

20 de janeiro de 2011

Nossa história de amor - parte 2

Capítulo 3 – Primeiro encontro

Daí que um belo dia ... sua mãe chegou do serviço super cansada, jogou o celular em cima da cama (pq ele vivia na mão já que trocávamos mensagens o dia todo – sem exagero),pegou a toalha e foi pro banho.
Quando voltou, tinham algumas ligações não atendidas no display, e chata do jeito que sempre foi pensou “não conheço o número, se for importante, vai retornar”.
Joguei o celular em cima da cama novamente e fiquei pensando naquele número daqui mesmo ... prefixo de perto do shopping, era alguém daquelas redondezas que estava me ligando ... enfim, que ligasse de novo.
O celular tocou de novo, e atendi, chuta quem era?
Se pensou “era o papai!”, acertou na mosca!
Conversamos um pouquinho e resumão mesmo, seu pai soltou a seguinte frase:
Tô num lugar chamado Shopping Colinas, pode conferir pelo nº que tá no display, perdi seis horas de viagem ou vc vai vir me ver?”.
Mega intimato né ?
Tremi na base, e agora, ia ou não ia ?
Claro que eu ia né, fiz uma super escova no cabelo (pq adoro meu cabelo escovado), me perfumei, fiquei mais linda do que nunca e lá fui eu.
Cheguei no shopping o quanto antes e lá estava ele no local combinado, sentado, super nervoso me esperando!

Yasmin, juro pra você que naquele momento o mundo parou, ver seu pai todo lindo pra mim foi único, o chão sumiu, as pernas tremeram, o coração parou por segundos, o rosto ficou ruborizado, não tem como explicar, como eu já disse, quando seu verdadeiro amor chegar você saberá que é ele, moldado e feito exatamente pra você, te preenchendo e completando de todas as formas.
Pensei naquele exato momento “é com ele que quero passar o restante de todos os meus dias!”.

Não teve conversa, não teve meio termo, teve um abraço que durou uma eternidade, o abraço mais macio e reconfortante que já ganhei e um beijo cheio de delicadeza, espera, ansiedade e desejo!
Depois disso, seu pai super gentil disse “você é muito mais bonita do que eu pude imaginar!” – ahhhh, o mundo poderia ter explodido naquele exato momento que eu morreria feliz!

Depois de beijos e abraços conversamos muito, fui pro hotel com ele e passamos a noite toda conversando sobre tudo que já sabíamos que iríamos conversar, mas que era mágico mesmo assim – não, no dia seguinte eu não iria trabalhar, e mesmo que fosse, iria feliz!

Mas como a vida não é festa o tempo todo, seu pai teve que ir embora, chorei litros, e senti um vazio que nunca havia sentido antes.
Tive medo de nunca mais vê-lo, e esse foi o primeiro dia que vi seu pai chorar, ele também sentiu medo de nunca mais me ver, mas mau sabíamos o que o destino havia preparado pra nós!


Capítulo 4 – A páscoa mais gostosa do mundo


Continuamos nos falando pelo MSN, trocando mensagens pelo celular o dia todo e conversando pelo telefone, mas a saudade apertava cada dia mais.
Antes o que era apenas vontade de estar junto se tornou uma necessidade para os dois, e hoje eu afirmo, namorar a distância dói, machuca e emagrece!

Era 20 de março de 2008, mamãe foi dormir na casa de uma amiga, mas queria mesmo era estar com o papai, independente se fosse aqui ou lá, o que importava era estarem juntos!
Fiquei maquinando alguma maneira de passar a páscoa com ele, até porque ele trabalharia, então não poderia vir pra cá.

