Mostrando postagens com marcador Natal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Natal. Mostrar todas as postagens

1 de dezembro de 2011

Das vergonhas que passamos com os filhos



Antes de contar o fato acontecido, tenho algumas considerações:

a) Yasmin não é nem um pouco tímida, e dá mole pra todo mundo!
b) Se você estender sua mão com a palma aberta pra ela, ou estender a mão com alguma coisa, ela acha que é pra bater na mão.
c) Ela come batatinhas do Mc Donald’s.
d) Se ela vai com a cara da pessoa ela fica chamando atenção até obtê-la integralmente.

Dito isso, continuo.

Sábado fomos ao shopping para que ela conhecesse o Papai Noel – e foi a tragédia do ano, ela se assustou muito e não deu nem pra tirar foto – e dar uma voltinha, afinal de contas, o Natal tá aí e eu tô sem idéia nenhuma de presente pra esse ano.

Passeamos, compramos, e enfim, hora do lanche.

Shopping lotado e a opção mais rápida era o Mc Donald’s, enquanto Pablo buscava nosso lanche, eu fiquei sentada esperando e dando a mamadeira da bonequinha, ela tomou sua mamadeira e as energias voltaram – tipo pilha quando recarrega, sabe?
Depois de mamar, não adiantava colocar no carrinho, ela queria ficar na mesa conosco, e é lógico que em cima da mesa não dava, então, juntei duas cadeiras e a coloquei do meu lado.
Não bastou.
Ela me viu comer batatinha e quis batatinhas, se eu fingia não ver ela resmungava em alto e bom som “ruuum, ruuum, ruuuuum!”, até que eu desse, e por fim cedi mesmo, dei uma em cada mãozinha.
Era um tal de amassa batatinha, enfia na boca, chupa, olha pra coitada da batata de novo e recomeça tooooodo processo, até que ...
Até que ela quis ficar em pé na cadeira, com apenas uma solitária batatinha na mão, diga-se de passagem, uma batatinha massacrada, uma pobre batatinha.
Segurei ela em pé, na cadeira, com o rostinho virado para trás de nós, e assim que ficou em pé, ela viu um rapaz atrás de nós comendo seu lanchinho do Mc sozinho.
Simpática que só ela, olhou pra ele, abriu a mãozinha que tinha a pobre batatinha massacrada, chupada, acabada e destruída, mostrou pra ele, e enfiou na boca de uma vez só, e ficou sorrindo para o moço – que comia suas prórprias batatinhas.
Tentei desviar atenção dela do rapaz e deixa-lo comer em paz, mas a Yasmin não dá folga, ela é chiclete mesmo.
Com as mãozinhas babadas apoioi na cadeira e ficou olhando o moço comer, e sorria e dava gritinhos para ele – e eu com a cara no chão de vergonha em ter uma filha tão descarada!
Até que o rapaz estendeu a embalagem de batatinhas pra ela e ofereceu.
Ela não entendeu direito e achou que ele estava estendo a mão pra ele pra ela bater, lógico que ele não sabia disso e recuou com as batatas.
E foi assim, ela olhava apaixonada, gritava, e eu com a cara no chão de vergonha.
Pablo terminou de comer e até que enfim eu poderia comer, meu lanche que a essa altura do campeonato já deveria estar frio.
Pablo pegou a pequenina no colo, a sentou na beiradinha da mesa, e quando abri meu lanche, inesperadamente, ela ENFIOU a mão super rápido, puxou um mega pedaço de pão do lanche e como uma selvagenzinha enfiou o pão na boca.
A criatura arteirinha daaaaaava super risadinhas e queria fazer de novo, até que Pablo se afastou de mim pra que eu pudesse comer em paz.

O rapaz, deu uma mega gargalhada, fez um gracejo com ela e foi embora.

Terminei meu lanche, fomos dar uma volta e depois tive que presenciar ela enfiando a carinha no sorvete da minha irmã.

Eu fico boba em como ela é indicisplinada e espontânea, massss um dia melhora, e sei que essas vergonhas que passo com ela um dia me farão dar boas risadas e que vou sentir saudades.