13 de junho de 2011

O segundo filho...

E a Yasmin mau saiu da barriga muitas pessoas me perguntam quando eu vou “encomendar” o segundo filho.
Algumas ficam espantadas quando eu digo que no que depender de mim daqui uns dez anos começo a pensar na possibilidade de ter um segundo filho.
Algumas pessoas me disseram que se eu tiver filhos com esse intervalo estarei criando dois filhos únicos, e é verdade.
Tirando os impropérios da gestação, eu adorei ficar grávida, achei mágico, mesmo após o nariz virar uma batata, as pernas ficarem inchadas e parecendo duas mandiocas, e eu precisar praticamente morar ao lado do banheiro.
Achei surreal a sensação de gerar uma vida, de meu filho e eu sermos uma pessoa só por nove meses, a espera por cada ultra, enfim, eu curti demais mesmo a gravidez.
Mas se eu disser que ser mãe sempre foi um sonho que morou dentro de mim, estarei mentindo feio, eu não tinha planos de casamento, filhos, nada disso, a Yasmin foi desejada, amada, planejada desde o primeiro instante, mas ser mãe não era algo que eu planejava pra minha vida, o desejo surgiu do nada, e hoje não sei como vivi tanto tempo sem ela comigo, ser mãe me tansformou muito.
Mas aí vem a questão “ se você adorou tanto ficar grávida, porque não ter o segundo logo?”.
Hoje, eu consigo ver tudo sob um prisma muito diferente do que o que eu via quando estava grávida, hoje eu sei que crianças dão um gasto maior do que eu podia imaginar – e aqui eu não me refiro a luxos, me refiro ao básico mesmo – dão um trabalho muito grande, exigem atenção 25 horas do dia, enfim, ter um filho é totalmente gratificante, mas exige demais da gente.
Pode parecer egoísmo da minha parte não querer dar um irmãozinho pra Yasmin, mas só terei outro filho se tiver as mesmas condições de dar pra ele tudo que a Yasmin tem ou mais, e quando digo isso é pensando a longo prazo também.
Pra Yasmin nós planejamos boa educação, um colégio particular, bons brinquedos, boas roupas, bons sapatos, um esporte pra que ela tenha os ossos fortalecidos (as crianças de hoje em dia tem ossos fracos pq ficam o dia todo em frente o computador), estudar uma segunda língua que hoje em dia é essencial, muita atenção e dedicação integral à ela, isso tudo sai caro, porque dentro disso vem material específico, vem diversos gastos atrelados ao que significa uma boa educação, uma educação de verdade, que vai além do que é criar um filho, afinal de contas, criar é fácil, difícil mesmo é educar.
Quando eu digo que ela terá – como já tem – boas roupas, bons brinquedos, bons sapatos... eu não me refiro aos mais caros, mas e me refiro a coisas de boa qualidade, e nós sabemos muito bem que prezar pela qualidade das coisas não sai lá tão barato.
Lógico que o que pra nós é essencial pra algumas pessoas pode não ser, mas tudo que eu quero é visando pra ela um futuro melhor que o meu, eu tenho uma vida ótima, mas quero que ela tenha uma vida excelente, quero que ela aproveite tudo que nós pudermos oferecer à ela dentro das nosas possibilidades.
Acho que isso não é ser consumista, ou segundo o ponto de vista de alguns pode até ser consumismo, mas eu quero o melhor pra minha baixinha, e hoje, eu tenho condições de dar tudo isso apenas pra um filho.
Diz o ditado que onde comem um comem dois, até concordo, mas o que me diz que esses dois estão comendo direito?
Se acontecer de um segundo filho vir, ele será muito bem vindo, muito amado, mas será planejado, e é por isso que eu me previno tomando meu anti-baby certinho, porque não quero ser pega no susto.

Eu tenho uma irmã mais nova, que é um dos grandes amores da minha vida, confesso que não sei viver sem ela, ela é amiga, é conselheira, é mãe, ela é um porto seguro pra mim, e é essencial tê-la comigo, ela me ensinou muita coisa na formação do meu caráter.
Eu tenho uma eterna companheira, com ela eu aprendi o que é amor genuíno, aprendi a dividir, aprendi tanta coisa, e amor de irmão é diferente de amor de primo, de amigo, e um amor sem limites, mesmo cercado de arranca rabos e briguinhas bobas.

Eu posso estar privando a Yasmin de sentir esse amor tão gostoso, mas sei lá, a gente não sente “tanta” falta daquilo que não temos, e acho que com o irmão que não existe e mais ou menos isso, a gente sente falta, mas por não saber como é sabemos viver muito bem sem.

Portanto, hoje em dia, um segundo filho está muito longe dos meus planos atuais, as vezes até penso em ter um menininho, acho que deve ser tão gostosinho ter um bebê diferente do que estou habituada, mas é apenas um pensamento, que pode mudar com o tempo caso tenhamos mais condições, mas que por enquanto é apenas um devaneio mesmo.

Me desculpem se pareci uma megalomaníaca, mas sei la, é assim que eu penso, e tenho uma vida inteira pra amadurecer esse pensamento, ne?

E vocês meninas, o que planejam?

Beijos e boa semana

Ju

14 comentários:

  1. Eu não tenho certeza ainda, mas se eu tiver outro filho, queria que fosse menina, para fazer um casal e só daqui uns 4 a 5 anos...

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  2. Oi Júlia, eu pensei assim tb... só tive uma filha, minha Júlia que está hoje com 15 anos... o filho único hoje em dia não tem problemas de ficar sozinho, a Ju sempre teve muitos amigos e nunca se queixou de solidão... agora, tem uma coisa que não dá pra mudar: ela é muito mimada! Acho impossível o filho único não ser mimado...

    Bjs

    Sil

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  3. Eu fico meio em duvida, porque eu penso sim em ter outro filho daqui uns tres anos, mais como o Noah nao foi planejado, e nao curti muito meu casamento, ao mesmo tempo nao quero, pois agora q ele ta ficando independente ai começar td de novo...
    é complicado.... ainda nao sei tb... beijos

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  4. Eu não acho que levar 10 anos para ter outro filho, seja como criar 2 filhos únicos não. Eu tenho 25 anos e as minhas irmãs 12 e 10, por 12 anos é claro eu fui única, mas acho essa questão de filho único muito de como cada família leva a criação e educação do primogênito.
    Entendo seu ponto de vista e concordo com alguns pontos. A minha gravidez também foi surpresa, o fato de não ter sido planejada, não quer dizer que não tenha sido desejada...mas com certeza uma gravidez não planejada complica um pouco mais as coisas.
    Já sibto saudades da Sofia babyzinha e olha que ela só tem 5 meses rs e com certeza quero ter mais 2 filhos, não sei se terei tanta disposição para o terceiro rs, mas um menininho me agrada e muito! Penso pra daqui há uns 3, 4 anos!
    Beijo querida!

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  5. Concordo com algumas coisas que você disse. Sim filho exige muito de nós. Fato! Sim filho tem seus gastos. Fato! Mas penso que as condições somos nós quem fazemos. Nem sempre estudar em um colégio particular ou ter um palno de saúde significa "ser o melhor". O bom médico e o bom professor são bons em qualquer lugar. E nem sempre o melhor é o mais caro.

    Com relação a diferença de idade, acho que isso não é verdade. Vai da criação que damos aos nossos filhos. Fui filha única até os 10 anos e não era mimada. As coisas não eram na "minha hora".

    Beijo linda. E desculpa se passei alguma agrecividade, não foi minha intenção viu. =D

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  6. Eu tô super empolgada com o segundinho! Hehehe! Mas por enquanto é só um desejo... Talvez daqui um, dois anos!

    Beijos, Ananda.

    http://projetodemae.wordpress.com/

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  7. Ai, Ju, nem preciso dizer que eu discordo em vários pontos do seu texto!

    Sabe, eu concordo com a Grauce que comentou mais acima. Nem sempre o "particular", nem sempre "a qualidade" é algo que se possa pagar. E nem sempre isso faz diferença.

    Lógico que eu também quero dar coisas de qualidade pro Vicente, mas não quero que ele tenha "todas as oportunidades, condições" que eu não tive. Sei lá, acho que até magoaria minha mãe ao dizer isso pois isso significa que eu não gostei de ter nascido em uma família que não pode dar aquilo que eu "acho" que é melhor.
    Eu queria que o Vicente tivesse o necessário para ser seguro, independente e amado o suficiente pra poder batalhar por suas coisas sabendo dar valor a cada centavo. E acho que isso vai ser possível com 1 ou com 2 filhos (no meu caso, já que não pretendo dar "o melhor" e sim o "necessário")

    Eu acho sim que criar dois filhos com muita diferença de idade é como criar dois filhos únicos. Pode ser que minha experiência é que seja não muito boa mas, meu marido e meu cunhado tem 11 anos de diferença e não são tão "irmãos" sabe. E o segundo é ultra mimado (e até hoje eu não conheci um filho único que não seja mimado. Mas acho que é possível sim evitar que isso aconteça, mas cabe aos pais né).

    Eu não paro de pensar um segundo no segundinho!
    Não tenho saudade da gravidez nem de recém-nascidos não. Lembro do quanto é cansativo e caótico o comecinho.
    Mas só de pensar em ter todo esse amor e essa felicidade que tenho agora em dobro, chego a perder o ar. É demais!

    Beijinhos!

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  8. Oi Julia,
    Eu sou filha única e tive tudo isso que vc citou como necessário para a Yasmim: Boas roupas, bons sapatos, o melhor colégio da cidade, o melhor curso de inglês, carro aos 18 anos, faculdade, boas viagens nas férias, acesso ao clube, à escola de natação etc etc. Isso porque os meus pais também pensavam como você: o melhor custa caro e minha filha merece o melhor.