Dia 21 de março acordei e a primeira coisa que me veio na cabeça foi “vou pra Petrópolis!”, falei pra amiga da mamãe – a Aline – que iria pra lá, mas que meu pai jamais deixaria que eu viajasse sozinha, ainda mais pra ver namorado que eu tinha conhecida através da internet, portanto, diria que estava indo viajar com ela e a irmã pra algum camping da vida, a Aline não contestou, e o plano infalível estava pronto!
O plano era simples, iria pra casa, arrumaria uma malinha, iria pra rodoviária, pegaria um ônibus pro Rio e depois um pra Petropolis, simples assim.
Amigas comparsas toooodas avisadas do plano, todas dando a mesma desculpa pros meus pais caso ligassem, não tinha erro.
Fui pra casa, tomei um super banho – pq seriam longas horas de viagem - arrumei uma micro-mala com 4 peças de roupa, sabonete, perfume, calcinhas, um par de sandálias fora a que estava no meu pé e só, estava eu, indo pra outro estado com uma mini mala (sim, a mamãe que sempre foi tão exagerada estava indo apenas com uma mala de mão).
Passei no caixa eletrônico e tirei todo restante do meu dinheiro do banco, que totalizavam algo próximo de trezentos reais( essa parte é importante dizer pq eu vou perder o dinheiro mais pra frente), afinal, dinheiro é aceito em todo lugar, ao contrário do cartão né...
Na minha cabeça eu tinha roupa suficiente e dinheiro suficiente pra ficar num hotel barato, veria seu pai, passaria uma páscoa feliz, conheceria uma cidade nova e voltaria pra casa, a parte que eu nem sabia onde Petrópolis ficava no mapa eu não levei em consideração, afinal, isso era apenas detalhe, e pra que me ligar em detalhes numa hora dessas né?

Liguei pro seu pai avisando que iria pra lá, ele ficou feliz, estaria me esperando quando chegasse, e estava mais ansioso que eu.

Senti um frio na barriga quando entrei no ônibus, eu estava viajando escondido – sabia que era errado, mas a sensação de proibido era tão gostosa que nem liguei.

Saí de São José dos Campos as 15:40, não sei ao certo que horas eram quando chegamos na rodoviária de Resende pra fazer uma parada, mas já estava escuro.
Eu estava tensa em estar fazendo as coisas escondida, não quis nem descer do ônibus, de repente surgiu uma vontade de tomar suco de laranja, e eu desci.
Desci, tomei meu suco, e voltando para o ônibus vi uma bomboniere, pensei com meus botões “ahh, nem comprei ovo de páscoa pra levar pro Pablo, mas levarei uns bombons!” (eu nem roupa estava levando direito e meu preocupei com ovo de páscoa, mulher é uma criatura engraçda).
Como cada bombom custava o preço de um rim no mercado negro, comprei quatro, dois pra mm, dois pra ele e só, afinal, ou eu chegava lá ou eu comprava bombons, achei melhor chegar lá só com dois bombons do que não chegar.
E aqui eu digo, foram os bombons mais caros da minha vida!
Todo dinheiro que eu tinha estava junto, ao invés de contar o dinheiro na carteira, não, eu tirei o dinheiro, coloquei em cima do balcão, dei o dinheiro referente ao pagamento dos bombons, peguei meu troco, coloquei na carteira, e fui embora.
Sabe aquele dinheiro que eu coloquei em cima do balcão? Então, aquele dinheiro ficou lá, alegrando o dono da lojinha de doces pra páscoa,mas isso eu viria a saber só mais tarde!

Continua ...

Com amour

Juu

.

Nossa história de amor - parte 2

Capítulo 3 – Primeiro encontro

Daí que um belo dia ... sua mãe chegou do serviço super cansada, jogou o celular em cima da cama (pq ele vivia na mão já que trocávamos mensagens o dia todo – sem exagero),pegou a toalha e foi pro banho.
Quando voltou, tinham algumas ligações não atendidas no display, e chata do jeito que sempre foi pensou “não conheço o número, se for importante, vai retornar”.
Joguei o celular em cima da cama novamente e fiquei pensando naquele número daqui mesmo ... prefixo de perto do shopping, era alguém daquelas redondezas que estava me ligando ... enfim, que ligasse de novo.
O celular tocou de novo, e atendi, chuta quem era?
Se pensou “era o papai!”, acertou na mosca!
Conversamos um pouquinho e resumão mesmo, seu pai soltou a seguinte frase:
Tô num lugar chamado Shopping Colinas, pode conferir pelo nº que tá no display, perdi seis horas de viagem ou vc vai vir me ver?”.
Mega intimato né ?
Tremi na base, e agora, ia ou não ia ?
Claro que eu ia né, fiz uma super escova no cabelo (pq adoro meu cabelo escovado), me perfumei, fiquei mais linda do que nunca e lá fui eu.
Cheguei no shopping o quanto antes e lá estava ele no local combinado, sentado, super nervoso me esperando!

Yasmin, juro pra você que naquele momento o mundo parou, ver seu pai todo lindo pra mim foi único, o chão sumiu, as pernas tremeram, o coração parou por segundos, o rosto ficou ruborizado, não tem como explicar, como eu já disse, quando seu verdadeiro amor chegar você saberá que é ele, moldado e feito exatamente pra você, te preenchendo e completando de todas as formas.
Pensei naquele exato momento “é com ele que quero passar o restante de todos os meus dias!”.

Não teve conversa, não teve meio termo, teve um abraço que durou uma eternidade, o abraço mais macio e reconfortante que já ganhei e um beijo cheio de delicadeza, espera, ansiedade e desejo!
Depois disso, seu pai super gentil disse “você é muito mais bonita do que eu pude imaginar!” – ahhhh, o mundo poderia ter explodido naquele exato momento que eu morreria feliz!

Depois de beijos e abraços conversamos muito, fui pro hotel com ele e passamos a noite toda conversando sobre tudo que já sabíamos que iríamos conversar, mas que era mágico mesmo assim – não, no dia seguinte eu não iria trabalhar, e mesmo que fosse, iria feliz!

Mas como a vida não é festa o tempo todo, seu pai teve que ir embora, chorei litros, e senti um vazio que nunca havia sentido antes.
Tive medo de nunca mais vê-lo, e esse foi o primeiro dia que vi seu pai chorar, ele também sentiu medo de nunca mais me ver, mas mau sabíamos o que o destino havia preparado pra nós!


Capítulo 4 – A páscoa mais gostosa do mundo


Continuamos nos falando pelo MSN, trocando mensagens pelo celular o dia todo e conversando pelo telefone, mas a saudade apertava cada dia mais.
Antes o que era apenas vontade de estar junto se tornou uma necessidade para os dois, e hoje eu afirmo, namorar a distância dói, machuca e emagrece!

Era 20 de março de 2008, mamãe foi dormir na casa de uma amiga, mas queria mesmo era estar com o papai, independente se fosse aqui ou lá, o que importava era estarem juntos!
Fiquei maquinando alguma maneira de passar a páscoa com ele, até porque ele trabalharia, então não poderia vir pra cá.

Dia 21 de março acordei e a primeira coisa que me veio na cabeça foi “vou pra Petrópolis!”, falei pra amiga da mamãe – a Aline – que iria pra lá, mas que meu pai jamais deixaria que eu viajasse sozinha, ainda mais pra ver namorado que eu tinha conhecida através da internet, portanto, diria que estava indo viajar com ela e a irmã pra algum camping da vida, a Aline não contestou, e o plano infalível estava pronto!
O plano era simples, iria pra casa, arrumaria uma malinha, iria pra rodoviária, pegaria um ônibus pro Rio e depois um pra Petropolis, simples assim.
Amigas comparsas toooodas avisadas do plano, todas dando a mesma desculpa pros meus pais caso ligassem, não tinha erro.
Fui pra casa, tomei um super banho – pq seriam longas horas de viagem - arrumei uma micro-mala com 4 peças de roupa, sabonete, perfume, calcinhas, um par de sandálias fora a que estava no meu pé e só, estava eu, indo pra outro estado com uma mini mala (sim, a mamãe que sempre foi tão exagerada estava indo apenas com uma mala de mão).
Passei no caixa eletrônico e tirei todo restante do meu dinheiro do banco, que totalizavam algo próximo de trezentos reais( essa parte é importante dizer pq eu vou perder o dinheiro mais pra frente), afinal, dinheiro é aceito em todo lugar, ao contrário do cartão né...
Na minha cabeça eu tinha roupa suficiente e dinheiro suficiente pra ficar num hotel barato, veria seu pai, passaria uma páscoa feliz, conheceria uma cidade nova e voltaria pra casa, a parte que eu nem sabia onde Petrópolis ficava no mapa eu não levei em consideração, afinal, isso era apenas detalhe, e pra que me ligar em detalhes numa hora dessas né?

Liguei pro seu pai avisando que iria pra lá, ele ficou feliz, estaria me esperando quando chegasse, e estava mais ansioso que eu.

Senti um frio na barriga quando entrei no ônibus, eu estava viajando escondido – sabia que era errado, mas a sensação de proibido era tão gostosa que nem liguei.

Saí de São José dos Campos as 15:40, não sei ao certo que horas eram quando chegamos na rodoviária de Resende pra fazer uma parada, mas já estava escuro.
Eu estava tensa em estar fazendo as coisas escondida, não quis nem descer do ônibus, de repente surgiu uma vontade de tomar suco de laranja, e eu desci.
Desci, tomei meu suco, e voltando para o ônibus vi uma bomboniere, pensei com meus botões “ahh, nem comprei ovo de páscoa pra levar pro Pablo, mas levarei uns bombons!” (eu nem roupa estava levando direito e meu preocupei com ovo de páscoa, mulher é uma criatura engraçda).
Como cada bombom custava o preço de um rim no mercado negro, comprei quatro, dois pra mm, dois pra ele e só, afinal, ou eu chegava lá ou eu comprava bombons, achei melhor chegar lá só com dois bombons do que não chegar.
E aqui eu digo, foram os bombons mais caros da minha vida!
Todo dinheiro que eu tinha estava junto, ao invés de contar o dinheiro na carteira, não, eu tirei o dinheiro, coloquei em cima do balcão, dei o dinheiro referente ao pagamento dos bombons, peguei meu troco, coloquei na carteira, e fui embora.
Sabe aquele dinheiro que eu coloquei em cima do balcão? Então, aquele dinheiro ficou lá, alegrando o dono da lojinha de doces pra páscoa,mas isso eu viria a saber só mais tarde!

Continua ...

Com amour

Juu

.

19 de janeiro de 2011

Nossa história de amor ...

Daí que tô fazendo esse post por alguns motivos, primeiro deles é pra Yasmin poder ler um dia como foi que os pais dela se conheceram caso um dia eu venha a me esquecer de alguns detalhes, segundo pq isso já foi uma sugestão de post quando eu disse que ganhei meu marido pela internet, e terceiro, pq eu preciso focar em outras coisas que não sejam só a gravidez (impossível, mas tô tentando) senão eu vou surtar!
Vamos lá ?


Querida Yasmin, essa história é pra vc ...

Introdução

Era uma vez sua mãe e seu pai, um casal como outro qualquer, com a diferença de que não foram apresentados por amigos, não se conheciam desde crianças, não foram amigos amicíssimos confidentes, não se conheceram na balada, não namoraram dez anos até se casarem ... nada disso filha, nos conhecemos por esse milagre da tecnologia chamado internet, mas vamos por partes pra você entender.

Capítulo 1 – Nossa vida antes de existir o “nós”

Daí que sua mãe foi uma adolescente como outra qualquer, com rolinhos eventuais, estudiosa, bonita e que sofreu várias decepções como qualquer garota da idade dela. E aqui fica uma deixa pra você “Filha, beleza não é tudo, abre portas sim, mas não faz ninguém gostar de vc pq vc é apenas bonita. Você vai se decepcionar no amor, isso é inevitável, mas quando o verdadeiro amor surgir, aquele sublime, que faz você tremer perto da pessoa, o coração parar de bater por alguns segundos e todo seu corpo entrar em pane, você verá que as decepções nada mais foram do que uma ponte para o seu amadurecimento.”.
Tive paixõezinhas que doeram, e seu pai é dessa época Yasmin, mas nem de longe eu o via como um dia o grande amor da minha vida.

O que acontece é que seu pai sempre morou em Petrópolis lá no Rio de Janeiro, e a mamãe aqui em São José dos Campos mesmo, mass uma amiga da mamãe tinha contato com seu pai por ICQ (um dia te mostro como é ) e esse contato evoluiu pro MSN (que eu espero que ainda exista quando vc ler isso), foram anos de amizade entre eles, e um dia, já no MSN essa amiga da mamãe mandou uma foto onde haviam duas garotas – uma era ela e a outra eu.
Papai ficou encantado com a mamãe e pediu meu MSN pra essa amiga, pra que nós nos tornássemos “amigos” sabe ?
Essa amiga me avisou que ele me adicionaria e foi assim que seu pai entrou na minha vida e eu entrei na dele.
O detalhe é que eu tinha apenas 16 anos, e jamais pensei que isso tudo fosse pra frente do jeito que foi.

Conversava com seu pai sempre que podia, se ele estava online um dos dois puxava conversa, mas era vez ou outra, até pq eu preferia ficar lendo do que ficar na internet.
Seu pai não foi santo, teve os rolos dele (e diga-se de passagem – váaaaaaaarios), mas eu sabia de todos, pq ele sempre foi honesto comigo me contando, mas até ai éramos apenas amigos.

Confesso que quando ele dizia que estava namorando eu sentia uma pontinha de ciúmes, mas não deixava isso transparecer!

