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27 de abril de 2012

Filme: Ameaça Terrorista

Ficha técnica

Título Original: Unthinkable
Título Nacional: Ameaça Terrorista
Ano de Lançamento: 2010
Gênero: Drama / Policial / Ação
Duração: 96 minutos
Classificação:

Sob constante ameaça terrorista, os EUA não podem baixar a guarda. Neste thriller psicológico, o país norte americano enfrentará um filho de sua própria nação, Younger (Michael Sheen), que se converteu ao islamismo e armou três bombas atômicas em diferentes cidades americanas. Apesar de Younger ser facilmente localizado e preso, ele não dá as coordenadas de onde as bombas estão. É quando entra em cena o investigador H (Samuel L. Jackson) e Helen (Carrie-Anne Moss) uma agente do FBI, que terão que pressionar o terrorista para descobrir a localização exata das bombas, numa corrida alucinante contra o tempo. Um thriller que irá te surpreender e te fazer pensar no inimaginável.

Embora o filme seja de 2010 é um filme muito atual, com um tema oportuno que sempre está em destaque na mídia – atentados terroristas motivados pela fé.

É um suspense psicológico que faz o espectador roer as unhas – e os dedos – de tanta tensão.

Não há muito o que dizer da trama em si, uma vez que não tem mistério, é o que foi dito na sinopse e ponto, mas é o desenrolar disso que nos deixa agoniados, parecendo que tem pulga na cadeira.

Younger se converteu ao islamismo e armou três bombas em locais estratégicos no país, juntas ela tem a capacidade de matar em torno de seis milhões de pessoas (!).

O que ele queria não era só armar as bombas e ver o circo pegar fogo, ele queria estar dentro do circo, ele se deixa localizar propositalmente e vai preso para dar as coordenadas da localização da bomba, mas qual a surpresa em saber que ele não vai cooperar?

É aí que entra em cena ao investigador H, com seus métodos nada convencionais – nada convencionais mesmo.

Quais métodos? Tortura, da mais pura e bizarra possível, desde a lenta amputação das falanges dos dedos, à motorzinho de dentista sem anestesia.
Confesso que achei chocante quando vi, não tem censura, não é algo que eles deixam de modo subjetivo para dar a entender, é explícito mesmo, eles mostram a tortura (quando o filme foi exibido na Rede Globo as imagens foram editadas de tão fortes).

Ele sobrevive aos dias de tortura e ganha a compaixão de uma agente do FBI que acredita nos Direitos Humanos, que segue a risca a Convenção de Genebra, mas que pouco a pouco passa a mudar de opinião ao ver o que realmente está acontecendo.

É um filme tendencioso? É sim, lógico que os EUA iriam puxar a sardinha pro lado deles e colocar o muçulmano como vilão e terrorista, mas o filme não trata disso, é algo além, não é sobre o estereótipo de quem é bom ou mau, de quem está certo ou errado.

Ele nos faz ficar com aquela pulguinha atrás da orelha que grita “Ei, você seria capaz de sacrificar um em favor de milhões?”. É nessa pulguinha que mora a questão principal do filme, o bem e o mal dentro do que é bem e mal no contexto de cada um de nós.

Ali não são limites humanitários que estão em jogo, são limites que vão além das leis, das convenções, do que está no papel, o que é (in) sensato e qual o preço disso?
Os fins justificam os meios? Muitas vezes sim, mas vale a pena?
E a compaixão, ela deve ir até onde?

É um filme extremamente reflexivo sobre ética, hierarquia, e no fim das contas nos mostra que a família é a base de tudo, que é o maior bem de um ser humano. E quem é nossa real família? Filhos, esposa, pátria?

E pra saber todas essas respostas ... só assistindo!

Moral do filme pra mim: Quem poupa o lobo sacrifica as ovelhas.