    Mas hoje, grávida da minha primeira filha, eu penso que logo logo quero dar sim uma irmãzinha ou um irmãozinho pra ela. E sabe por que? Porque eu não concordo qdo vc diz que a gente não sente falta daquilo que nunca teve.
    Iisso não é verdade pra mim. Eu tive primos da minha idade com quem brincava bastante, não fui uma criança sozinha, mas amor de primo não é mesmo amor de irmão. Eu não fui obrigada a aprender a dividir o que eu tinha com meus primos, pq eles tinham os pais deles e as coisas deles. Dividia ali no mãximo um brinquedo e eu sabia q era algo temporário, que logo eles iam embora e q de novo tudo ia ser só meu. E por mais que a escola colabore, é em casa, no dia a dia, brigando com o irmão, que a gente aprender a brigar pelo nosso espaço, a se colocar pro mundo e a dividir o saco de pão, o dinheiro do picolé e o brinquedo mais legal.

    Eu tive sempre tudo melhor, e sabe qual é a única coisa que eu consigo pensar hoje? Que infelizmente, quando meus pais não estiverem nesse mundo, eu não vou ter uma pessoa que vá sentir exatamente a mesma dor que eu, eu não vou ter alguém pra dividir a perda, e qdo eles se forem, aquela minha primeira família, terá acabado, porque não me restará aqui uma irmã ou um irmão pra me ajudar a lembrar dos bons momentos com meus pais. Tudo será sempre somente meu, inclusive as minhas memórias e lembranças. É uma pena que eu não vá ter uma irmã pra se lembrar comigo da rabugice do meu pai, ou do quanto a minha mãe é perua, por exemplo.

    Eu queria sim, MUITO, ter um irmão pra ser aquele meu companheiro pro resto da vida, que tem o sangue igual ao meu, que foi criado como eu. Porque por mais que o marido seja ótimo, companheiro e seja agora a minha família, é aquela família q eu tenho como referência da minha infância.
    E eu quero a minha filha tenha companhia no mundo com o sangue igual ao dela, para protegê-la com unhas e dentes quando eu não estiver mais aqui, e isso, quando o calo aperta, só o nosso sangue nos protege como merecemos de verdade, por mais que o marido ou amigos nos apoiem e nos protejam também com unhas e dentes.

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  9. Ai....tenho um dilema como esse ! Como postei no meu blog,a minha Yasmin me cobra muito uma irmãozinho pra fazer companhia À ela e eu não sei o q fazer ! O q vc falou quanto aos custos,eu tb enfrento,pois ela tem as coisas melhores q podemos dar,um bom plano de saúde,uma escola particular de qualidade,alimentação,roupas,brinquedos,etc... e no momento,eu não tenho como mesmo multiplicar esses gastos ! E fora q eu tb não recuperei meu "corpinho magrinho" de antes da gravidez até hoje(q vergonha!) kkkk

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  10. Ahh pra mim a maternidade sempre foi um sonho, sempre quis muito muito muito ser mãe! E me sinto muito realizada... Eu tenho irmã e irmão e sempre fomos muito unidos..Meu marido e os irmaõs dele tb são super unidos...eu nao queria privar minha filhota dessa coisa boa .q é ter irmão, sempre pensei em dois filhos.. Sei q. não vai ser fácil, principalmente no inicio,por causa do cansaço e tal, mas em relação a roupas, escolas, plano , brinquedo e etc, acho q. é aquela coisa, onde come um come dois sabe... no meu caso ainda vai ser mais facil.. como é outr menina, muita coisa da pra aproveitar ou "juntar", como por ex o quartinho q. vamos fazer um só bem lindo pras duas e assim vai se dando um jeito nas coisas... O mais importante ao meu ver é todos estarem felizes e satisfeitos,rs, se vc e seu marido estão de acordo tá ótimo e é o q. importa...no meu caso eu e meu marido pensavamos do mesmo jeito e nao queriamos um filho só, então deu certo! E eu ja estava ha algum tempo pensando no segundinho...bjosss!!

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  11. Ahh e mais uma coisa q. eu esqueci de dizer, sua filhota acabou de nascer, é cedo messsmo pra pensar em qquer coisa nesse sentido, mas qdo eles vao crescendo, vc vai ver, da uma saudade de um bebezinho..rsrsrsrsr

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  12. Ju. deixei um selinho foferrimo e lindo lá no meu blog para ti.. Passa lá!!

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  13. Oi Julia,
    Francisco nem nasceu e já me perguntam quando terei outro bebê!
    Costumo dizer que nem sei ao certo como é ser mãe e que vou esperar um pouco para decidir, mas na verdade concordo plenamente com você! Não é fácil criar uma criança, muito menos barato (é só ver o preço do colégio, plano de saúde...)
    Concordo em dar tudo de bom, nenhum luxo, mas cuidar da saúde e educação já é um caminho longo!
    bjo

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  14. Olá, vim fazer uma visita e ja estou seguindo.
    Em partes eu concordo com você em dar o melhor, eu também quero dar o melhor para minha pequena, mas quando se trata de um filho, um irmão(ã) para ela, não medirei esforços. Acho que irá compensar muito mais o amor de um irmão do que qualquer outra coisa.
    Bjos, aguardo sua visita

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