Detalhe disso tudo, é que sim, seu pai quando me adicionou já tinha segundas, terceiras e quartas intenções e sempre deixou isso claro, mas pensa comigo Yasmin, seu pai lá longe (galinhando horrores), eu aqui com aproximadamente 450 km de distância nos separando, acha mesmo que isso teria chance de ir pra frente? Se você pensou “Claro que não né mamãe!” pensou igualzinho sua mãe e foi assim que resolvi que nunca daria bola pra ele.

O tempo passou, conheci alguns rapazes e isso só fez com que minha tese de adolescente se confirmasse “homem num geral é tudo safado, gosta de levar a mulher na flauta, fazer ela se apaixonar, aproveitar o quanto der e depois cair fora”. Pobre papai, coloquei ele nesse balaio e o julguei como os outros.
.
Capítulo 2 - E o "nós" começa a existir

Cinco anos se passaram desde que seu pai me adicionou no MSN, foram cinco anos que ele passou fazendo investidas – ele se propunha a vir aqui me conhecer – mas eu sempre me esquivava dele, porém água mole pedra dura, tanto bate até que fura.

Decidi dar crédito à ele, afinal cinco anos né? Queria pagar pra ver onde isso ia dar.
Um dia, em janeiro de 2008, sua mãe muito da xereta estava fuçando no Orkut dele - pq filha, sempre achei seu pai bonitão, e sempre disse à ele que ele tem lindos olhos verdes – mas fiquei surpresa em ver que no Orkut dele não tinha mais foto nenhuma, nem no avatar, nem no álbum, nem em lugar nenhum!

Eu sempre resisti aos encantos do seu pai, mas gostava de ver as fotos dele, e lógico que tagarela que sou deixei um recadinho pra ele láaa no orkut mesmo.
“Ei, o que aconteceu que vc tirou as fotos daqui ??? O sucesso era tanto que ninguém te deixava em paz ?” .
Passados nem dois minutos veio a resposta:
“Claro que não, a foto estava assustando a mulherada isso sim, decidi tirar pq logo teria gente usando pra espantar mosquito de casa.”
Pra encurtar a conversa, disse pra ele colocar a foto de volta logo, que ele nunca foi feio e jamais seria, e que se morasse perto eu pegava facinho.
Joguei a isca, e ele ... mordeu‼
A partir desse dia nunca mais paramos de nos falar diária e constantemente.
Quando os computadores de casa estavam ocupados, eu ia pra lan house, e isso se tornou um hábito, todo santo dia depois do serviço estava eu na lan house conversando com seu pai.
Em dois dias começamos a nos falar por telefone, comecei a escrever cartinhas pra ele e enviar pelo correio, e assim foi até o dia que nos conhecemos.
.
.
Continua...
.
Beijos
.
Juu
...

Nossa história de amor ...

Daí que tô fazendo esse post por alguns motivos, primeiro deles é pra Yasmin poder ler um dia como foi que os pais dela se conheceram caso um dia eu venha a me esquecer de alguns detalhes, segundo pq isso já foi uma sugestão de post quando eu disse que ganhei meu marido pela internet, e terceiro, pq eu preciso focar em outras coisas que não sejam só a gravidez (impossível, mas tô tentando) senão eu vou surtar!
Vamos lá ?


Querida Yasmin, essa história é pra vc ...

Introdução

Era uma vez sua mãe e seu pai, um casal como outro qualquer, com a diferença de que não foram apresentados por amigos, não se conheciam desde crianças, não foram amigos amicíssimos confidentes, não se conheceram na balada, não namoraram dez anos até se casarem ... nada disso filha, nos conhecemos por esse milagre da tecnologia chamado internet, mas vamos por partes pra você entender.

Capítulo 1 – Nossa vida antes de existir o “nós”

Daí que sua mãe foi uma adolescente como outra qualquer, com rolinhos eventuais, estudiosa, bonita e que sofreu várias decepções como qualquer garota da idade dela. E aqui fica uma deixa pra você “Filha, beleza não é tudo, abre portas sim, mas não faz ninguém gostar de vc pq vc é apenas bonita. Você vai se decepcionar no amor, isso é inevitável, mas quando o verdadeiro amor surgir, aquele sublime, que faz você tremer perto da pessoa, o coração parar de bater por alguns segundos e todo seu corpo entrar em pane, você verá que as decepções nada mais foram do que uma ponte para o seu amadurecimento.”.
Tive paixõezinhas que doeram, e seu pai é dessa época Yasmin, mas nem de longe eu o via como um dia o grande amor da minha vida.

O que acontece é que seu pai sempre morou em Petrópolis lá no Rio de Janeiro, e a mamãe aqui em São José dos Campos mesmo, mass uma amiga da mamãe tinha contato com seu pai por ICQ (um dia te mostro como é ) e esse contato evoluiu pro MSN (que eu espero que ainda exista quando vc ler isso), foram anos de amizade entre eles, e um dia, já no MSN essa amiga da mamãe mandou uma foto onde haviam duas garotas – uma era ela e a outra eu.
Papai ficou encantado com a mamãe e pediu meu MSN pra essa amiga, pra que nós nos tornássemos “amigos” sabe ?
Essa amiga me avisou que ele me adicionaria e foi assim que seu pai entrou na minha vida e eu entrei na dele.
O detalhe é que eu tinha apenas 16 anos, e jamais pensei que isso tudo fosse pra frente do jeito que foi.

Conversava com seu pai sempre que podia, se ele estava online um dos dois puxava conversa, mas era vez ou outra, até pq eu preferia ficar lendo do que ficar na internet.
Seu pai não foi santo, teve os rolos dele (e diga-se de passagem – váaaaaaaarios), mas eu sabia de todos, pq ele sempre foi honesto comigo me contando, mas até ai éramos apenas amigos.

Confesso que quando ele dizia que estava namorando eu sentia uma pontinha de ciúmes, mas não deixava isso transparecer!

Detalhe disso tudo, é que sim, seu pai quando me adicionou já tinha segundas, terceiras e quartas intenções e sempre deixou isso claro, mas pensa comigo Yasmin, seu pai lá longe (galinhando horrores), eu aqui com aproximadamente 450 km de distância nos separando, acha mesmo que isso teria chance de ir pra frente? Se você pensou “Claro que não né mamãe!” pensou igualzinho sua mãe e foi assim que resolvi que nunca daria bola pra ele.

O tempo passou, conheci alguns rapazes e isso só fez com que minha tese de adolescente se confirmasse “homem num geral é tudo safado, gosta de levar a mulher na flauta, fazer ela se apaixonar, aproveitar o quanto der e depois cair fora”. Pobre papai, coloquei ele nesse balaio e o julguei como os outros.
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Capítulo 2 - E o "nós" começa a existir

Cinco anos se passaram desde que seu pai me adicionou no MSN, foram cinco anos que ele passou fazendo investidas – ele se propunha a vir aqui me conhecer – mas eu sempre me esquivava dele, porém água mole pedra dura, tanto bate até que fura.

Decidi dar crédito à ele, afinal cinco anos né? Queria pagar pra ver onde isso ia dar.
Um dia, em janeiro de 2008, sua mãe muito da xereta estava fuçando no Orkut dele - pq filha, sempre achei seu pai bonitão, e sempre disse à ele que ele tem lindos olhos verdes – mas fiquei surpresa em ver que no Orkut dele não tinha mais foto nenhuma, nem no avatar, nem no álbum, nem em lugar nenhum!

Eu sempre resisti aos encantos do seu pai, mas gostava de ver as fotos dele, e lógico que tagarela que sou deixei um recadinho pra ele láaa no orkut mesmo.
“Ei, o que aconteceu que vc tirou as fotos daqui ??? O sucesso era tanto que ninguém te deixava em paz ?” .
Passados nem dois minutos veio a resposta:
“Claro que não, a foto estava assustando a mulherada isso sim, decidi tirar pq logo teria gente usando pra espantar mosquito de casa.”
Pra encurtar a conversa, disse pra ele colocar a foto de volta logo, que ele nunca foi feio e jamais seria, e que se morasse perto eu pegava facinho.
Joguei a isca, e ele ... mordeu‼
A partir desse dia nunca mais paramos de nos falar diária e constantemente.
Quando os computadores de casa estavam ocupados, eu ia pra lan house, e isso se tornou um hábito, todo santo dia depois do serviço estava eu na lan house conversando com seu pai.
Em dois dias começamos a nos falar por telefone, comecei a escrever cartinhas pra ele e enviar pelo correio, e assim foi até o dia que nos conhecemos.
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Continua...
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Beijos
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Juu
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