E pra quem se interessou, abaixo segue o trailler:


2 de março de 2012

Filme: A mulher de preto

Ficha técnica
Direção: James Watkins
Roteiro: Vic David, Neil Dunn, Guy East, Ben Holden, Richard Jackson
Produção: Susan Hill, Jane Goldman
Estúdio: Hammer Films / CBS Films
Trilha sonora: Marco Beltrami
Figurino: Keith Madden
Fotografia: Tim Maurice-Jones
Montagem: Jon Harris
Direção de Arte: Jon Harris

O jovem advogado Arthur Kipps (Daniel Radcliffe) é forçado a deixar seu filho de três anos e viajar para a pequena vila de Crythin Gifford para tratar dos assuntos do recentemente falecido dono da casa Eel Marsh. Mas quando ele chega à arrepiante mansão, descobre segredos obscuros no passado da cidade. Sua sensação de mau estar aumenta quando ele vislumbra uma misteriosa mulher toda vestida de preto.

Quem espera resquícios da atuação de Daniel Radcliffe como H.P vai cair do cavalo, tenho certeza que quem se desapegar da imagem do ator como o bruxinho adolescente vai gostar muito do filme, a atuação é extremamente convincente, mesmo já lidando anteriormente com sentimentos que ele viveu na saga H.P, como perda, sofrimento e tristeza.

Ambientado em uma cidadezinha do interior da Inglaterra no início de 1900, o público se vê envolvido em uma atmosfera tensa do início ao fim, provocada pelo clima e pela ambientação perfeita, utilizando elementos espíritas, não apelando jamais para o choque barato para causar qualquer tipo de reação.

Tentando dar um bom futuro ao filho de apenas três anos*, e ao mesmo tempo tendo que lidar com a recente perda da esposa, o jovem advogado Arthur Kipps (Daniel Radcliffe) fica incumbido de cuidar do espólio de um antigo cliente do escritório onde trabalha – e que está prestes a demiti-lo caso falhe nessa missão – cujo bem maior é uma mansão antiga, totalmente isolada em um vilarejo inglês. No entando, Arthur não contava resistência local á venda do imóvel, e com a ajuda de Samuel Daily - um homem que ele conheceu no trem a caminho da cidade e por quem teve empatia simultânea – ele descobrirá o motivo de tamanha resistência à venda da mansão cercada por pântanos. Em pouco tempo a relação dos dois se torna paternal, e é a racionalidade de Samuel que ajuda Arthur a manter a sanidade.

A propósito, a casa é um personagem a parte, o clima frio associado à uma fotografia escura e densa dão um clima de maior mistério e suspense ao filme, o casarão é sinistro, e a sensação de isolamento de Arthur é ressaltada pela névoa que envolve o imóvel, que fica praticamente ilhado a maior parte do tempo.

O desfecho do filme é brusco, é inesperado, é violento, porém, depois de assistir o filme todo você não pode pensar em um final melhor.

Em suma, a história é interessante sim, trata sobre crianças que tem uma morte violenta no vilarejo, todas relacionadas ao aparecimento da misteriosa mulher de preto, é um filme sincero e pronto, não inventa firulas, não tem aquele final que mais parece uma pegadinha, que insinua ter te mostrado que a chave da questão estava lá o tempo todo e só você não percebeu (o que me dá a sensação de ser idiota em não ter notado).

*Muitas pessoas se pronunciaram sobre o fato de Arthur ser tão jovem e já ter um filho de três anos, só um lembrete, no início do século era normal as pessoas se casarem jovens e terem filhos cedo, portanto, está totalmente dentro do que o filme propõe.

Curiosidades:

- O filme é baseado na obra literária de Susan Hill, lançado em 1983.

- Essa versão é um remake de 1989 feito esclusivamente para a tv britânica, o ator que interpretou o papel principal na primeira versão foi o ator britânico Adrian Rawlins, o mesmo que interpretou o papel de James Potter, pai do protagonista na saga Harry Potter.

- A casa onde o filme se passa se chama Cotterstock Hall, fica em Oundle, Northamptonshire na Inglaterra, e foi construída em 1658, e de lá pra cá não mudou muita coisa.

- Para quem se interessar pelo livro, ele foi lançado no Brasil pela Editora Record e tem 208 páginas.

E para finalizar, o trailler do filme: